28/03/2023

Capítulo 11 - Guia Prático de Chás Medicinais


🌿 Capítulo 11 

A Cura que Vem da Terra e do Espírito

       Em tempos de transformação e despertar interior, somos chamados a olhar com mais atenção para os elementos simples e profundos que nos rodeiam. O corpo é a morada do espírito, e cuidar dele com sabedoria é parte essencial do caminho de evolução.

       A natureza, em sua linguagem silenciosa e generosa, oferece meios preciosos para o equilíbrio físico e energético. Este capítulo une saberes ancestrais e práticas consagradas pelo tempo, apresentados no Guia Prático de Chás Medicinais, com ênfase nas 66 ervas reconhecidas pela ANVISA.

           Mais do que um compêndio de receitas naturais, esta é uma ponte entre o autocuidado e a espiritualidade, entre a prática cotidiana e a consciência maior. Que cada infusão, cada folha, cada gesto de atenção ao corpo seja também uma prece, um ato de sintonia com as forças superiores da Criação.

       Porque cura verdadeira é integração: entre a oração, o que sentimos, pensamos e comemos.




E-BOOK GRATUITO 

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 Copyrigth © 2020 – Oswaldo La Marck Júnior
Todos os direitos reservados 
 
Imagens: As fotos das ervas e plantas medicinais foram 
obtidas no banco de imagens Shutterstock.com, devidamente 
publicadas sem restrição de uso. 

Texto de acordo com as novas regras 
ortográficas da língua portuguesa 
167 p.; 15,24 x 22,86

LA MARCK JÚNIOR, Oswaldo 
Guia Prático de Chás Medicinais
Edição E-book online / impresso sob demanda
Embu das Artes, SP Edição do Autor 2021
ISBN 978-65-00-06608-1

1. Chás medicinais 2. Chá uso terapeutico 3, Ervas - Uso terapeutico
4. Fitoterapia 5. Plantas Medicinais 6. Promoção da Saúde
I. Título - 20-40478 / CDD-615.321

Îndices para catálogo sistemático:
1.Chás medicinais: Uso terapêutico: Fitoterápico - 615.321S
2,Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB -8/7964

Direitos exclusivos para língua portuguesa
São Paulo - SP Brasil CEP 06806-550

Colaboradores
Revisão de texto e diagramação - Lídia Angela La Marck
Capa, Design gráfico e composição - Victor Barcellos La Marck


    Nota ao leitor: Este guia tem por objetivo suplementar, e não substituir, tratamentos médicos profissionais. Sendo de caráter preventivo. Não deve ser usado para doenças graves sem consulta a um profissional qualificado na área da saúde. Atenção para as restrições, contraindicações e efeitos colaterais. 

    Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa autorização por escrito do autor sob penas criminais e ações civis. 

    Contato do autor: oswaldolamarck@gmail.com



Agradecimentos 

    Agradeço a Deus e aos meus pais pelos ensinamentos que orientaram a minha formação moral e pessoal. Agradeço também aos meus professores, colegas e amigos que ajudaram direta e indiretamente no meu desenvolvimento profissional, assim como agradeço aos que me incentivaram nesta empreitada de valorização dos recursos da natureza, através deste Guia Prático de Chás Medicinais.


Dedicatória 

    Dedico a todos os profi ssionais da área de Saúde e a todas as famílias que creem na efi cácia dos tratamentos preventivos, corretivos, integrativos e complementares, baseado na possibilidade do cultivo domiciliar de ervas medicinais, tendo a natureza como principal protoganista

Sumário 

Sinopse 9 
Introdução 11 
Patologias de A a Z 15 
Chás de A a Z 31 

Sinópse

    Este poderia ser mais um livro dentre os milhares e milhares publicados no mundo que tratam de ervas e plantas medicinais. No entanto, diferencia-se de todos por algumas razões comentadas a seguir: o livro trata exclusivamente das 66 ervas autorizadas para consumo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e utilizadas pelo Sistema Único de Saúde - SUS. Outro diferencial importante é o Guia indicativo em ordem alfabética das 364 patologias mais comuns e respectivos chás mencionados  neste livro. 

    A Organização Mundial de Saúde - OMS apoia as Práticas Integrativas e Complementares - PIC, tendo em vista a dificuldade e complexidade nos atendimentos médicos convencionais, devido à grande demanda de usuários, na maioria de baixa renda, o que dificulta o acesso a recursos terapêuticos e medicinais de alto custo. 

    Em médio prazo, poderemos ter os tratamentos preventivos com abordagens que buscam facilitar e estimular o uso de recursos naturais. São tratamentos eficazes e seguros, que se tornarão uma realidade. Dessa forma uma melhor observação dos resultados terapêuticos e da integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade propiciará condições favoráveis para a revisão das políticas de Saúde. 

    Este Guia Prático poderá entre outras vantagens contribuir socialmente com o desenvolvimento sustentável de comunidades, promovendo a racionalização das ações da Saúde a um baixo custo, estimulando o cultivo de ervas medicinais nas suas próprias casas, além de alternativas inovadoras, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de Saúde. 

O Autor


Prefácio

    Este guia prático apresenta 66 ervas e plantas medicinais, cada uma com seu nome popular e científico, sua origem, algumas características botânicas, as particularidades, aplicações, as partes utilizadas da planta para infusão ou decocção e a dosagem adequada para cada caso. Está organizado em ordem alfabética para facilitar o manuseio. As descrições botânicas e a terminologia médica foram abolidas. Os chás aqui descritos são indicados preventivamente para diversas doenças. 

    Infusão consiste em derramar  água fervendo sobre a erva num recipiente, abafá-lo e deixar descansar por um tempo. Também se pode colocar a erva no recipiente da água que terminou de ferver. 

    Decocção é quando se deposita a erva na água fervente e deixa-se ferver junto pelo tempo indicado. Não se deve esquecer que as ervas são tóxicas por natureza. Usadas na proporção certa, são remédio, porém, usadas na proporção errada, são veneno. É um alerta a todos. Lembre-se de que é necessário consultar um especialista antes de iniciar qualquer tratamento, inclusive o natural. A automedicação pode ser muito perigosa! 

    Todos os chás indicados neste guia são contraindicados para gestantes e lactantes, exceto alguns sob orientação médica. No caso de ser necessário continuar o tratamento após o tempo indicado, é preciso aguardar uma semana antes de recomeçar a ingestão do chá. Adicionamos um Guia Indicativo, que relaciona as doenças às ervas citadas neste livro. Esta obra é uma Revisão Literária, baseada em Trabalho Científico de Conclusão de Curso de pós-graduação do Autor em Medicina Tradicional Chinesa.

    As ervas e plantas mencionadas neste guia prático são encontradas em todo o território nacional: em farmácias, supermercados, farmácias de manipulação, casa de ervas e feiras livres. Recomendamos o cultivo e plantio das principais ervas deste Guia Prático com vistas ao tratamento preventivo familiar. A obtenção de sementes para cultivo e plantio pode ser feita através de consultas e compras nos sites de busca da seguinte forma: por exemplo, digitando “semente de alcachofra”, aparecerão na pesquisa todas as empresas que fornecem sementes no Brasil, com as respectivas quantidades e preços, mais frete. 

    Geralmente as instruções de plantio, cultivo e cuidados especiais acompanharão o material. Tenha uma farmácia natural e particular na sua própria casa em vasos ou no quintal. A Natureza é pródiga e rica em todas as necessidades do ser humano. Apesar de ser uma literatura sintetizada, baseada numa rica bibliografia, que deu maior confiança ao projeto, consideramos importante alguns esclarecimentos, como por exemplo: todas as ervas e plantas são dotadas de princípios ativos primários e secundários. 

    Quando tomamos um remédio alopático, ele normalmente tem o principio ativo primário em maior concentração. Já as ervas "in natura" preparadas como chás reúnem os princípios primários e os secundários numa combinação harmônica natural dessas químicas. 

    As plantas frescas, adequadamente colhidas, têm maiores teores de princípios ativos e evitam os perigos decorrentes da má conservação, como a presença de fungos, por exemplo. 

    Espera-se com esta obra que os leitores se entusiasmem em ter suas próprias ervas cultivadas em casa, em vasos, canteiros ou jardins. Seria a farmácia natural ao alcance de todos. 

    Para sanar qualquer dúvida, favor entrar em contato diretamente com o Autor pelo e-mail: oswaldolamarck@gmail.com.


Patologias de A à Z

A

Abscesso: calêndula, picão-preto Ácido úrico: alcachofra, cavalinha, chapéu-de-couro, guaçatonga, quebra-pedra 
Acne: alecrim-pimenta, calêndula, cavalinha, dente-de-leão, espinheira santa, mil-folhas 
Açúcar no sangue (veja também Glicemia e Diabetes): alcachofra, canela, melão-de-são-caetano 
Aftas: alecrim-pimenta, cajueiro, calêndula, cavalinha, chambá, goiabeira, guaçatonga, picão-preto, sálvia Alcoolismo: maracujá Alergias: alecrim-pimenta, calêndula, camomila, cavalinha, erva-doce, garra-do diabo, guaco 
Alzheimer, Mal de: sálvia 
Amenorreia: erva-de-bicho, mentrasto, poejo 
Amigdalite: cavalinha, picão-preto, romã, salgueiro-branco 
Anemia: alcachofra, boldo-baiano, carqueja, cavalinha, dente-de-leão, jurubeba 
Angina: picão-preto 
Anorexia: jurubeba 
Ansiedade: cavalinha, erva-cidreira, guaraná, malva, maracujá, maracujá pérola, melissa 
Aparelho genital feminino: aroeira-da-praia, malva 
Apetite,  (veja também Inapetência)
    abrir o:   boldo-baiano, espinheira-santa, gengibre, jurubeba, mil-folhas, poejo 
    controlar o: carqueja, laranja-amarga 
Arteriosclerose: alho, boldo-baiano, cavalinha, chapéu-de-couro 
Articulações: garra-do-diabo, gengibre, melão-de-são-caetano, mentrasto 
Artrite: calêndula, canela, chapéu-de-couro, erva-baleeira, erva-cidreira, erva-de-bicho, eucalipto, garra-do diabo, guaçatonga, guaco, maracujá doce, mentrasto, picão-preto, salgueiro-branco, unha-de-gato 
Artrose: calêndula, garra-do-diabo, mentrasto 
Asma: alcaçuz, assa-peixe, capim-santo, erva-cidreira, espinheira-santa, eucalipto, gengibre, guaco, maracujá, maracujá-pérola, molungu, poejo, sálvia, unha-de-gato 
Assadura: calêndula, camomila 
AVC: açafrão-da-terra, boldo-baiano, laranja-amarga 
Azia: boldo-baiano, boldo-nacional, espinheira-santa, jurubeba, marcela-do-campo, mil-folhas, poejo, salgueiro branco, sálvia

B

Baço: arnica, boldo-baiano, carqueja, cáscara-sagrada, jurubeba 
Bexiga: anis-estrelado, boldo-baiano, carqueja, chapéu-de-couro, eucalipto, garra-do-diabo, melão-de-são-caetano, quebra-pedra, sabugueiro 
cálculos na: boldo-baiano 
    Bile: açafrão-da-terra, boldo-nacional, calêndula, dente-de-leão 
Blenorragia: aroeira-da-praia, picão-preto 
    Boca: alecrim-pimenta, camomila, hortelã-pimenta, picão-preto, romã; 
    Boca amarga: carqueja boca seca: mentrasto 
    Enxaguatório bucal: tanchagem-maior 
Brônquios: chambá, guaraná, pau-ferro 
Bronquite: alcaçuz, anis-estrelado, aroeira-da-praia, assa-peixe, chambá, eucalipto, gengibre, goiabeira, guaco, jurubeba, malva, mentrasto, pitanga, poejo, sálvia 
Brotoeja: calêndula 

C

Cabelos: erva-doce, hamamélis, marcela-do-campo 
    clarear os: camomila 
    crescimento dos: arnica, sálvia 
    oleosidade dos: pitanga queda de: alecrim, bardana, cavalinha, erva-de-bicho, pitanga 
Cálculos:(veja também Pedras) 
    biliares: boldo-do-chile, carqueja, cáscara-sagrada, marcela-do-campo 
    renais: assa-peixe, boldo-baiano, cavalinha, erva-baleeira, quebra-pedra 
Câncer: açafrão-da-terra, canela, cavalinha, dente-de-leão, melão-de-são-caetano, unha-de-gato Candidíase: aroeira-da-praia, calêndula, canela 
Cansaço (veja Estresse e Fadiga) 
Cardiovascular: açafrão-da-terra, canela, jurubeba 
Caspa: alecrim-pimenta, hamamélis, salgueiro-branco 
Catapora: poejo 
Catarata: açafrão-da-terra 
Catarro: alcaçuz, cajueiro, camomila, capim-santo, cavalinha, melão-de-são-caetano, sabugueiro, sálvia        uretral: barbatimão
    intestinal: goiabeira 
Caxumba: poejo 
Celulite: cavalinha, melissa 
Cicatrização: açafrão-da-terra, aroeira-da-praia, bardana, camomila, cavalinha, chambá, erva-baleeira, erva cidreira, erva-de-bicho, espinheira-santa, goiabeira, picão-preto, tanchagem-maior 
Circulação: canela, capim-santo, castanha-da-índia, erva-de-bicho, hamamélis, melissa, mil-folhas 
Cistite: aroeira-da-praia, jurubeba, marcela-do-campo, sene 
Coceiras: alecrim-pimenta, castanha-da-índia, erva-de-bicho, guaco, laranja-amarga, mil-folhas, poejo Colágeno: síntese do: açafrão-da-terra 
Colecistite: cáscara-sagrada 
Cólera: gengibre infantil: goiabeira Colesterol: açafrão-da-terra, alcachofra, alho, cajueiro, canela, chapéu de-couro, garra-do-diabo, maracujá-doce, garra-do-diabo, marcela-do-campo, picão-preto 
Cólica: anis-estrelado, cajueiro, maracujá, melão-de-são-caetano, capim-santo, picão-preto, salgueiro-branco 
        abdominal (veja também Dor abdominal): melão-de-são-caetano 
        biliar: sene em bebês: erva-doce 
        estomacal: poejo 
        hepática: jurubeba 
        intestinal: capim-santo, marcela-do-campo, melissa, poejo, romã 
    menstrual: calêndula, capim-santo, castanha-da-índia, gengibre, guaraná, melissa, mentrasto, mil-folhas, pitanga 
        renal: quebra-pedra 
Cólon: canela, cáscara-sagrada, guaraná 
Coluna: erva-baleeira, gengibre 
Conjuntivite: cavalinha, picão-preto 
Constipação (veja Prisão de ventre) 
Contusões: arnica, assa-peixe, erva-baleeira, malva, marcela-do-campo, mentrasto 
Convulsão: boldo-nacional, maracujá-pérola, polígala 
        infantil: maracujá 
Coqueluche: malva, maracujá, molungu 
Coração: alho, arnica, boldo-baiano, guaco, poejo

D

Debilidade: alecrim, poejo 
Dengue: alecrim-pimenta 
Depressão: alcachofra, alcaçuz, capim-santo, maracujá-doce, gengibre, sálvia 
Dermatite: calêndula, castanha-da-índia, chambá, hamamélis 
Diabetes: alcaçuz, alcachofra, alecrim, assa-peixe, boldo-baiano, cajueiro, canela, carqueja, cáscara-sagrada, dente-de-leão, eucalipto, garra-do-diabo, jurubeba, maracujá-doce, melão-de-são-caetano, pau-ferro, picão-preto, pitanga, quebra-pedra, sálvia, unha-de-gato 
Diarreia: açafrão-da-terra, aroeira-da-praia, boldo-baiano, canela, capim-santo, gengibre, guaçatonga, hamamélis, marcela-do-campo, mentrasto, mil-folhas, pau-ferro, pitanga, poejo, sálvia, tanchagem-maior 
Digestão: açafrão-da-terra, alcachofra, anis-estrelado, bardana, boldo-baiano, boldo-do-chile, boldo-nacional, calêndula, canela, capim-santo, carqueja, cáscara-sagrada, dente-de-leão, erva-cidreira, espinheira-santa, goiabeira, hortelã-pimenta, jurubeba, maracujá-doce, marcela-do-campo, melissa, mil-folhas, picão-preto, pitanga, poejo 
Disenteria: goiabeira, maracujá, picão-preto, quebra-pedra, salgueiro-branco 
Dismenorreia: calêndula 
Dispepsia (veja também Digestão): boldo-baiano, salgueiro-branco 
Dor(es): arnica, boldo-nacional, camomila, capim-santo, chambá, erva-baleeira, erva-cidreira, espinheira-santa, garra-do-diabo, guaco, maracujá-doce, marcela-do-campo, melissa, mentrasto, mil-folhas, molungu, pitanga, quebra-pedra, salgueiro-branco, unha-de-gato 
    abdominal (veja também Cólica abdominal): espinheira-santa, gengibre 
    ciática: eucalipto 
    de cabeça: boldo-do-chile, canela, capim-santo, eucalipto, gengibre, guaraná, hortelã-pimenta, marcela-do campo, melissa, mil-folhas, picão-preto, poejo, salgueiro-branco 
    de dente: alecrim, mil-folhas, picão-preto, polígala 
    de estômago: jurubeba, marcela-do-campo, mil-folhas 
    de ouvido: camomila, melão-de-são-caetano 
    espasmódica: boldo-nacional 
   muscular: assa-peixe, capim-santo, erva-baleeira, erva-de-bicho, eucalipto, hortelã-pimenta, marcela-do campo, mentrasto, molungu 
    nas pernas: castanha-da-índia
    no peito: guaçatonga 
    nos pés: hamamélis 
    venosas: castanha-da-índia 

E

Eczema: bardana, castanha-da-índia, espinheira-santa, guaco, hamamélis, melão-de-são-caetano 
Edema (veja também Inchaço): arnica, castanha-da-índia, picão-preto, quebra-pedra 
Enterite: anis-estrelado 
Envelhecimento: alho, romã 
Envenenamento: picão-preto 
Enxaqueca: alecrim, camomila, canela, hortelã-pimenta, salgueiro-branco 
Epilepsia: melissa 
Erisipela: erva-de-bicho, maracujá 
Escaras: aroeira-da-praia 
Escorbuto: açafrão-da-terra, goiabeira, picão-preto 
Espasmos: alcaçuz, anis-estrelado, boldo-do-chile, boldo-nacional, camomila, capim-santo, erva-cidreira, erva-doce, espinheira-santa, guaçatonga, guaco, maracujá, maracujá-doce, maracujá-pérola, melissa, mil-folhas 
Estômago: alecrim-pimenta, arnica, boldo-baiano, calêndula, carqueja, camomila, canela, capim-santo, espinheira-santa, hortelã-pimenta, jurubeba, marcela-do-campo, mil-folhas, picão-preto, poejo, sálvia Estomatite: sálvia 
Estresse (veja também Fadiga): capim-santo, cavalinha, laranja-amarga, maracujá, melissa 

F

Fadiga: alecrim, cavalinha, guaraná, maracujá, maracujá-pérola, melissa, picão-preto, sálvia, unha-de-gato 
Faringite: carqueja, chapéu-de-couro, melão-de-são-caetano, picão-preto 
Febre: alcachofra, alecrim, aroeira-da-praia, boldo-baiano, capim-santo, carqueja, chambá, goiabeira, guaco, jurubeba, maracujá, marcela-do-campo, melão-de-são-caetano, mentrasto, mil-folhas, molungu, picão-preto, pitanga, sabugueiro, salgueiro-branco, sálvia, sene, tanchagem maior, unha-de-gato 
Feridas: alecrim-pimenta, bardana, calêndula, carqueja, cavalinha, chambá, erva-baleeira, erva-de-bicho, espinheira-santa, eucalipto, guaco, marcela-do-campo, melão-de-são-caetano, picão-preto, polígala, quebra-pedra, salgueiro-branco, tanchagem-maior 
Fibromialgia: arnica, garra-do-diabo, unha-de-gato 
Fígado: açafrão-da-terra, alcachofra, alecrim-pimenta, arnica, boldo-baiano, boldo-do-chile, boldo-nacional, canela, carqueja, chambá, chapéu-de-couro, dente-de-leão, erva-cidreira, espinheira-santa, garra-do-diabo, jurubeba, molungu, picão-preto, pitanga, quebra-pedra, sabugueiro 
    cólicas de: jurubeba 
    congestão do: alcaçuz 
    desintoxicação do: picão-preto 
    desobstrução do: jurubeba 
    inflamação do: melão-de-são-caetano 
Flatulência (veja também Gases): arnica, camomila, capim-santo, mil-folhas, poejo, sálvia 
Flebite: castanha-da-índia, hamamélis 
Fraqueza: cajueiro, carqueja 
Frieira: cajueiro, cavalinha 
Fungos: açafrão-da-terra, alecrim-pimenta, alho, aroeira-da-praia, canela, dente-de-leão, guaçatonga, picão-preto 
Furúnculos: bardana, erva-de-bicho, melão-de-são-caetano 

G

Gangrena: quebra-pedra 
Garganta: alcaçuz, alecrim-pimenta, barbatimão, cajueiro, carqueja, eucalipto, gengibre, goiabeira, guaco, picão-preto, pitanga, polígala 
Gases: anis-estrelado, camomila, canela, erva-doce, espinheira-santa, hortelã-pimenta, melissa, poejo, sene 
Gastrenterite: goiabeira, picão-preto 
Gastrite: anis-estrelado, boldo-baiano, calêndula, carqueja, chapéu-de-couro, espinheira-santa, hortelã-pimenta, laranja-amarga, malva, marcela-do-campo, mil-folhas 
Gengivite: goiabeira, pau-ferro, romã, sálvia
Glicemia (veja também Açúcar no sangue e Diabetes): alcachofra, canela, melão-de-são-caetano, sálvia Gonorreia: barbatimão, tanchagem-maior 
Gordura: alcachofra, boldo-baiano, boldo-do-chile, cajueiro, canela, capim-santo, dente-de-leão, guaraná Gota (veja também Ácido úrico): alcachofra, alecrim, boldo-baiano, carqueja, chambá, chapéu-de-couro, erva-baleeira, pitanga, quebra-pedra, salgueiro-branco 
Gripe: alecrim, anis-estrelado, aroeira-da-praia, assa-peixe, camomila, canela, carqueja, cavalinha, chambá, erva-cidreira, gengibre, guaco, malva, melão-de-são-caetano, mentrasto, mil-folhas, poejo, sabugueiro 

H

Halitose (mau hálito): anis-estrelado, canela, erva-doce, gengibre, hortelã-pimenta, poejo 
Hematoma: arnica, guaçatonga 
Hemofilia: boldo-baiano 
Hemorragia: barbatimão, cajueiro, castanha-da-índia, cavalinha, chambá, erva-de-bicho, goiabeira, guaçatonga, mentrasto, picão-preto, quebra-pedra, romã 
    das vias urinárias: chambá 
Hemorroida: alecrim, assa-peixe, bardana, boldo-baiano, cáscara sagrada, castanha-da-índia, erva-de-bicho, hamamélis, malva, melão-de-são-caetano, mil-folhas, picão-preto, romã 
Hepatite: boldo-do-chile, jurubeba, picão-preto 
Herpes: bardana, cavalinha, espinheira-santa, eucalipto, guaçatonga, melissa, poejo, unha-de-gato Hiperatividade: maracujá-pérola 
Hipertensão: alcachofra, alcaçuz, alho, arnica, boldo-baiano, cajueiro, cavalinha, chapéu-de-couro, erva-de-bicho, maracujá, maracujá-doce, molungu, picão-preto, pitanga, quebra-pedra 
Hipertiroidismo: alho, boldo-baiano 
Histeria: alecrim, molungu, poejo 
Hodgkin, doença de: melão-de-são-caetano 

I

Icterícia: marcela-do-campo, picão-preto, quebra-pedra
Impingem: alecrim-pimenta 
Impotência: alecrim, carqueja, erva-de-bicho, marcela-do-campo 
Imunidade (veja também Sistema imunológico): garra-do-diabo, unha-de-gato 
Inapetência (veja também Apetite): alecrim, marcela-do-campo, picão-preto, quebra-pedra 
Inchaço: (veja também Edema): arnica, capim-santo, garra-do-diabo, guaco, hortelã-pimenta, mil-folhas     dos olhos: alecrim 
    das pernas: guaçatonga, hamamélis 
    dos pés: goiabeira 
Incontinência urinária: goiabeira 
    em crianças: cavalinha 
Infarto: açafrão-da-terra, boldo-baiano 
Infecção: alecrim-pimenta, canela, eucalipto, hamamélis, picão-preto, tanchagem-maior, unha-de-gato            bronco-pulmonar: pau-ferro 
     da pele: capim-santo, dente-de-leão, erva-de-bicho, guaco, laranja-amarga 
    de garganta: guaco, picão-preto, pitanga 
    do baço: cáscara-sagrada 
    intestinal: pau-ferro 
    pulmonar: quebra-pedra 
    respiratória: poejo 
    urinária: canela, cavalinha, erva-baleeira, erva-de-bicho, mentrasto 
Infertilidade: alecrim, carqueja, maracujá-doce 
Inflamação: açafrão-da-terra, alcaçuz, alecrim, alho, arnica, cajueiro, canela, chambá, chapéu-de-couro, erva-baleeira, erva-cidreira, espinheira-santa, garra-do-diabo, guaco, jurubeba, malva, melissa, mentrasto, mil-folhas, sabugueiro, salgueiro-branco, unha-de-gato 
Insônia: capim-santo, chambá, malva, maracujá, maracujá-pérola, melissa, molungu, poejo 
Intestinos: açafrão-da-terra, anis-estrelado, boldo-do-chile, calêndula, camomila, canela, capim-santo, carqueja, cáscara-sagrada, erva-cidreira, espinheira-santa, garra-do-diabo, goiabeira, guaco, guaraná, hortelã-pimenta, malva, marcela-do-campo, melissa, pau-ferro, poejo, romã, sálvia, sene
Irritação: 
    do trato urinário: cavalinha, tanchagem-maior 
    dos olhos: cavalinha, tanchagem-maior 
    gastrointestinal: espinheira-santa 
    vaginal: melão-de-são-caetano 

L

Lactação: capim-santo, erva-doce 
Laringe, carcinoma de: melão-de-são-caetano 
Laringite: picão-preto 
Laxante: alcachofra, alcaçuz, boldo-nacional, cajueiro, cáscara-sagrada, chapéu-de-couro, espinheira-santa, jurubeba, sene 
Leite, produção de: veja Lactação 
Leucemia: melão-de-são-caetano 
Leucorreia: alecrim-pimenta, barbatimão, melão-de-são-caetano, romã 
Ligamentos: arnica 
Linfoma: melão-de-são-caetano 

M

Malária: boldo-baiano 
Mama câncer de: melão-de-são-caetano 
    rachaduras na: calêndula 
Manchas na pele: calêndula, chapéu-de-couro 
Mau hálito (veja Halitose) 
Melancolia: melissa 
Melanoma: melão-de-são-caetano 
Menopausa: maracujá, sálvia 
Menstruação cólicas menstruais: calêndula, capim-santo, castanha-da-índia, gengibre, guaraná, melissa, mentrasto, mil-folhas, pitanga 
    desordens da: marcela-do-campo, melão-de-são-caetano, mil-folhas, picão-preto, poejo 
    estimulante da: camomila 
    excessiva: aroeira-da-praia, cavalinha 
    facilita o fluxo: açafrão-da-terra, canela, cáscara-sagrada,
Metabolismo: alho, capim-santo 
Micose: alecrim-pimenta, aroeira-da-praia, bardana, guaçatonga, laranja-amarga, picão-preto 
Mioma: unha-de-gato 

N

Náuseas: alcaçuz, canela, chambá, hortelã-pimenta, 
Nefrite: marcela-do-campo 
Nervosismo: alecrim, boldo-nacional, cavalinha, chambá, erva-cidreira, gengibre, laranja-amarga, maracujá, maracujá-pérola, marcela-do-campo, melissa, molungu, poejo 
Neurônios: guaraná 
Neurose: molungu 
Nevralgia: alecrim, erva-cidreira, guaco, maracujá, melissa 

O

Obesidade: boldo-baiano, cavalinha, chapéu-de-couro, dente-de-leão, guaçatonga, guaco, guaraná, maracujá-doce, laranja-amarga, poejo 
Olhos: açafrão-da-terra, maracujá-doce, romã, tanchagem-maior 
    dores nos: melissa inchaço: alecrim 
    inflamação dos: camomila, cavalinha 
Osteoporose: cavalinha, dente-de-leão 
Ouvidos dor de: camomila, molungu 
    zumbido nos: poejo 

P

Palpitação: melissa, molungu, poejo 
Pâncreas: arnica, carqueja, garra-do-diabo, picão-preto 
Paralisia: alecrim, guaçatonga 
Parkinson, doença de: maracujá-doce 
Pé de atleta: alecrim-pimenta, laranja-amarga 
Pedras (veja também Cálculos)
    na vesícula: cavalinha 
    nos rins: erva-baleeira, quebra-pedra 
Pele: alecrim, alecrim-pimenta, aroeira-da-praia, assa-peixe, barbatimão, bardana, cajueiro, calêndula, camomila, capim-santo, castanha-da-índia, cavalinha, chapéu-de-couro, dente-de-leão, erva-de-bicho, erva-doce, espinheira-santa, guaco, hamamélis, hortelã-pimenta, malva, marcela-do-campo, melão-de-são-caetano, melissa, mil-folhas, picão-preto, pitanga, poejo, romã, sálvia 
    queimadura: aroeira-da-praia, calêndula, hamamélis, melão-de-são-caetano, salgueiro-branco 
Peso, perda de (veja também Obesidade): chapéu-de-couro, dente-de-leão, guaco, guaraná, laranja-amarga 
Picadas de cobras: guaçatonga 
    de insetos: alecrim-pimenta, bardana, guaçatonga, melão-de-são-caetano 
Pneumonia: assa-peixe, boldo-baiano 
Pressão alta: veja Hipertensão 
Prisão de ventre: cáscara-sagrada, malva, melão de são-caetano
Propriedades das plantas adstringente: cajueiro, camomila, castanha-da-índia, chambá, ervade-bicho, espinheira-santa, goiabeira, mil-folhas, pau-ferro, pitanga, tanchagem-maior 
    afrodisíaco: cajueiro, chambá, erva-de-bicho, gengibre, guaçatonga, guaraná 
    anestésico: alecrim-pimenta, guaçatonga 
    antiabortivo: erva-cidreira 
  antibacteriano (veja também bactericida): arnica, aroeira-da-praia, canela, capim-santo, chambá, eucalipto, gengibre, sabugueiro 
    antibiótico: açafrão-da-terra, alho, erva-cidreira, goiabeira, melissa, mil-folhas 
    anticoagulante: canela, castanha-da-índia, chambá, garra-do-diabo, guaco 
   antimicrobiano: alecrim-pimenta, arnica, aroeira-da-praia, camomila, erva-cidreira, melissa, mil-folhas, pau-ferro 
    antioxidante: açafrão-da-terra, alecrim, alho, canela, goiabeira, guaraná, unha-de-gato 
  antisséptico (veja também desinfetante): alcaçuz, alecrim, alecrim-pimenta, cajueiro, camomila, ervabaleeira, erva-de-bicho, espinheira-santa, eucalipto, guaçatonga, guaco, melissa, mil-folhas, pau-ferro     aromático: alecrim, aroeira-da-praia, erva-cidreira, mentrasto, mil-folhas, poejo
    bactericida (veja também antibacteriano): alho, tanchagem-maior 
    calmante (veja também relaxante e sedativo): capim-santo, erva-cidreira, espinheira-santa, maracujá, maracujá-pérola, marcela-do-campo, melissa, molungu 
    depurativo: alcachofra, bardana, cajueiro, carqueja, cáscara-sagrada, guaçatonga, pau-ferro, pitanga, unha-de-gato 
    descongestionante: jurubeba 
    desinfetante (veja também antisséptico): arnica, capim-santo, sálvia 
    diurético: açafrão-da-terra, alcachofra, alcaçuz, arnica, boldo-nacional, cajueiro, capim-santo, carqueja, cáscara-sagrada, chapéu-de-couro, dente-de-leão, erva-baleeira, erva-cidreira, erva-de-bicho, espinheira-santa, guaçatonga, guaraná, jurubeba, maracujá, melissa, mentrasto, mil-folhas, molungu, polígola, quebra-pedra, tanchagem-maior, unha-de-gato 
     fortificante: camomila 
    estimulante: açafrão-da-terra, erva-doce, eucalipto, guaçatonga, guaraná, mil-folhas, pitanga, poejo      expectorante: alcaçuz, alho, anis-estrelado, cajueiro, capim-santo, chambá, erva-cidreira, guaco, melissa, molungu, polígala 
     hipnótico: boldo-nacional, erva-cidreira, maracujá, maracujá-pérola, molungu 
     inseticida: eucalipto, quebra-pedra 
    narcótico: boldo-do-chile, molungu 
    relaxante (veja também calmante e sedativo): erva-doce, maracujá-doce 
    muscular: chambá, erva-doce, maracujá, maracujá-doce, quebra-pedra 
    revigorante: espinheira-santa 
   sedativo (veja também calmante e relaxante): açafrão-da-terra, maracujá-pérola, melissa, molungu 
   sudorífero: camomila, capim-santo, erva-cidreira, guaçatonga, guaco, melissa, pau-ferro, poejo,            salgueiro-branco, sálvia 
    vasoconstritor (veja também adstringente): castanha-da-índia, hamamélis 
    vasodilatador: alecrim, alho, guaraná, mentrasto 
    vasoprotetor: castanha-da-índia 
Próstata: melão de-são-caetano, quebra-pedra 
Psoríase: calêndula, poejo 
Pulmões: alcaçuz, anis-estrelado, arnica, assa-peixe, boldo-baiano, chambá, malva, mil-folhas, pau-ferro, quebra-pedra, sabugueiro 
Purificação: 
    do cólon: guaraná 
    do sangue: bardana, jurubeba 
    do organismo: melão-de-são-caetano

R

Raquitismo: boldo-baiano 
Resfriado: assa-peixe, camomila, eucalipto, gengibre, guaco, malva, marcela-do-campo, mentrasto, mil-folhas, picão-preto, polígala, sabugueiro, salgueiro-branco 
Respiração: alecrim, assa-peixa, bardana, boldo-baiano, canela, chambá, eucalipto, hortelã-pimenta, malva, poejo, tanchagem-maior 
Ressaca: boldo-baiano, jurubeba 
Retenção de líquidos: capim-santo, cavalinha, chapéu-de-couro, guaco, marcela-do-campo, melissa, mentrasto, mil-folhas 
Reumatismo: alecrim, assa-peixe, bardana, camomila, capim-santo, cavalinha, chambá, chapéu-de-couro, erva-baleeira, erva-de-bicho, erva-doce, eucalipto, garra-do-diabo, gengibre, guaçatonga, guaco, hortelã-pimenta, marcela-do-campo, melão-de-são-caetano, mentrasto, molungu, pau-ferro, picão-preto, pitanga, poejo, salgueiro-branco, sálvia 
Rinite: alecrim-pimenta, eucalipto 
Rins: alecrim, arnica, boldo-baiano, carqueja, garra-do-diabo 
    pedras nos: (veja cálculos renais) 
Rouquidão: alcaçuz, guaco, poejo 
Rugas: hamamélis, sálvia 

S

Sangramento de feridas: polígala 
Sangue circulação do: canela, capim-santo, castanha-da-índia, mil-folhas 
    estagnação de: arnica 
    plaquetas do: canela 
    purificação do: bardana, cavalinha, jurubeba 
Sarampo: poejo 
Sarna: alecrim-pimenta, poejo 
'Seborreia: arnica, bardana, hamamélis 
Sífilis: boldo-baiano, guaçatonga, pau-ferro 
Sinusite: eucalipto 
Sistema gastrointestinal: anis-estrelado, camomila, espinheira-santa, goiabeira, picão-preto, poejo, sálvia     úlceras no: calêndula 
Sistema imunológico: alho, cajueiro, unha-de-gato 
Sistema nervoso: boldo-nacional, erva-cidreira, guaraná, laranja-amarga, maracujá-pérola, molungu, poejo
Sistema urinário: alcaçuz, aroeira-da-praia, boldo-baiano, canela, carqueja, cavalinha, chambá, chapéu-de-couro, erva-baleeira, erva-de-bicho, mentrasto, quebra-pedra 
Solitária: romã 
Sono: boldo-nacional, erva-cidreira, maracujá, maracujá-doce, maracujápérola, melissa 
Suores (veja também Propriedades das plantas: sudoríferas) 
    fétidos nos pés: marcela-do-campo 
    frios: boldo-do-chile 
    noturnos: salgueiro-branco 

T

Tabagismo: alcaçuz, melissa 
Tendinite: garra-do-diabo 
Tensão pré-menstrual (TPM): camomila, castanha-da-índia, melão-de-são-caetano 
Tétano: maracujá 
Tônico: cajueiro, erva-cidreira, goiabeira, guaçatonga, melissa, mentrasto, pau-ferro, sálvia 
    cardíaco: guaçatonga, jurubeba 
    digestivo: alcachofra 
    estomacal: carqueja 
    nervoso: cavalinha 
    para o cérebro: canela 
    pulmonar: alcaçuz 
Tontura: poejo 
Tosse: alcaçuz, alecrim, anis-estrelado, aroeira-da-praia, assa-peixa, boldo-baiano, cajueiro, capim-santo, chambá, chapéu-de-couro, eucalipto, goiabeira, guaco, jurubeba, malva, maracujá, melão-de-são-caetano, mil-folhas, molungu, poejo, sálvia 
Triglicérides: canela 
Trombose: alho 
Tuberculose: goiabeira 
Tumor(es): espinheira-santa, picão-preto, unha-de-gato 
    cancerígeno: gengibre 
    de pele: melão-de-são-caetano

U

Úlcera péptica: jurubeba, melão-de-são-caetano 
Úlceras: barbatimão, canela, cavalinha, erva-de-bicho, guaçatonga, guaco, quebra-pedra, tanchagem-maior 
    da pele: marcela-do-campo 
    estomacais: espinheira-santa, jurubeba, laranja-amarga, melão-de-são-caetano 
    gastrointestinais: calêndula, espinheira-santa, malva, picão-preto 
    varicosas: castanha-da-índia 
Unhas fracas: cavalinha 
    micose nas: bardana Uretra: barbatimão, tanchagem-maior 
Urina (veja também Sistema urinário): boldo-nacional, mentrasto, tanchagem-maior 
Útero: assa-peixe, barbatimão, erva-cidreira, romã, unha-de-gato 

V

Vagina corrimento: alecrim-pimenta, barbatimão 
    inflamação da: cajueiro 
    irritação da: melão-de-são-caetano 
    lavagem da: camomila, romã 
Varizes: calêndula, castanha-da-índia, erva-de-bicho, hamamélis 
Vermes: arnica, camomila, castanha-da-índia, erva-de-bicho, erva-doce, goiabeira, picão-preto, pitanga, romã 
Verrugas: calêndula, quebra-pedra 
Vesícula biliar (veja também Bile e Cálculos biliares): alcachofra, cavalinha, dente-de-leão, garra-do-diabo, sálvia 
Vírus: açafrão-da-terra, alho, aroeira-da-praia, erva-cidreira, melissa, unha-de-gato 
Vitiligo: chapéu-de-couro 
Vômito: calêndula, canela, cáscara-sagrada, espinheira-santa, gengibre, hortelãpimenta, melissa, sálvia



Índice das Ervas Medicinais de A à Z


Açafrão-Da-Terra 34 
Alcachofra 36 
Alcaçuz 38 
Alecrim 40 
Alecrim-Pimenta 42
Alho 44 
Anis-Estrelado 46 
Arnica 48 
Aroeira-Da-Praia 50 
Assa-Peixe 52 

Barbatimão 54 
Bardana 56 
Boldo-Baiano 58 
Boldo-Do-Chile 60 
Boldo-Nacional 62 

Cajueiro 64 
Calêndula 66 
Camomila 68 
Canela 70 
Capim-Santo 72 
Carqueja 74 
Cáscara-Sagrada 76 
Castanha-Da-Índia 78 
Cavalinha 80 
Chambá 82 
Chapéu-De-Couro 84 

Dente-De-Leão 86
 
Erva-Baleeira 88 
Erva-Cidreira 90 
Erva-de-Bicho 92 
Erva-Doce 94 
Espinheira-Santa 96 
Eucalípto 98

Garra-do-Diabo 100 
Gengibre 102 
Goiaba 104 
Guaçatonga 106 
Guaco 108 
Guaraná 110 

Hamamélis 112 
Hortelã-Pimenta 114 

Jurubeba 116 

Laranja-Amarga 118 

Malva 120
Maracujá 122 
Maracujá-Doce 124 
Maracujá-Pérola 126 
Marcela-do-Campo 128 
Melão-de-São Caetano 130 
Melissa 132 
Mentrasto 134 
Mil-Folhas 136 
Molungu 138 

Pau-Ferro 140 
Picão-Preto 142 
Pitanga 144 
Poejo 146 
Polígala 148 

Quebra-Pedra 150 

Romã 152 

Sabugueiro 154 
Salgueiro-Branco 156 
Sálvia 158 
Sene 160 

Tanchagem-Maior 162 

Unha-de-Gato 164 

Leituras Sugeridas 167 
Sobre o Autor 169

                Ervas Medicinais de A á Z

 

AÇAFRÃO-DA-TERRA

(Curcuma Longa)




Partes utilizadas

Rizomas (raízes). 

(página 34)

Característica, funções e indicações (adulto)

O açafrão é uma planta originária da Índia. Dependendo da região  é conhecido por: açafrão-da-índia, gengibre-amarelo, gengibre dourado, batatinha-amarela, mangarataia. A planta pertence à mesma  família do gengibre e é utilizada no preparo de vários pratos como  tempero ou corante. 

Entre as principais características estão: 

• para a saúde dos olhos, combatendo a catarata. Os ácidos graxos  presentes em sua composição fortalecem as membranas celulares  dos olhos, deixando-as mais protegidas contra os raios solares; 

• pode ser estimulante ou sedativo dependendo da dosagem prescrita  pelo médico; 

• previne o acúmulo do colesterol nos vasos sanguíneos, que forma  placas endurecidas dentro de veias e artérias, podendo ocasionar  infartos, AVC e outros danos ao sistema cardiovascular; • ajuda no processo de síntese de colágeno;

• estimula a secreção da bile no intestino; 

• descongestiona e protege o fígado, contribuindo com o seu  equilíbrio; 

• favorece a digestão gástrica e previne a diarreia; 

• facilita o fluxo menstrual. 

               • poderoso anti-inflamatório;

               • antifúngico; 

               • anticancerígeno; 

               • antibiótico; 

               • antiviral; 

               • antioxidante;

               • antiescorbútico;

               • diurético; 

               • cicatrizante; 

               • antiespasmódico.

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Efeitos colaterais 

Em altas doses pode causar embriaguez, sono e delírio. 

Modo de preparar e de usar 

Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de rizoma moído ou cortado em pequenas  rodelas em 1 litro de água fervente e deixar ferver por 10 minutos.  Desligar o fogo, abafar e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3  xícaras de chá ao dia durante 1 semana. 


ALCACHOFRA 

(Cynara scolymus) 




Partes utilizadas 

Folhas, brácteas (cabeça) e raiz.

(página 36)


Característica, funções e indicações (adulto)

A alcachofra é colhida no período de agosto a dezembro no hemisfério  sul. A planta é rica em vários nutrientes, entre eles as vitaminas A, B e  C, ferro, cálcio, potássio, sódio, fósforo, zinco, cobre, enxofre, iodo e  manganês. 

Efeitos do chá dessa planta: 

              • diminui o colesterol ruim; 

              • é um ótimo tônico digestivo, além de laxante;

                ajuda no tratamento  de disfunções do fígado e da vesícula biliar; 

               • é diurético natural; 

               • tem propriedades depurativas;

• contribui com a redução das taxas de açúcar do sangue; • combate a         anemia; 

• elimina gorduras; 

• é hipotensor (baixa a pressão arterial); 

• é antitérmico (baixa a febre); 

• é eficaz nos casos de gota (excesso de ácido úrico); 

• é utilizada em casos de depressão. 

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Nos casos de cálculos na vesícula biliar ou obstrução dos dutos  biliares, utilize o chá apenas com orientação médica. 

Efeitos colaterais 

Não encontrados na literatura pesquisada. 

Modo de preparar e de usar 

Infusão: 

Colocar 1 litro de água fervente sobre 2 colheres de sopa de folhas  picadas. Abafar o recipiente e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia, após as principais refeições, durante  uma semana. 

Decocção: 

Colocar 2 colheres de sopa da raiz em pó ou ralada em 1 litro de água fervendo. Deixar ferver durante 10 minutos. Desligar o fogo, abafar  e deixar descansar por 15 minutos. 

Tomar 3 xícaras de chá ao dia, após as principais refeições, durante  uma semana. 

ALCAÇUZ 

(Glycyrrhiza glabra) 





Partes utilizadas 

Raízes e caules. Para os chás, utiliza-se a raiz

(página 38)

Característica, funções e indicações (adulto)

É um arbusto de pequeno porte que atinge de 1 a 2 metros de  altura. As flores são róseo-arroxeadas, em cachos de 10 a 15 cm de  comprimento. O fruto é uma vagem alongada e achatada que tem  de 3 a 5 sementes marrons. É uma planta adocicada, da raiz às folhas. 

O chá de alcaçuz no tratamento de: 

• afecção das vias urinárias; 

• diabetes; 

• dor de garganta, rouquidão e tosse; 

• prevenção de cáries dentárias; 

• congestão hepática; 

• náuseas; 

• tabagismo. 

• anti-inflamatório;     

• antialérgico; 

               • antisséptico; 

               • antidepressivo;

               • antiespasmódico;

               • tônico pulmonar:  expectorante; contra  

                  bronquite, catarro crônico,  dispneia e asma; 

               • laxante suave; 

               • diurético; 

               • desintoxicante.

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Efeitos colaterais 

Se o uso for prolongado, além do indicado, pode causar retenção de  líquidos, hipertensão, perda de potássio e retenção de sódio, dores  abdominais, dor de cabeça e deficiência respiratória. 

Modo de preparar e de usar 

Decocção: 

Jogar 2 colheres de sopa de raiz moída ou cortadas em pequenas  rodelas em água fervendo. Deixar ferver por 10 minutos, desligar o  fogo, abafar e deixar descansar por 15 minutos. 

Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana. Para crianças  reduzir a dose em 1/3. 



ALECRIM

(Rosmarinus officinalis)




Partes utilizadas:
Folhas, flores e óleo essencial.
(página 40)


Característica, funções e indicações (adulto)

O alecrim é uma erva medicinal com folhas que podem chegar até
5 cm de comprimento e 3 mm de largura, com tonalidade verde e
formato pontudo. Ela cresce rente ao chão, com características de
arbusto. Seu caule é bastante ramificado e suas flores são brancas.
Possui substância que proporciona cheiro e gosto específico,
puxando para o cítrico.

O uso do chá é recomendado como:
• antitérmico;
• antidiabético;
• antigripal;
• anti-inflamatório;
• antioxidante;
• antisséptico;
• aromático;
• vasodilatador;
• estimulante da fecundidade
feminina.

É também indicado para: • hidratar, amaciar e regenerar a pele; combater a queda de cabelo; • favorecer o sono; • acalmar a tosse e ajudar nos problemas respiratórios. Também pode ser útil nos casos de: • cansaço físico; • debilidade orgânica; • distúrbios gástricos; • inapetência; • enxaqueca; • gota; • hemorroida; • histeria; • impotência; • inchaço dos olhos; • nervosismo; • nevralgias; • dor de dente causada por cárie; • paralisias; • reumatismo; • problemas nos rins.

Precauções e contraindicações Contraindicado para gestantes e lactantes. Em doses elevadas pode provocar irritações gastrointestinais, nefrite, intoxicação, aborto e irritações da pele.
Efeitos colaterais O uso durante a noite pode alterar o sono. Se utilizado em excesso, pode trazer algumas consequências para a saú-de, como hipertrofi a da próstata.
Modo de preparar e de usar Infusão: Colocar 1 colher de sopa de folhas secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo imediatamente e abafar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana.



ALECRIM-PIMENTA
(Lippia sidoides)



Partes utilizadas
Folhas e flores.
(página 42) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista
Característica, funções e indicações (adulto)
Essa erva é própria de regiões com altas temperaturas e pouca umidade, como a caatinga e a savana. É encontrada no Nordeste do Brasil. Atinge até 3 metros de altura e suas propriedades medicinais estão localizadas nas folhas e flores.
Suas funções principais são:
• antisséptica; • antimicrobiana.

É bom para o tratamento de: 

• disfunções do estômago e fígado; 

• problemas de pele como: impingem, acne, bactérias, caspa, fungos  e sarna infecciosa; 

• espirro, rinite e rinite alérgica. 

O chá, em uso tópico, pode ser aplicado em aftas, infecções, alergias,  coceira, micose, feridas, pé de atleta, corrimento vaginal. 

É eficaz como anestésico para dor de garganta e inflamações da boca,  usado como gargarejo ou bochecho. 

Também pode ser usado para banhos e escalda-pés. O uso tópico e o uso interno previnem picadas de insetos. 

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Não deve ser usado em inalações nem engolido após bochecho ou  gargarejo. 

Efeitos colaterais 

Não identificados na literatura pesquisada. 

Modo de preparar e de usar Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e abafar por 10 minutos. 

Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana.



ALHO 

(Allium sativum)



Parte utilizada:

Bulbos

(página 44)


Características, funções e indicações (infantil e adulto)


Presente na nossa alimentação, com sabor e cheiro marcantes, pode ser encontrado em qualquer mercado. É rico em nutrientes, tais como vitaminas, sais minerais e aminoácidos, essenciais para manter uma dieta saudável e equilibrada. É abundante em óleo essencial, que dá seu cheiro característico.


O uso do alho como chá ou como traz consigo todos os benefícios para o organismo, como:

• propriedades anti-inflamatórias; atua de maneira simples e rápida; • expectorante; 

• vasodilatador; 

• combate o colesterol; 

• tem efeito fungicida e bactericida; e hemorragias ativas.

antibiótico; 

• tem propriedades antioxidantes, assim combate o  

envelhecimento das células e dos órgãos; 

• acelera o metabolismo, aumentando assim a queima de calorias. 

Atua também em problemas de: 

• trombose e arteriosclerose; 

• hipertensão; 

• coração.


Precauções e contraindicações

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

É contraindicado para pessoas com pressão baixa, problemas  

estomacais, úlceras, dermatites, acidez de estômago, hipertiroidismo


Efeitos colaterais 

Em excesso pode causar problemas de estômago, dores de cabeça,  dores nos rins, cólicas, vômitos, diarreia, tontura, problemas de  sangramento e irritação intestinal. Por via externa pode produzir  dermatite de contato. Muito cuidado com o alho em contato com a  pele, pois pode causar sérias queimaduras. 

Modo de preparar e de usar 

Infusão: 

Colocar 1 dente de alho amassado ou picado em uma xícara de 300  ml. Despejar água fervente e aguardar por 10 minutos. Pode-se  acrescentar uma colher de chá de mel e meio limão espremido. Fazer o chá para ser consumido na hora. 

Tomar 2 xícaras ao dia durante 1 semana. 



ANIS-ESTRELADO 

(Illicium verum)



Partes utilizadas 

Frutos, sementes e folhas. 

(página 46)

Característica, funções e indicações (adulto)

Este fruto com formato de estrela é originário da China e do Vietnã.  Sua árvore chega a 18 metros de altura. Existe uma grande confusão  com o nome “anis”, pois no Brasil refere-se ao anis-estrelado, mas  no resto do mundo o termo “anis”, ou “anis-verde”, é empregado  quando se refere à erva-doce (queira ver). 

O anis-estrelado não é muito empregado no Brasil, provavelmente  devido ao preço alto. Não é cultivado em nosso território, sendo mportado principalmente da Europa. É usado pela indústria  farmacêutica, de bebidas e perfumaria. No Oriente é utilizado para  fins medicinais e como tempero na alimentação, no preparo de  peixes e carnes, devido ao seu aroma agradável e peculiar ou até  mesmo pelo seu óleo essencial.

É eficaz para: 

• problemas digestivos como cólicas, gastrite, enterite, gases e  espasmos gastrointestinais; 

• tratamento da gripe, uma das especialidades desta erva medicinal.  É bom para tosse, bronquite, pulmões, com efeito calmante e  expectorante. 

É utilizado também nas disfunções de: 

• bexiga; 

• dores na região lombar. 

Em casos de mau hálito, também é eficaz que se chupe o anis estrelado. Além de melhorar a saúde do sistema digestivo, auxilia no  combate deste desagradável mal. 

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Efeitos colaterais 

Sintomas como enjoo, náuseas e complicações neurológicas foram  relatadas em casos de utilização dessa erva. 

Modo de preparar e de usar 

Decocção: 

Colocar 1 colher de chá do fruto ralado em 1 litro de água fervente. Deixar ferver por 5 minutos. Em seguida abafar e aguardar 15  minutos para ingerir. 

Tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia durante 1 semana.



ARNICA

(Arnica montana)



Partes utilizadas

Flores, Rizoma sob consulta

(página 48) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (infantil e adulto)

A arnica é uma planta originária de regiões de clima temperado, e  suas folhas possuem uma textura aveludada. Pode ser usada externa  e/ou internamente.

Possui propriedades:

• hipotensoras (baixa a pressão arterial); • anti-inflamatórias; 

• analgésicas (alivia a dor); 

• estimulantes; desinfetante

• diuréticas, • antimicrobianas; • vermífugas.


Esta planta é muito utilizada no tratamento caseiro de lesões.

No uso externo auxilia em :

* assepsia local

* clareamento de hematomas:

* eliminação de edemas (inchaços);

* contusões musculares;

* ruptura de ligamentos;

* como antisseborréica e e no crescimento capilar


Precauções e contraindicações

Contraindicada para gestantes e lactantes;

Essa erva NÃO deve ser ingerida, somente com orientação de médico especialista;

Não aplicar em feridas abertas:

Não deve ser usada por longos períodos, nem interna nem externamente. Não há nenhum

antidoto conhecido. No máximo 7 dias de uso, pois pode provocar reações alérgicas.


Modo de preparar e de usar (via oral)

Infusão:

Colocar 1 colher de sopa de raspa de rizomas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo

e deixar descansar por 10 minutos. Aplicar compressas na área a ser tratada de 2 a 3 vezes

ao dia. nao ingerir sem orientação médica.



AROEIRA-DA-PRAIA 

(Schinus terebinthifolia) 




Partes utilizadas 

Folhas e casca do caule. 

(página 50) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (adulto)

Trata-se de uma planta de pequeno a médio porte, largamente  utilizada no paisagismo, como cerca-viva e como planta ornamental,  principalmente em praças e parques. A folhagem é de cor verde a  verde-escuro, com brotos avermelhados. Sua floração é prolongada e a  frutificação constante. 

A aroeira é encontrada no Nordeste, passa pelo Cerrado e chega ao  Rio Grande do Sul, estendendo-se à Argentina e Paraguai. A espécie é  encontrada desde a planície costeira até altitudes de 1.100 a 1.200 metros. 

Suas propriedades aromáticas e medicinais estão nas folhas e frutos,  que podem ser utilizados em forma de óleos essenciais ou extratos;  já as cascas e folhas secas servem para o preparo de chás para  tratamentos diversos.


O óleo essencial tem ação antimicrobiana contra bactérias, fungos e  vírus. Para uso externo ou tópico, o óleo da aroeira age contra micose  e candidíase. Possui ainda ação regeneradora dos tecidos, podendo auxiliar no tratamento de escaras, queimaduras e problemas de pele em  geral, acelerando o processo de cicatrização. O óleo essencial da planta  

integra formulações de cosméticos.


Recomenda-se o chá nos casos de febre, problemas do trato urinário,  cistite, uretrite, diarreia, blenorragia, tosse, bronquite, problemas  menstruais com excesso de sangramento, gripes e inflamação vaginal corrimentos vaginal


 Precauções e contraindicações 

 Contraindicado para gestantes e lactantes. 

 O contato com a aroeira pode causar dermatite alérgica em pessoas  sensíveis.


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada.


Modo de preparar e de usar (tópico). Não tomar

Decocção, para uso externo:

Colocaar 1 colher de chá de casca picada em 1 litro de água fervente e deixe ferver por 10 ninutos, Depois de morno, fazer banho de assento 8 vezes ao dia para afecções na região genital.Com algodão molhado, fazer assepcia com o chá nas regiões afetadas.


ASSA-PEIXE 

(Vernonia polyanthes)



Partes utilizadas
Folhas
(página 52) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (adulto)

A planta assa-peixe é um arbusto que chega a alcançar 3 m de altura.  Comum no Cerrado, a planta desenvolve-se bem em solos pouco  férteis. O mel produzido em regiões próximas a esse arbusto é suave  e delicioso, com sabor semelhante ao mel de laranjeira. 

É o tipo de erva caseira que se pode ter no quintal para consumo  próprio. Pelas várias aplicações é considerada uma farmácia  preventiva. 

É muito importante sempre lavar as folhas antes de usá-la,  eliminando possíveis insetos ou mesmo poeira ambiente.


É rica em sais minerais e ´indicada para tratamento de:

• afecções da pele e do útero; 

• asma, bronquite, pneumonia, gripe pulmonar, resfriados, tosse,  

traqueobronquites e outras afecções do trato respiratório; 

• cálculos renais;

• contusões; 

• diabetes; 

• dores musculares; 

• hemorroida; 

• pontadas nas costas e no peito; 

• reumatismo.


Precauções e contraindicações

Contraindicado para gestantes e lactantes.


Efeitos colaterais

Não encontrada na literatura consultada


Modo de preparar e de usar (via oral e tópico)

Infusão:

Colocar 5 folhas de assa-peixe em 1 litro de água fervente. Desligar  o fogo e deixar

descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras ao dia durante 3 dias.



BARBATIMÃO 

(Stryphnodendron adstringens)



Partes utilizadas 

Folhas e casca. 

(Página 54) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (infantil e adulto)

É uma árvore brasileira, utilizada pelos índios como tintura por sua  cor vermelha. São conhecidas 26 espécies dessa planta no Brasil.  Pode ser encontrada desde o Amapá até o Paraná. 

É importante atentar para o uso exclusivamente externo, pois a  planta é extremamente tóxica se ingerida. 

Os benefícios desta árvore estão divididos de acordo com o material utilizado, ou seja, folhas ou cascas.

As cascas auxiliam no tratamento tópico de: 

• doenças da pele e úlceras; 

• afecções de garganta em gargarejo; 

• hemorragia uterina, corrimento vaginal, gonorreia e catarro uretral  

em banhos de assento frios; 

* Já as folhas atuam aumentando a vitalidade dos tecidos;

* Cicatrizes e antisséptico tópico em lesões de pele, mucosas bucal e genital.

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Não deve ser utilizado em lesões com processo inflamatório intenso. 

Efeitos colaterais 

Não encontramos nas literaturas consultadas


Modo de preparar e de usar 
Decocção: 
Colocar 2 colheres de sopa de folhas picadas (ou cascas, pois vai  depender da finalidade) em 1 litro de água fervente e deixar ferver  por 10 minutos.Coar o chá e utilizar para banhos e aplicação com  compressas nos locais necessários. Aplicar nas áreas afetadas 2 vezes ao dia durante uma semana. Não ingerir.


BARDANA 

(Arctium lappa)




Partes utilizadas

Raiz com um ano
(Página 56) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (adulto)

A bardana é uma planta bastante popular no mundo todo por suas  características nutricionais e fitoterápicas. Costuma alcançar 1,50 m  de altura e tem raízes compridas e carnudas. Suas flores podem ser  vermelhas e azuis. Pode ser consumida como verdura. 

No Brasil o chá é utilizado para clareamento de pele, além da função  depurativa e cicatrizante.


Suas raízes são eficazes para:

purificação do sangue;

• oenças reumáticas; 

• distúrbios digestivos;

• dores causadas por picadas de  insetos; 

• dores causadas por torções;

• eczemas e queda capilar;

• problemas de hemorroidas;

•afecções em geral.


A infusão das folhas secas é interessante para limpar feridas  

e inflamações superficiais, furunculoses, herpes simples, micose  

nas unhas, restaurar o tônus da pele e seborreia. 

O extrato das sementes pode ser utilizado em decocções  

e são indicados para curar enfermidades crônicas de pele. 

Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes, lactantes e crianças. 

Contraindicado para adultos com diarreia ou feridas profundas. 

Siga com atenção o preparo do chá de bardana bem como o modo  

de tomar no tratamento. 

Efeitos colaterais 

Pode causar irritação alérgica na pele e nos olhos, convulsões e parada respiratória.

Modo de preparar e de usar (via oral e tópico)

Decocção:

Colocar 1 colher de sopa de raspas de raiz com casca de um ano, em 1 litro de água fervente e deixar ferver por 10 minutos. Deixar descansar por 15 minutos. Tomar 1 xícara de chá 2 vezes ao dia durante 1 semana. Aplicar externamente por uma semana.


BOLDO-BAIANO 

(Vernonia condensata)



Parte utilizada
Folhas.
(Página 58) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações (adulto)

De origem africana, o boldo-baiano é utilizado no Brasil desde os  tempos coloniais. Na medicina popular, empregam-se as folhas para  fazer chás e sucos que vão tratar várias doenças. 

É usado nos tratamentos de: 

• sistema digestivo: contra azia, má digestão (dispepsia), fastio  (sensação de estômago cheio) e diarreia. Controla a gastrite; é  estimulante da digestão e do apetite;

• sistema urinário: cálculos na bexiga, cálculos nos rins, diurese e  insuficiência renal; 

• sistema respiratório: doenças dos pulmões, pneumonia e tosse.

É também recomendado nos casos de:

• arteriosclerose (acúmulo de  gordura nos vasos sanguíneos,  com riscos de AVC e infarto); 

• disfunções do fígado; ressaca; • obesidade; 

• anemia; 

* ressaca

* obesidade

• convalescença; 

• doenças do coração; 

• hemorroidas; 

• hipertensão arterial; 

• hipertiroidismo; 

• inflamações em geral; 

Precauções e contraindicações:

• febre; 

• gota; 

• hemofilia; 

• malária; 

• raquitismo; 

• diabetes melito; • baço; 

• sífilis. 


Precauções e contraindicações

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Pode produzir irritação da mucosa do estômago se utilizado em  doses elevadas. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar 

Infusão: 

Colocar 4 folhas de boldo frescas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar em repouso por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia após as refeições durante 1 semana.


BOLDO-DO-CHILE 

(Peumus boldus)




Partes utilizadas 

Folhas, frutos e óleo essencial. 

(Página 60)

Funções e indicação da erva (adulto)


É uma árvore que atinge de 12 a 15 metros de altura. É cultivada no  Brasil, Itália e norte da África. Não confundir o boldo-nacional, de  folhas aveludadas, com o boldo-do-chile, de folhas lisas. 
As propriedades fitoterápicas de suas folhas eram conhecidas  das comunidades indígenas que habitavam os Andes chilenos e  tornaram-se conhecidas mundialmente a partir da colonização  europeia da América. É uma planta medicinal utilizada principalmente por seu efeito  espasmódico, contra os distúrbios digestivos e do fígado, podendo  ser ingerida em infusão ou cápsulas.


Combate: 

• problemas digestivos e do fígado; ajuda a digerir gorduras; 
• intestino preso; 
• dor de cabeça; 
• suores frios;• mal-estar. 

Nos casos acima, recomendam-se os chás feitos como infusão com sua folhas.  
Os frutos e óleos essenciais são utilizados na produção de remédios  
e cosméticos de acordo com a função previamente recomendada.

Precauções e Contra indicações:
Contraindicado para gestantes e lactantes, pois pode gerar problemas  na formação do bebê, principalmente nos primeiros três meses. Esta planta não deve ser consumida por quem tem problemas  inflamatórios nas vias biliares e no pâncreas, cálculos biliares e hepatite, câncer hepático. e espasmos do intestino

Efeitos colaterais Em altas doses pode provocar vômito, diarreia e alterações  do sistema nervoso (efeito narcótico). Pode ser abortivo e provocar hemorragias internas.

Modo de preparar e de usar (via oral)
Infusão: 
Colocar 5 folhas de boldo-do-chile em 1 litro de água fervente.  Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana. 


BOLDO-NACIONAL 
(Plectranthus barbatus)



Parte utilizada 

Folhas frescas ou secas.

(Página 62)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

Característica, funções e indicações 

É uma espécie de arbusto perene originário da zona tropical africana  e indiana, utilizado para fins ornamentais e medicinais. Atinge de 1 a  2 metros de altura, formando um arbusto arredondado. 

Suas folhas são aveludadas, relativamente grandes, com margem  serrilhada. 

Produz flores azuladas, agrupadas num cacho que se desenvolve ao  longo de uma haste com cerca de 25 cm de comprimento. 

Não confundir esta erva com o boldo-do-chile, pois a diferença está justamente nas folhas aveludadas do boldo-nacional.

A planta é utilizada na homeopatia no tratamento de desordens  

digestivas, como laxante, diurético e para todos os tipos de problemas  

hepáticos. 

Na medicina ayurvédica é usada para tratar doenças cardíacas,  

convulsões, dores espasmódicas e dor ao urinar. 

Indica-se o chá como: 

• estimulante da digestão, combatendo a azia; 

• estimulante da secreção da bile, combatendo males hepáticos; 

• analgésico; 

• diurético. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes, hipertensos e pessoas em tratamento do sistema nervoso.
Contraindicado para pessoas com úlceras de estômago ou gastrite. Doses elevadas podem provocar irritação da mucosa do estômago. 

Efeitos colaterais 
Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica. 

Modo de preparar e de usar 
Infusão: 

Colocar 10 folhas frescas ou secas em 1 litro de água fervente.  Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia, após as refeições,  durante 1 semana. 


CAJUEIRO 

(Anacardium occidentale) 






ATENÇÃO: 

Com prescrição médica ou farmacêutica

Parte utilizada 

Casca 

(Página 64) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 

É uma planta originária da região Nordeste do Brasil, que mede de 4 a 12 metros de altura. O caju é riquíssimo em vitamina C (cujo teor é bem maior que o da laranja), vitamina A e do complexo B. É rico também em proteínas, lipídios e carboidratos. É uma boa fonte de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, além de zinco, magnésio, fibras e gordura insaturada, que ajudam a diminuir o nível de colesterol. 


Além do fruto, a casca da árvore é também utilizada como adstringente e tônico. A planta possui propriedade anti-inflamatória, laxante, antihemorrágica, antisséptica, antidiabética, depurativa, tônica, adstringente, diurética e expectorante. A planta é utilizada na homeopatia no tratamento de desordens digestivas, como laxante, diurético e para todos os tipos de problemas hepáticos. 65 Guia Prático de Chás Medicin 


Na medicina ayurvédica é usada para tratar doenças cardíacas, convulsões, dores espasmódicas e dor ao urinar. 


Pode ser utilizado de duas maneiras: 


Internamente: • atua como diurético, eliminando as toxinas do corpo; • ajuda no tratamento de diabetes; • repara o sistema imunológico, ajudando a afastar a fraqueza; • é recomendado para hipertensão; • é indicado contra tosse com catarro; • alivia as cólicas; • é considerado um poderoso afrodisíaco. 


Externamente, o chá pode ser aplicado diretamente na pele: • com frieiras; • nas infl amações vaginais; • nas aft as e infl amações de garganta; neste caso, fazer gargarejo 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. O óleo irrita a pele e o vapor do óleo é irritante se for inalado. Não utilizar em conjunto com anticoagulantes, corticoides e anti- infl amatórios. 


Efeitos colaterais 

Não encontrados na literatura consultada 


Modo de preparar e de usar (via oral e tópica) 

Decocção: 2 colheres de sopa de raspa da casca do cajueiro em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras ao dia durante 1 semana. Aplicar nas partes externas necessitadas durante 1 semana 





CALÊNDULA 

(Calendula officinalis) 





Parte utilizada 

Flores 

(Página 66) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (infantil/adulto) 

Trata-se de uma planta pequena de no máximo 1 metro de altura, podendo ser cultivada em jardins residenciais, com belas flores de coloração em tons de vermelho, amarelo e laranja. Conhecida como margarida, é uma planta utilizada desde a Antiguidade, na Grécia, Roma e Índia, como planta medicinal e como corante têxtil, corante alimentar e em cosmética. 


As folhas e pétalas de calêndula são comestíveis, sendo as pétalas adicionadas aos pratos como guarnição em substituição ao açafrão. As folhas, doces ou amargas, podem ser usadas em saladas. 


Trata-se de uma planta que cresce facilmente em locais ensolarados na maioria dos solos. Por sua beleza, a calêndula é muito utilizada para fins ornamentais, além de ter poderosas propriedades medicinais. 


As principais indicações para o chá de calêndula são: 

• artrite e artrose; 

• problemas do aparelho digestivo como: gastrite, abscesso estomacal, problemas na produção da bile e úlceras gastrointestinais; 

• problemas de pele como: acne, assadura, brotoeja, dermatite, psoríase, feridas e machucados; indicado para clareamento de manchas, queimaduras solares, rachaduras mamárias e verrugas; 

• aft as; 

• alergias; 

• afecções nervosas; 

• cólicas menstruais; 

• candidíase; • amenorreia; 

• infl amações; • varizes; 

• vômito. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. O consumo da calêndula em forma de chá ou por quaisquer outros meios é contraindicado para crianças menores de 12 anos de idade. Sempre procurar um profi ssional, seja homeopata ou especialista em ervas. Pessoas com histórico de alcoolismo, diabetes e alérgica, devem evitar essa erva. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado nas literaturas consultadas. 


Modo de preparar e de usar (uso tópico) 

Não ingerir. 

Infusão: Colocar 2 colheres de sopa de fl ores em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar 15 minutos. Aplicar compressa nas áreas afetadas 3 vezes ao dia. 




CAMOMILA 

(Matricaria recutita) 



Parte utilizada 

Flores secas. 

(Página 68) 


Característica, funções e indicações (infantil/adulto) 

A camomila é uma planta de climas temperados originária do sul e leste da Europa, norte da África e oeste da Ásia. Possui uma haste ereta e cresce de 25 a 50 cm, com folhas delgadas e bem recortadas. Suas pequenas flores brancas lembram as margaridas. 

Sua principal característica é o aroma intenso e doce, capaz de perfumar grandes ambientes. 


O chá é indicado para: 

• regular as funções gastrointestinais, pois a camomila tem propriedades vermífugas, antiespasmódicas, sedativas, antissépticas, antimicrobianas, analgésicas; combate os gases;


• cuidar da saúde da pele, em uso tópico, aliviando as infl amações mesmo em lugares sensíveis como os olhos e a boca. Pode ser utilizado para lavagem vaginal. Também evita assaduras, é adstringente, antialérgico e pode ser usado para clarear o cabelo 


Além disso, a camomila tem as seguintes indicações: 

• fortifi cante; 

• sudorífera; 

• cicatrizante; 

• alivia a dor de ouvido; 

• para catarros; 

• para cefaleia e enxaqueca; 

• estimula a menstruação e alivia a tensão pré-menstrual; 

• para resfriado e gripes; • para reumatismo. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Não é aconselhável para portadores de problemas crônicos como: úlcera duodenal ou gástrica, refl uxo do esôfago, colite ulcerosa, colite espasmódica e diverticulite. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada 


Modo de preparar e de usar (via oral /tópica) 

Infusão: 4 colheres de sopa ou 4 sachês da erva em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras ao dia antes das refeições durante 1 semana. Aplicar compressas no local afetado 3 vezes ao dia. Bochechos e gargarejos 





CANELA 

(Cinnamomum verum) 





Parte utilizada 

Canela em pau (casca) 

(Página 70) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto)

Originária do Sri Lanka, a canela difundiu-se pelo mundo graças à enorme quantidade de vitaminas, sais minerais e propriedades medicinais. Existem várias espécies de canela, mas a que se conhece comercialmente é a utilizada na culinária, na confecção de doces e salgados. É a canela verdadeira, tradução do nome científico Cinnamomum verum. 


Tem propriedades: 

• antibacterianas; 

• antifúngicas; 

• anti-inflamatórias; 

• anticoagulante, atuando sobre as plaquetas do sangue. 

Utiliza-se nas disfunções do estômago, fígado, intestinos; estimula a digestão; é eficaz contra, náuseas, vômitos, mal-estar estomacal, diarreia; 

elimina gases do estômago e tira a acidez; previne o câncer de cólon.

• cuidar da saúde da pele, em uso tópico, aliviando as inflamações mesmo em lugares sensíveis como os olhos e a boca. Pode ser utilizado para lavagem vaginal. Também evita assaduras, é adstringente, antialérgico e pode ser usado para clarear o cabelo


Pode ser utilizada para tratar de: 

• candidíase; 

• úlceras; 

• gripes; 

• halitose; 

• dores, inclusive de artrite; 

• inflamação nos tecidos; 

• dores de cabeça e enxaqueca; 

• problemas respiratórios; 

• infecções internas e externas; 

• infecções das vias urinárias; 

• circulação do sangue. 


A canela também pode: 

• auxiliar na redução dos níveis de açúcar do sangue, contribuindo para o controle de diabetes tipo 1 e 2; 

• facilitar os ciclos menstruais; 

• ser um tônico para o cérebro; 

• diminuir o risco de danos cardiovasculares causados por uma dieta rica em gordura, reduzindo o colesterol e os triglicérides e ativando as moléculas antioxidantes e anti-inflamatórias 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Reações alérgicas. 


Efeitos colaterais 

Não encontrada na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 1 pau de canela em 1 litro de água fervente durante 5 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. 

Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana. 





CAPIM-SANTO 

(Cinnamomum verum) 




Parte utilizada 

Folhas. 

(Página 72) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (infantil/adulto) 

É uma planta nativa das regiões tropicais da Ásia, especialmente da Índia. 

Cresce numa moita de rebentos, propagando-se por caules aéreos finos e longos. É uma planta conhecida da medicina popular. 


Suas folhas, utilizadas em infusão, têm as seguintes propriedades: 

• antifebris; 

• sudoríferas; 

• analgésicas; 

• calmantes; 

• antibacterianas; 

• diuréticas; 

• desinfetantes; 

• antidepressivas; 

• expectorantes; 

• antiespasmódica; 

• estimulantes estomacais; 

• estimulantes da lactação 


Ainda têm os seguintes atributos: 

• acelera o metabolismo e queima as gorduras enquanto elimina a retenção de líquidos do corpo; 

• melhora a digestão, trata de problemas do estômago e provoca sensação de saciedade; 

• combate a fl atulência, cólicas intestinais e diarreia; 

• promove o bem-estar, pois possui substâncias tranquilizantes; 

• estimula a circulação sanguínea. 


É também utilizado para: 

• reumatismo; • inchaços; • depressão; • estresse; • agitação e insônia; • infecções de pele; • dor e tensão musculares; • tosse, asma, catarro; • cólicas menstruais; • dores de cabeça 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes, lactantes, pacientes com pressão baixa, com hipotireoidismo e com problemas de gastrite. O consumo excessivo pode abaixar perigosamente a pressão arterial. 


Efeitos colaterais 

Doses concentradas podem provocar aborto e causar desmaios. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: Colocar 3 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia antes das refeições durante 1 semana. 





CARQUEJA 

(Baccharis trimera) 



Parte utilizada 

Hastes.

(Página 74)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

 

Característica, funções e indicações (adulto)

 

A carqueja é um arbusto de pequeno porte, com aproximadamente 80 cm de altura. Possui caule lenhoso, folhas aladas ovais; as suas flores nascem agrupadas, formando bolas de coloração amarela. 

É uma planta brasileira que prefere as regiões montanhosas de clima ameno e solos secos e arejados. 


O chá de carqueja (amargo) é empregado nas seguintes situações: 

• trata-se de um tônico estomacal que controla o apetite. Aconselhado contra boca amarga, má digestão, gastrite, cálculos biliares, debilidade e desregulação intestinais; 

• regula as funções do fígado, rins e bexiga, pâncreas, baço e esterilidade feminina; 

• baixa o nível do acúcar no sangue (comprovado cientificamente); 

• é diurético e depurativo. 


Combate: 


• feridas; 

• gota; 

• gripes; 

• febre; 

• faringite; 

• má circulação;

 • anemia causada por perda de sangue; 

• infl amações de garganta; 

• infl amações das vias urinárias; 

• fraqueza orgânica; 

• impotência sexual masculina. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Pessoas que sofrem de pressão baixa ou de hipoglicemia não devem consumir chá desta erva. Não deve ser utilizada em grandes doses. Evitar uso concominante com medicameto para hipertensão e diabetes. 


Efeitos colaterais 

É necessário controle rigoroso dos níveis de glicemia, pois ocorrem baixas signifi cativas.


Modo de preparar e de usar (tópico) 

Infusão: 1 colher de sopa das hastes picadas em 1 litro de água fervente. Deixar ferver por 3 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 3 dias .






CÁSCARA-SAGRADA 

(Rhamnus purshiana) 





Parte utilizada

Casca seca. 

(Página 76)


Característica, funções e indicações (adulto) 


A cáscara-sagrada é uma planta medicinal originária da floresta do Oregon, Estados Unidos. O nome foi dado por hispano-americanos que observaram os nativos norte-americanos utilizarem a planta. 


A planta é bastante conhecida pelas seguintes propriedades: 

é laxante, sendo famosa no combate à prisão de ventre. Ela age estimulando a ação peristáltica do cólon, assim favorece a produção de secreções digestivas em diversas partes do aparelho digestório, ajudando também na dissolução dos cálculos biliares. É utilizada para colecistite crônica e prisão de ventre crônica. Os efeitos serão percebidos em 8 horas após a ingestão do chá com a finalidade de laxativo. (Não confundir com a erva sene.)


• é depurativa; • é diurética; • favorece o controle de diabetes. 


Ainda é empregada nos casos de: 

• infecção do baço; 

• hemorroidas; 

• ajuda no fl uxo menstrual. 


Precauções e contraindicações

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas que sofrem de dor de estômago, ou dores abdominais, colite, obstrução intestinal, doenças infl amatórias agudas dos intestinos, apendicite, úlcera duodenal ou gástrica, vômitos, refl uxo do esôfago, diverticulite e quadros de desidratação grave. 


Efeitos colaterais 

Pode induzir à diarreia. Se usada por mais de dois meses seguidos, provoca infl amações crônicas no intestino, cólicas intestinais, dores espasmódicas gastrointestinais e perda excessiva de líquidos e sais minerais. A casca fresca, sem secagem prévia, pode provocar vômitos, cólicas violentas, diarreia, queda de pulsação e aumento do fl uxo menstrual, além da mudança da coloração da urina. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de casca picada em 1 litro de água fervente e deixar ferver por 5 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 1 xícara de chá ao dia antes de dormir durante 3 dias. Tomar 8 horas antes da possível evacuação. 




CASTANHA-DA-ÍNDIA 

(Aesculus hippocastanum) 




Parte utilizada 

Fruto com casca (folhas sob consulta)

(Página 78) 


Característica, funções e indicações (adulto) 


O castanheiro-da-índia é uma árvore robusta que atinge 25 metros de altura, com copa enorme e abobadada. Recebeu este nome porque se acreditava ser originário da Índia, porém ele é natural dos Bálcãs. 


Atualmente, a árvore pode ser encontrada em todos os continentes. 

As sementes, de cor castanha brilhante, são venenosas, por isso deve-se tomar cuidado ao consumi-las. 


O seu fruto (castanha-da-índia) é famoso na medicina popular contra problemas de circulação sanguínea. Com este propósito, cuida de: 

• afecções circulatórias, sendo vasoconstritor (adstringente) e vasoprotetor; 

• ativar a circulação periférica; 

• estancar hemorragias;

• coceiras provocadas por úlceras varicosas ou varizes; 

• dores venosas, inclusive peso e dor nas pernas; • hemorroidas; • edemas por má circulação; • flebite. 


A infusão é indicada para: • aliviar cólicas menstruais e TPM; • combater os vermes; 


A decocção é indicada para lavagens e compressas nos casos de afecções da pele como dermatite, eczema e infl amações gerais. 


Precauções e contraindicações (adulto) 

Contraindicado para gestantes, lactantes e crianças. Não usar com anticoagulante, pois pode potencializar a ação deste. 


Efeitos colaterais 

Pacientes sensíveis podem apresentar irritação da mucosa gastrointestinal, náuseas e diminuição da função renal. A administração requer orientação de um médico especialista já que existe o risco de uma reação anafi lática. 


Modo de preparar e de usar (via oral) Infusão: Colocar 1 colher de sopa de folhas de castanha-da-índia em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e abafar durante 10 minutos. Tomar 1 xícara de chá 2 vezes ao dia durante 3 dias. 


Decocção somente para uso externo: Colocar 1 colher de sopa das cascas e sementes em 1 litro de água fervente e deixar ferver por 10 minutos. Coar e deixar esfriar. Aplicar sobre a pele durante 15 minutos sem friccionar. 




CAVALINHA 

(Equisetum arvense) 




Partes utilizadas 

Partes aéreas (raiz sob consulta) 

(Página 80) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


Planta perene, nativa da Europa, caracterizada por apresentar talos articulados, finos e ocos em formato de cana. Não produz flores e se propaga por meio de esporos. É abundante em terrenos baldios, argilosos, arenosos e úmidos. Utilizada em jardinagem em todo o mundo. 


Essa erva é recomendada para casos de problemas de pele como acne, frieira, pele sem elasticidade e envelhecida, estrias, poros dilatados, herpes (pele e mucosas); é ainda própria para: lavar feridas (mesmo de difícil cicatrização), contra queda de cabelos, unhas fracas e celulite. 


Utilizado para: 

• excesso de ácido úrico; 

• aftas; 

• alergia; 

• amigdalite; 

• anemia; 

• arteriosclerose; 

• gripe; 

• catarro; 

• obesidade; 

• retenção de líquidos; 

• pressão alta; 

• menstruações excessivas; 

• reumatismo; 

• transpiração excessiva; 

• câncer; 

• hemorragia nasal; 

• úlceras; 

• pedra na vesícula; 


• ansiedade, estresse, cansaço; é um tônico nervoso; 

• descalcifi cação de dentes e ossos, auxiliando em casos de fratura; 

• incontinência noturna em crianças; 

• irritação, inflamação e infecção do trato urinário e cálculos renais; 

• impurezas do sangue e para desintoxicar o organismo; 

• olheiras, conjuntivite, olhos irritados ou infl amados. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 


Efeitos colaterais 

Doses excessivas podem provocar torpor, distensão abdominal, diarreia, hipotensão arterial, taquicardia, coma e até a morte. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de erva picada em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 




CHAMBÁ 

(Justicia pectoralis)




Partes utilizadas 

Folhas e ramos

(Página 82) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


 

Característica, funções e indicações (infantal/adulto) 


Chambá é uma planta herbácea nativa do Caribe, que atinge até 50 cm de altura e produz flores pequenas, brancas ou róseas. As folhas ficam amareladas quando cultivada em pleno sol e tornam-se verde-escuras quando na sombra. De fácil propagação, cresce em clima tropical e subtropical, mas não sobrevive a geadas. 


É popularmente conhecida como planta medicinal na América do Sul, sendo utilizada por seus efeitos semelhantes ao da dipirona, encontrada em alguns analgésicos. Suas folhas e caules possuem uma substância anticoagulante. 


Tem as seguintes propriedades medicinais: 

• adstringente; 

• analgésica; 

• antibacteriana; 

• anti-infl amatória; 

• afrodisíaca; 

• antirreumática; 

• antitérmica; 

• broncodilatadora; 

• expectorante; 

• cicatrizante; 

• anti-hemorrágica das vias urinárias; 

• relaxante muscular e tranquilizante. 


Sua aplicação é efi caz para: 

• problemas pulmonares, das vias respiratórias, tosse, bronquite; 

• afeção nervosa; 

• afta; 

• dermatite, cortes e feridas; 

• gripe; 

• náuseas e problemas do fígado; 

• gota; 

• insônia. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. É alucinógeno em doses elevadas. Pacientes com problemas de coagulação e em uso de anticoagulantes e analgésicos. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 1 colher de sopa de folhas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. A infusão pode ser usada para banhos de assento. 




CHAPÉU-DE-COURO 

(Echinodorus macrophyllus) 




Parte utilizada 

Folhas 

(Página 84) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


Chapéu-de-couro é o nome de uma planta abundante na região de Minas Gerais, Brasil. Quando atinge a maturidade, pode chegar a 1,5 metro de altura. 


A eficácia do chapéu-de-couro no controle da pressão arterial elevada vem sendo estudada. Tais estudos apontaram que a planta é capaz de dilatar as veias e artérias.. 


Outras propriedades medicinais são: 


• anti-inflamatória; 

• antirreumática; 

• laxante suave; 

• tem um leve poder diurético, evitando o acúmulo de água no corpo. 

• é um ótimo auxiliar para perder peso quando associado a uma alimentação saudável e exercícios físicos frequentes. 


O chá desta planta é indicado como auxiliar nos tratamentos contra: 

• tosse e faringite; 

• pressão alta; 

• colesterol alto; 

• arteriosclerose; 

• artrite; 

• gastrite; 

• gota (excesso de ácido úrico); 

• diversos problemas de pele, como manchas e vitiligo; 

• problemas na bexiga e nas vias urinárias; 

• problemas de fígado. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Não deve ser usado por pessoas portadoras de insufi ciência renal e cardíaca. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

1 colher de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia, durante 1 semana. 




DENTE-DE-LEÃO 

(Taraxacum officinale) 





Partes utilizadas 

Rizomas, folhas e sementes. 

(Página 86) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


Folhosa perene de porte baixo, esta planta produz folhas serrilhadas e flores amarelas. É muito difundida pelo mundo afora, tendo sua origem no norte da Europa. 


No Brasil é encontrada em locais onde existem condições favoráveis para sua proliferação, como terra rica, matéria orgânica e umidade. Produz flores amarelas importantes para a apicultura, pois são muito ricas em néctar. 


Esta planta oferece benefícios variados para o organismo do 

ser humano. 


Os principais são: 


• melhora a saúde dos ossos, dando-lhes força, crescimento e proteção; 

• ajuda a controlar distúrbios no fígado, mantendo um fluxo bom da bile e estimulando a digestão; 

• ajuda no tratamento de diabetes, principalmente estimulando a produção de insulina; 

• é útil para prevenir e tratar doenças de pele causadas por infecções microbianas ou fungos, servindo, portanto, como tratamento para acne; 

• promove a perda de peso por seu efeito diurético, ajudando a eliminar as gorduras do corpo; • reduz os radicais livres, promovendo a prevenção de câncer; 

• ajuda no tratamento de anemia; • atua na redução da tensão arterial. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas com sensibilidade gastrointestinal e acidez estomacal, com obstrução do duto biliar e no caso de cálculos renais. Usar a planta apenas sob a supervisão de um médico, principalmente como diurético em presença de hipertensão ou cardiopatia. 


Efeitos colaterais 

Podem ocorrer náuseas, vômitos, diarreia e reações alérgicas. O látex da planta fresca pode produzir dermatite de contato. 


Modo de preparar e de usar (via oral) Decocção: Colocar 1 colher de folhas secas em 1 litro de água fervente por 5 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar uma xícara de chá 3 vezes ao dia durante uma semana.




ERVA-BALEEIRA 

(Cordia verbenacea)

 



Parte utilizada 

Folhas. 

(Página 88) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


A erva-baleeira é uma planta de origem brasileira, sendo encontrada na Mata Atlântica. É um arbusto perene que pode atingir de 2 a 4 metros de altura. Suas folhas são elípticas, com textura áspera, podendo medir até 20 cm de comprimento. 

A substância anti-inflamatória dessa erva é a sua mais forte e poderosa característica. 


Assim, é constantemente indicada para: 

• contusões; 

• dores musculares ou na coluna; 

• artrite; 

• reumatismo; 

• gota; 

• inflamações em geral 


O chá pode ser aplicado em uso tópico como excelente antisséptico, analgésico e cicatrizante, sendo indicado para feridas e machucados em geral, já que alivia a dor, limpa o local e promove a cicatrização de forma mais rápida. 


Para a ingestão como chá, a erva-baleeira age como: 


• diurética, 

• e é indicada para infecções do trato urinário, dificuldade para a micção e pedras nos rins. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Utilizar com cuidado em pacientes com defi ciência de líquidos orgânicos, pois a erva possui um efeito secante importante e pode agravar essa situação. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral/tópica) Infusão: Colocar 1 colher de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 1 semana. 




ERVA-CIDREIRA 

(Lippia alba) 




Parte utilizada 

Folhas e flores. 

(Página 90) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (infantil/adulto) 


É uma planta perene herbácea da família da menta, hortelã e do boldo. Nativa da Europa meridional, o seu sabor e aroma são característicos, principalmente nas folhas, lembrando o limão. As flores são de pequenas dimensões e aparecem no final do verão, de cor

esbranquiçada ou rósea e atraem especialmente as abelhas. Nas regiões temperadas, os caules secam durante o inverno, voltando ao verde na primavera. Os frutos são lisos de cor parda. 


É uma planta muito utilizada na medicina tradicional como erva aromática e, na medicina alternativa, como auxiliar do sono e da digestão..


É indicada para o tratamento de:
• distúrbios do sistema nervoso;
• distúrbios do trato intestinal; é antidiarreica;
• problemas do fígado.  

É ainda utilizada como: 

• antibiótica; 

• anti-inflamatória; 

• analgésica; 

• antiespasmódica; 

• antinevrálgica; 

• diurética; 

• antimicrobiana; 

• cicatrizante; 

• tônico; 

• expectorante; 

• antiviral; 

• sudorífera; 

• antiabortiva; 

• antiartrítica; 

• antiasmática; 

• antigripal;

• desintoxicante; 

• fortificante cerebral; 

• fortifi cante do útero; 

• fortifi cante dos nervos; 

• indutora do sono, sedativa, ansiolítica e hipnótica. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Não deve ser usado por pessoas com pressão baixa (hipotensos). 


Efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais da erva-cidreira incluem a sonolência e a diminuição da frequência cardíaca. 


Modo de preparar e de usar 

(via oral) Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa das folhas picadas ou fl ores em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansando por 15 minutos. Tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia durante uma semana. 




ERVA-DE-BICHO 

(Polygonum punctatum) 



Parte utilizada 

Caule e folhas. 

(Página 92) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


Originária do sul da América do Norte, a erva-de-bicho é uma planta de 50 cm a 1 metro de altura que cresce rapidamente. Pode ser identificada por suas folhas de coloração verde cintilante e, em alguns casos, com rajadas de vermelho, pontiagudas e estreitas, parecidas com lanças.

 

O sabor de seu chá é fortemente apimentado e é ideal para tratar problemas como: 

• varizes, hemorroidas e má circulação; 

• infecções urinárias; 

* infecções de pele, erisipela, feridas, coceiras e furúnculos; 

* queda de cabelos;

* reumatismo; 

• artrite; 

• infl amações; 

• úlceras varicosas; 

• amenorreia; 

• problemas de ereção; 

• dores musculares. 


Outras propriedades: 

• adstringente; 

• antisséptica; 

• cicatrizante; 

• diurética; 

• hipotensora; 

• vermífuga; 

• anti-hemorrágica; 

• afrodisíaca; 

• promove a secreção cutânea, bronquial e renal. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. No tratamento de disfunções sexuais, quando o paciente apresenta alguma inflamação ou congestionamento na região genital, uma vez que a planta tende a aumentar o fl uxo de sangue nas partes genitais. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (tópica) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa da erva em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. Aplicar topicamnete na região afetada. 




ERVA-DOCE 

(Pimpinela anisum)



Parte utilizada 

Frutos e sementes secas

(Página 94)  


Característica, funções e indicações (adulto/infantil) 


A erva-doce, também chamada de anis, já era utilizada pelos antigos egípcios, gregos e romanos. É cultivada em várias regiões de clima temperado ou subtropical. Sua composição é formada por vitaminas A, B e C, glucídios, fibras, sódio, ferro, potássio, cálcio, zinco e cobre. A indústria cosmética do Brasil emprega-a em produtos como cremes corporais, xampus, condicionadores, perfumes, etc. Com eficácia comprovada, melhora a pele e os cabelos. 


Suas propriedades são: 


• antiespasmódica; 

• estimulante; 

* relaxante;

• vermífuga;

• antirreumática; 

• relaxante muscular. 


Combate os gases intestinais. Para as mães que amamentam, o chá de erva-doce aumenta a produção de leite e passa para o bebê através do leite materno, prevenindo as cólicas que costumam afetar os bebês durante os primeiros meses de vida. Combate o mau hálito. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes. Mulheres que amamentam podem fazer uso sob orientação médica. Se utilizado de forma indevida, causa convulsão e confusão mental. Não utilizar no caso de disfunção gastrointestinal, como úlcera duodenal ou gástrica, refl uxo do esôfago, colite ulcerosa, colite espasmódica e diverticulite. Pode causar alucinações. Em doses normais pode ocorrer alergia em pessoas predispostas e sensíveis à erva. 


Efeitos colaterais 

O óleo essencial em altas doses provoca intoxicação acompanhada de tremores. 


Modo de preparar e de usar 

(via oral) Infusão: 

Colocar 3 colheres de sopa de sementes ou frutos macerados de erva-doce em 1 litro de água fervente por 10 minutos. Deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá após as refeições durante 1 semana. 




ESPINHEIRA-SANTA 

(Maytenus ilicifolia) 




Parte utilizada 

Folhas, cascas e raízes. 

(Página 96)


Característica, funções e indicações (adulto) 


Originária do Brasil, a espinheira-santa alcança até 3 metros de altura em jardins externos; é uma planta que exige sol. A planta tornou-se conhecida no mundo médico em 1922, quando o professor Aluízio Franca, da Faculdade de Medicina do Paraná, relatou o sucesso obtido com ela no tratamento de úlcera estomacal. 


A espinheira-santa é, portanto, aliada no tratamento de moléstias do estômago, aliviando as dores abdominais provocadas por gastrite, úlcera ou irritação (estomacal ou duodenal), azia, queimação, indigestão, gases, fermentação gastrointestinal. O chá pode ser usado em casos de vômitos. 


Atua também no tratamento dos males hepáticos e renais. O chá pode ser usado, em forma de compressas quentes, sobre as 

doenças de pele, como acnes, eczemas, herpes, feridas e ulcerações.


Tem propriedades: 

• adstringente; 

• analgésica; 

• antiácida (poderosa); 

• antiasmática; 

• antiespasmódica; 

• anti-inflamatória; 

• antisséptica; 

• antitumoral; 

• antiulcerosa; 

• aperiente (abre o apetite); 

• calmante; 

• cicatrizante; 

• contraceptiva; 

• digestiva; 

• diurética fraca; 

• laxante; 

• revigorante 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes 


Efeitos colaterais 

Pode provocar contrações uterinas e reduzir a produção de leite nas lactantes. 


Modo de preparar e de usar 

(via oral) Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar uma xícaras de chá 2 vezes ao dia durante uma semana. 




EUCALIPTO 

(Eucalyptus globulus) 




Parte utilizada 

Folhas frescas ou secas.

 (Página 98) 


Característica, funções e indicações (adulto)

 

É uma árvore de origem australiana que alcança de 30 a 55 m de altura. Com mais de 700 espécies, se dá bem em praticamente todos os tipos de clima. Do eucalipto podem ser retirados óleos especiais que servem de matéria-prima na produção de produtos de limpeza e alimentícios, além de perfumes, remédios etc. 


No Brasil é muito utilizado para a produção de papel e celulose e de madeira para a construção civil e de móveis. É muito popular pelas ótimas propriedades no tratamento de doenças das vias respiratórias, tais como: sinusite, rinite, tosse, asma e bronquite.


Também atua no tratamento de: 

• diabetes; 

• dores musculares; 

• dor ciática; 

• doenças da bexiga; 

• herpes; 

• feridas; 

• reumatismo e artrites dolorosas; 

• dores de cabeça; 

• resfriados; 

• aperiente (abre o apetite); 

• infecções; 

• para limpeza bucal e dor de garganta. 


Pode ser usado como: 

• antisséptico; 

• antibacteriano; 

• repelente de pulgas; 

• estimulante. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Doses excessivas podem causar dor de cabeça, vertigem e convulsões 


Efeitos colaterais Não encontrado na literatura consultado 


Modo de preparar e de usar 

(via oral/Inalatório) Infusão: 

Colocar 3 folhas de eucalipto picado em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar uma xícaras de chá 2 vezes ao dia durante uma semana. 




GARRA-DO-DIABO 

(Harpagophytum procumbens) 





Parte utilizada 

Raízes secundárias secas.

(Página 100) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


A garra-do-diabo é uma planta original da África. É composta por princípios amargos e tem efeito anti-inflamatório comprovado. É indicada como analgésica e anti-inflamatória, como complemento ao tratamento médico prescrito, propiciando considerável alívio das dores nos casos de artrite degenerativa, que ocorre quando a cartilagem que envolve as articulações se desgasta, causando nelas fortes dores e inchaço. Deixa, assim, as articulações mais elásticas e leves. 


O uso dessa planta também é feito em casos de: 

• artrose; 

• tendinite; 

• fibromialgia; 

• colesterol ruim alto; 

• doenças reumáticas; 

• proble

mas de bexiga e rins; 

• problemas da vesícula e do fígado; 

• sintomas de diabetes; 

• problemas de intestinos; 

• problemas de pâncreas; 

• para aumentar a imunidade. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Se estiver em algum tratamento, consulte seu médico para verifi car se o chá de garra-do-diabo é liberado no seu caso. Os portadores de úlceras gástricas ou duodenais devem evitar o chá. 


Efeitos colaterais 

Se notar princípio de alergia, se tiver alucinações ou problemas gastro-intestinais, suspender o uso imediatamente e procurar um médico. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 2 colheres de sopa de raiz picada em 1 litro de água fervente e deixar por 15 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 




GENGIBRE 

(Zingiber officinale) 




Parte utilizada 

Rizoma (raiz) 

(Página 100)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações ( adulto e infantil) 


O gengibre é uma planta herbácea originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. Chegou ao Brasil durante a ocupação holandesa no século XVI. 


Trata-se de uma planta perene, que pode atingir mais de 1 metro de altura. As folhas são verde-escuras, nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo. As flores são tubulares, amarelas-claras e surgem em espigas eretas. O gengibre é usado contra a perda de apetite, membros frios, diarreia, vômitos e dor abdominal. No Japão, utiliza-se o óleo de gengibre para massagens em problemas de coluna e articulações. 


É eficaz contra: 

• asma; 

• gripes e resfriados; 

• inflamação e dor de garganta; 

• mau hálito; 

• congestão do peito e bronquite; 

• cólica menstrual; 

• tumores cancerígenos; 

• dores de cabeça; 

• depressão; 

• reumatismo; 

• cólera; 

• doenças nervosas. 

• afrodisiaco 

• enjoos; 

• náuseas; 

• vômito 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Portadores de cálculos biliares, não devem ingeri-lo, assim como pacientes, que estejam tomando anticoagulantes. Hipertensos. Provoca queimaduras com o uso externo indevido e/ou abusivo. 


Efeitos colaterais 

Não encontrados na literatura consultada.. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão/Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de rizoma picado em 1 litro de água. Deixar ferver por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia por uma semana. 



GOIABEIRA 

(Psidium guajava) 




Partes utilizadas: 

Folhas jovens 

(Página 102)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil)


 A goiabeira é uma pequena árvore frutífera tropical, nativa das Américas do Norte e do Sul, exceto México e Canadá. Pode chegar a 6 metros de altura com folhas de 8 cm em média e fl ores brancas. 


A goiaba é um fruto com casca de cor amarela ou verde. A parte interna (polpa) pode ser vermelha ou branca, dependendo da espécie. 100 g de goiaba apresentam cerca de 240 mg de vitamina C (ácido ascórbico), portanto, é um excelente antioxidante. É rica também em vitamina A. 


O chá é usado para o tratamento de: 

• afta; 

• distúrbios digestivos, gastrenterite, fermentações gastrointestinais, disenteria, catarro intestinal; 

• gengivite, ulceração e inflamação da cavidade bucal; 

• hemorragias, inclusive internas; 

• bronquite; 

• tuberculose; 

• inchaço dos pés; 

• incontinência urinária; 

• cólera infantil; 

• afecções da garganta; 

• escorbuto; 

• ulceração; 

• inflamação; 

• febre; 

• tosse. 


Outras propriedades: 

• adstringente; 

• aperitiva; 

• cicatrizante; 

• antibiótica; 

• tônica; 

• vermífuga. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas com aparelho digestivo delicado ou com problemas intestinais. 


Efeitos colaterais 

O uso excessivo de goiabas verdes pode prender o intestino. 


Modo de preparar e de usar (via oral e tópico) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas frescas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia, durante uma semana. 




GUAÇATONGA 

(Casearia sylvestris) 



Parte utilizada 

Folhas, (cascas e raízes com prescrição) 

(Página) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


A guaçatonga cresce como arbusto ou pequena árvore e pode atingir cerca de 2 a 3 metros de altura. Mas pode chegar a 10 metros de altura e produzir uma grande quantidade de sementes na mata virgem da Amazônia, onde se adaptou de forma a absorver grande quantidade de nutrientes do solo argiloso, formando extensas raízes laterais. 


Tem propriedades: 

• antissépticas; 

• fungicidas; 

• cicatrizantes; 

• depurativas; 

• calmantes e anestesiantes; 

• sudoríferas; 

• tônicas e cardiotônicas; 

• diuréticas; 

• antiespasmódicas; 

• afrodisíacas. 


É indicada para: 

• paralisias; 

• reumatismo; 

• herpes; 

• hemorragias; 

• inflamações; 

• inchaço nas pernas; 

• ácido úrico; 

• aftas; 

• artrite; 

• dores no peito; 

• diarreia; 

• picadas de cobras; 

• hematomas; 

• picadas de insetos; 

• micose; 

• sífilis; 

• obesidade; 

• úlceras. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Tem baixa toxidade. 


Efeitos colaterais Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral e tópico) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. Decocção: 

Ferver 2 colheres de sopa de casca ou raiz picadas em 1 litro de água. Ferver por 15 minutos e deixar amornar em seguida. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 




GUACO 

(Mikania glomerata) 




Parte utilizada 

Folhas frescas ou secas. 

(Página 108)


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


Originário da América do Sul, o guaco pode ser encontrado em todas as regiões do Brasil. O guaco se distingue pelos seus ramos abundantes e flores verdes e amarelas no formato de coração com suave aroma de baunilha. É uma planta trepadeira lenhosa e atinge até 3 metros de altura. 


Suas principais propriedades são: 

• analgésicas; 

• antissépticas, 

• anti-inflamatórias; 

• antiespasmódicas; 

• expectorantes; 

• antiasmáticas, 

• cicatrizantes, 

• antirreumáticas, 

• febrífugas (contra febre); 

• sudoríferas


O chá é usado no tratamento de: 

• artrite; 

• reumatismo; 

• tosse e rouquidão; 

• resfriados, gripes e bronquite; 

• infecções de garganta; 

• inflamação intestinal; 

• úlceras; 

• infecções de pele e alergias. 

• perda de peso. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes; para quem não pode com vitamina K; para quem usa anticoagulantes; e para mulheres no período menstrual. 


Efeitos colaterais 

O uso excessivo pode causar taquicardia, vômitos e diarreia. Podem ocorrer acidentes hemorrágicos, quando usado por tempo prolongado 


Modo de preparar e de usar (via oral) protege contra infecções

 Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas frescas ou secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 



GUARANÁ 

(Paullinia cupuna) 



Parte utilizada 

Sementes (em pó). 

(Página 110)


Característica, funções e indicações (adulto) 


A Paullinia cupuna, mais conhecida como guaraná, é nativa da região Amazônica, e produz frutos pequenos, redondos, brilhantes, de cor vermelha. Esta planta, contém quase duas vezes mais cafeína do que o café. 


O efeito energizante é um dos benefícios mais poderosos do guaraná. A planta estimula diretamente o sistema nervoso central e pode ser tomada, em pequenas doses, para combater a fadiga e aumentar os níveis de atividade. Seus fi toquímicos, são poderosos antioxidantes, que ajudam a prevenir, diminuir ou interromper muitas doenças.


O guaraná também: 

• age como purifi cador do cólon, aliviando os sintomas de doenças infl amatórias intestinais; 

• serve como diurético; 

• combate cólicas menstruais; 

• combate dor de cabeça; 

• relaxa os músculos lisos dos brônquios; 

• reduz a ansiedade; 

• protege os neurônios; 

• estimula o desejo sexual em ambos os sexos; 

• suprime a fome para a perda de peso e ajuda a queimar a gordura. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes, lactantes e crianças. Contraindicado para cardíacos e hipertensos. Não tomar à noite, pois pode tirar o sono. Cuidado no uso, pois é vasodilatador. 


Efeitos colaterais 

Pode causar dependência física e psicológica. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colherinha de café de pó de guaraná em 300ml de água fervente. Desligar o fogo e deixar esfriar por 15 minutos. Tomar 1 uma xícara de chá ao dia durante uma semana. Pode ser bebido quente ou frio. 




HAMAMÉLIS 

(Hamamelis virginiana) 



Parte utilizada 

Folhas, cascas e galhos secos.

(Página 112)


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


Conhecida como vassoura-de-bruxa, é um arbusto, que frequentemente chega a 6 metros de altura. A planta é originária da América do Norte, prefere clima temperado e tolera solos fracos e secos. 


Suas folhas são largas e dentadas num formato ovalado. As flores são amarelo-douradas e surgem no outono. As frutas, quando maduras, lançam suas sementes longe da árvore. As folhas devem ser colhidas no verão, e os galhos e as cascas retirados no outono ou no inverno, quando caem as folhas. Suas principais indicações são para varizes, flebite, pernas cansadas e hemorroidas; ajuda nos problemas circulatórios.


Além disso: 

• é vasoconstritora; 

• ajuda no tratamento de dermatite, eczemas, ferimentos e queimaduras, pele seca e rugas, caspa, seborreia, fragilidade dos fi os de cabelo; rejuvenesce a pele; 

• tonifica o corpo; 

• protege contra infeções 


Combate: 

• diarreia; 

• dor nos pés; 

• inchaço nas pernas. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado nos casos de sedação, salivação abundante e irritação gástrica. 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral e/ou tópica) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente por 5 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 

Decocção: 

Ferver 2 colheres de sopa com casca picada em 1 litro de água, durante 10 minutos. Aplicar compressas na região afetada 3 vezes ao dia, até apresentar alívio. 




HORTELÃ-PIMENTA 

(Mentha piperita) 



Parte utilizada 

Folhas secas. 

(Página 114)


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


A hortelã-pimenta é originária do sul e do centro da Europa, de áreas do Oriente Médio e do centro da Ásia. Ela atinge 80 cm de altura e tem folhas ovaladas e serrilhadas. A maior produção atual vem do norte da África. 


Seu óleo essencial é composto de 50% de mentol, responsável pelo odor refrescante, encontrado nas ervas mais velhas. A hortelã-pimenta, trata de problemas digestivos e intestinais, pois acalma o estômago e previne náuseas, vômitos se até gastrite. É um ótimo agente, para eliminar gases, uma vez, que facilita o funcionamento do intestino. Possui ação benéfica no que se refere à eliminação de impurezas e problemas de pele, trabalhando em prol da estética.


Através de suas várias propriedades, o chá feito com essa erva acaba com as dores:

• musculares; 

• nervosas; 

• reumáticas; 

• dores de cabeça e enxaquecas. 


Outros problemas que podem ser tratados com o chá são: 

• respiratórios; 

• inchaços; 

• ferimentos na boca; 

• mau hálito. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para crianças com menos de 5 anos. 

Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Coar. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. Preparar o chá diariamente e não guardar. 




JURUBEBA 

(Solanum paniculatum) 



Parte utilizada 

Folhas, flores, frutos e raízes. 

(Página 116)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto)

 

Esta planta de sabor amargo é proveniente do Brasil, Paraguai e Argentina. Pode chegar a 3 metros de altura, possui folhas lisas, espinhos curvos no tronco, pequenos frutos amarelos e flores da cor lilás ou branca. A planta e seus frutos, podem ser usados na culinária. Como remédio natural, é auxiliar no tratamento de doenças digestivas, do fígado e anemia. 


O chá de jurubeba é indicado para: 

• aliviar cólicas hepáticas; tonificar, fortalecer e equilibrar o fígado, quando, se ingere em excesso, comida ou álcool, sendo um remédio conhecido em todo o Brasil, para tratar ressacas 


• ajudar na digestão, no alívio das dores de estômago e azia, se tomado antes ou depois das refeições. 


Suas propriedades têm ação: 

• anti-inflamatória; 

• descongestionante;

 • contra a febre; 

• diurética; 

• laxante; 

• contra diabetes; 

• purificadora do sangue; 

• de desobstruir o fígado e o baço. 


O chá pode ser usado para: 

• tosse; 

• cistite; 

• úlcera péptica; 

• hepatite; 

• bronquite; 

• tônico cardiovascular; 

• estimulante do apetite; 

• tratamento de anorexia. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Tomar o chá com moderação. 


Efeitos colaterais Doses acima das recomendadas ou o consumo por períodos longos, podem causar intoxicação, acompanhadas de náuseas, vômitos, diarreias, cólicas abdominais, confusão mental, edema cerebral e morte. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de folhas picadas em infusão em 1 litro de água fervente por 15 minutos. Deixar descansar e coar. Tomar 1 xícara de chá 1 vez ao dia durante uma semana 




LARANJA-AMARGA 

(Citrus aurantium) 



Parte utilizada 

Flores (Folhas, frutos e casca sob consulta) 

(Página 118) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


A laranja-amarga é original do sudeste da Ásia; possivelmente já era cultivada na Arábia no século IX e na Sicília no século XI. Ela é diferente das outras laranjas, que consumimos aqui no Brasil. A flor e a folha da laranjeira, são ricas em óleos e essências muito usados na medicina popular e em perfumaria. 


O óleo essencial da laranja-amarga, também conhecida como laranja-da-terra, é um líquido amarelo-alaranjado de aroma cítrico, que tem, se revelado eficaz contra úlceras e gastrite. Os outros tipos de laranja, são mais usados, para alimentação e como fonte de vitamina C. A laranja-amarga é mais usada pelos efeitos medicinais no organismo, porque ela é mais forte, para isso. É uma variedade obtida através do cruzamento de outros tipos de laranja. 


É indicada para uso interno e externo nos casos de: 

• infecções fúngicas (micose, coceira e pé de atleta); 

• como suplemento para perda de peso; 

• para suprimir o apetite, evitando o excesso de ingestão de calorias; 

• antiestresse, pois age no sistema nervoso central. 

• ansiedade e insônia 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas hipertensas, com AVC e insufi ciência cardíaca, pois causa aumento da pressão arterial diastólica. 


Efeitos colaterais 

Aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, enjoo e estômago ruim. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa das fl ores ou macerada em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Coar. Tomar 2 xícaras de chá por dia durante uma semana. 



MALVA 

(Malva sylvestris) 



Parte utilizada 

Folhas e flores. 

(Página 120) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


Originária da Europa, a planta malva, foi disseminada primeiramente, para locais tropicais e temperados da Ásia e África e posteriormente para outros locais, inclusive o Brasil. É uma planta herbácea bianual de folhas palmadas, com fl ores azuis, amarelas ou púrpuras. 


Pode atingir até 60 cm de altura. Prefere clima ameno, embora suporte temperaturas elevadas. O plantio é feito na primavera em solos férteis. Fundamental para o tratamento de doenças respiratórias e pulmonares, combatendo e prevenindo gripes, bom funcionamento do intestino. tosses e resfriados. Tem também propriedades, que estimulam o bom funcionamento do intestino.


Outras propriedades: 

• elimina bactérias e toxinas; 

• é emoliente, calmante da pele e dos tecidos; 

• age como anti-infl amatório. 


É indicada para casos de: 

• afecções respiratórias; bronquite crônica; coqueluche; 

• prisão de ventre crônica; colite; úlceras; gastrite; 

• afecções das mucosas e da pele; 

• afecções do aparelho genital feminino; 

• infl amações; 

• ansiedade; insônia. 


Para uso externo é indicada nos casos de contusões e hemorroidas. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes 


Efeitos colaterais 

Não encontrado na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral ou tópico) 

Infusão: 

Colocar 2 colheres de sopa de fl ores secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. Aplicar na região afetada com algodão ou compressas 3 vezes ao dia. 




MARACUJÁ 

(Passiflora incarnata) 



Parte utilizada 

Caule e folhas. 

(Página 122)


Característica, funções e indicações (adulto) 


O maracujá é originário da América tropical, portanto necessita de temperaturas elevadas. É uma trepadeira perene, que pode crescer até 9 metros. Floresce na primavera e dá frutos no início do verão. Suas flores lembram os instrumentos, utilizados na crucificação de Cristo, sendo por esse motivo conhecida em outros idiomas por flor-da-paixão, e são de grande efeito ornamental. 


Seus frutos são ovoides amarelados, e a polpa comestível, contém sementes rugosas, que servem, para preparar bebidas refrescantes. Apesar de serem muito usados para suco, os frutos do maracujá, não têm aplicação medicinal; apenas as folhas e o caule. As propriedades medicinais do maracujá, são principalmente calmantes, relaxantes musculares e soníferas. 


E, além disso, são ainda: 

• anticonceptivas; 

• antiespasmódicas; 

• antifebris; 

• hipnóticas; 

• hipotensoras; 

• refrescantes; 

• diuréticas; 

• tonifi cantes. 


Ajuda no tratamento de: 

• alcoolismo crônico; 

• ansiedade e insônia; 

• inquietação; crises nervosas e neurastênicas; 

• espasmos musculares (devido à tensão nervosa); 

• fadiga e estresse; 

• asma; 

• cólicas; 

• coqueluche; 

• convulsão infantil; 

• disenteria; 

• erisipela; 

• menopausa; 

• nevralgias; 

• pressão alta; 

• tosse de origem nervosa; 

• tétano. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas com pressão baixa. 


Efeitos colaterais 

Pode abaixar a pressão 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 10 folhas verdes ou 5 folhas secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar destampando por 15 minutos para eliminar o excesso de ácido cianídrico. Tomar 3 xícaras de café ao dia, durante uma semana.



MARACUJÁ-DOCE 

(Passifl ora alata) 


Parte utilizada

Folhas secas, flores e frutos. 

(Página 124) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


Originário da América tropical, com mais de 150 espécies, o maracujazeiro, é uma planta de clima tropical e subtropical com temperatura média entre 25 e 26 ºC. Esta planta medicinal induz ao sono e ao relaxamento muscular. 


O maracujá-doce possui um alto teor de potássio, com quase nenhum sódio, sendo uma fruta altamente efi caz, para quem tem hipertensão. Quando o nível de sódio é elevado no sangue, a pressão arterial aumenta, podendo resultar em ataque cardíaco ou derrame. As propriedades medicinais do maracujá, são principalmente calmantes, relaxantes musculares e soníferas. 


As propriedades do maracujá-doce são: 

• relaxantes e antidepressivas; 

• analgésicas;

 • antiespasmódicas; 

• hipotensoras; 

• sedativas. É também benéfi co para a saúde dos olhos. 


O consumo regular do maracujá-doce reduz o risco de: 

• doença de Parkinson; 

• artrite; 

• infertilidade. 


A casca é bastante rica em fibras, que ajudam na digestão e emagrecem. As fibras ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas, como: 

• colesterol; 

• doenças cardíacas; 

• previne e controla o diabetes. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas que apresentam hipotensão. Não deve ser usado em conjunto com sedativos e atidepressivos 


Efeitos colaterais 

Pode abaixar a pressão 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 10 folhas verdes ou 5 folhas secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar destampado para eliminar o excesso de ácido cianídrico por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 




MARACUJÁ-PÉROLA 

(Passiflora edulis)



Parte utilizada 

Folhas, flores, frutos e sementes. 

(Página 126) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


Também conhecido como maracujá-azedo. A palavra maracujá vem do tupi: mara kuya, “alimento na cuia”. É um fruto produzido pelas plantas do gênero Passiflora. A árvore, conhecida como maracujazeiro, é espontânea nas zonas tropicais e subtropicais da América. É cultivada no Caribe, no sul da Flórida e no Brasil, pelas flores ornamentais e pelos frutos.

 

O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial. O fruto de uso comercial é redondo ou ovoide, amarelo, ou púrpura-escuro quando está maduro, e tem uma grande quantidade de sementes no interior. É fonte de vitaminas A, C e do complexo B. Além disso, apresenta boa quantidade de sais minerais (ferro, sódio, cálcio e fósforo). O efeito do chá como sedativo, calmante, hipnótico, sonífero e tonificante é popularmente conhecido. 


Tem efeito depressor do sistema nervoso central, sendo utilizado no tratamento de distúrbios de ansiedade. 


As folhas têm ação em: 

• asma, 

• convulsão; 

• inquietação, hiperatividade, nervosismo e insônia; 

• crises nervosas e neurastênicas; excitação nervosa; 

• espasmos; 

• fadiga. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas com hipotensão (pressão arterial baixa). 


Efeitos colaterais 

Pode baixar a pressão e deve ser utilizado com cautela, pois o chá das folhas, possui ácido cianídrico (cianeto) e, dessa forma, pode levar a pessoa a um quadro de intoxicação. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 10 folhas verdes ou 5 folhas secas em 1 litro de água e ferver por 15 minutos. Deixar destampado para sair o excesso de ácido cianídrico. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 



MARCELA-DO-CAMPO 

(Achyrocline satureioides) 



Parte utilizada 

Florais abertas (secas).. 

(Página 128)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


Também conhecida como macela-do-campo, esta planta, que é originária da América do Sul, pode ser encontrada, comumente em beiras de estrada, pastagens ou terrenos baldios, devido à sua condição de planta naturalmente invasora. 


Tem formato de arbusto no qual surgem pequenas flores amareladas uma vez ao ano, geralmente em locais quentes. Chega a atingir até 50 cm de altura. Suas folhas são alongadas e também possuem cor amarelada. É amplamente utilizada na medicina natural como calmante caseiro. 


Combate os seguintes sintomas: 

• azia, disfunções gástricas e digestivas, dor de estômago, gastrite; 

• cálculos biliares; 

• dor de cabeça; 

• cólicas intestinais e diarreia; 

• contrações musculares; 

• contusões; 

• desordens menstruais; 

• febre; 

• impotência; 

• inapetência; 

• nervosismo; 

• resfriado; 

• retenção de líquidos; 

• reumatismo; 

• icterícia; 

• colesterol alto; 

• suores fétidos nos pés; 

• nefrite; 

• cistite; 

• inflamação; 

• é estimulante da circulação; 

• é própria para lavar feridas e úlceras, pele e cabelos delicados 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 


Efeitos colaterais 

Não é recomendado, que diabéticos, façam uso da marcela sem acompanhamento médico, devido ao seu efeito hipoglicemiante, que já foi comprovado por estudos. O mesmo vale para pacientes, que façam uso de sedativos, analgésicos e barbitúricos em geral. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colheres de sopa de fl ores secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Coar. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 




MELÃO-DE-S.CAETANO 

(Momordica charantia)

 


Parte utilizada 

Folhas, frutos, hastes e arilo das sementes.

(Página 130) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista

 

Característica, funções e indicações (adulto) 


O melão-de-são-caetano é de origem asiática (leste da Índia e sul da China). É um cipó herbáceo (trepadeira) muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor-de-ouro com espinhos moles, quando maduro, mostra suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave. 


Ele regula os níveis de açúcar no sangue, tratando, por exemplo, doenças como o diabetes. A planta é tradicionalmente conhecida por tratar de úlceras pépticas. Os estudos têm demonstrado a sua eficácia em vários tipos de câncer: leucemia linfoide, linfoma, coriocarcinoma, melanoma, câncer de mama, tumor de pele, câncer de próstata, carcinoma epidermoide de língua e laringe, carcinomas da bexiga humana e da Doença de Hodgkin. O chá purifica o organismo da ação de toxinas nocivas.


Pode ser usado em: 

• problemas de pele como: queimaduras, furúnculos, feridas, lesões, eczemas e picadas de alguns insetos; 

• irritação vaginal; leucorreia purulenta; 

• problemas de menstruação e TPM; 

• dores articulares e reumáticas; 

• inflamações hepáticas; 

• prisão de ventre; 

• cólicas abdominais; 

• faringite; 

• gripe; 

• catarro amarelo; 

• tosse; 

• dor de ouvido; 

• febres intermitentes; 

• hemorroidas. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Planta de alta toxicidade, não devendo ser ingerida em quantidades exageradas. Ingerir o chá somente com prescrição médica. 


Efeitos colaterais Causa queda drástica da taxa de glicose sanguínea em poucas horas. Pode causar aborto. Meia colherada do sumo da fruta é altamente tóxico, podendo levar à morte em poucas horas. 


Modo de preparar e de usar (uso tópico) 

Decocção: 

Colocar 1 colher de folhas secas em 1 litro de água e ferver durante 10 minutos. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Aplicar compressas nos locais afetados 2 vezes ao dia por uma semana. 



MELISSA 

(Melissa officinalis)



Parte utilizada 

Folhas e óleo essencial 

(Página 132)


Característica, funções e indicações (adulto) 


A melissa também é conhecida por erva-cidreira-verdadeira, pois é diferente da erva-cidreira (Lippia alba) (queira ver neste Guia). Suas folhas são uma excelente fonte de vitamina A, B1, B2, B3, B4, B5, C, cálcio, ferro, zinco, potássio, fósforo, magnésio, manganês e cobre. 


O chá feito com as folhas apresenta inúmeros benefícios para à saúde. Um dos efeitos mais conhecidos é ser um calmante natural, contribuindo para o alívio do estresse e ansiedade, garantindo uma boa noite de sono.


O chá de melissa tem efeito: 

• analgésico; 

• anti-inflamatório; 

• antimicrobiano; 

• antisséptico; 

• antibiótico; 

• cicatrizante; 

• diurético; 

• sudorífero; 

• tônico; 

• sedativo; 

• antiviral; 

• antinevrálgico; 

• antiespasmódico; 

• expectorante. 

• reduz as cólicas menstruais e intestinais; 

• trata de problemas digestivo; 

• gases e vômito; 

• alivia crises nervosas e epilépticas, melancolia, fadiga e insônia; 

• limpa, revigora e cicatriza a pele; age contra a celulite; trata de herpes; 

• combate a retenção de líquido e previne problemas renais; 

• ajuda no tratamento do tabagismo; 

• alivia dores de cabeça; 

• trata de palpitações; 

• melhora a circulação; 

• melhora dores nos olhos; 

• estimula a memória. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para pessoas com hipersensibilidade à planta. Pessoas com hipotiroidismo. 


Efeitos colaterais 

Diminuição da pulsação e entorpecimento


Modo de preparar e de usar (via oral) I

nfusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas secas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 



MENTRASTO

(Ageratum conyzoides)



Parte utilizada 

Folhas 

(Página 134) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista


Característica, funções e indicações (adulto) 


A planta tem sua origem na Ásia, Europa e norte da África. Trata- se de uma planta com excelentes propriedades medicinais, sendo muito popular nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. 


Para quem sofre de dores nas articulações, o mentrasto se torna um grande aliado, já que sua propriedade anti-infl amatória, age diretamente no foco do problema, enquanto sua propriedade analgésica reduz as dores. O mentrasto é muito indicado para o tratamento de infecções urinárias, pois suas propriedades diuréticas, estimulam a eliminação de líquidos, toxinas e bactérias pela urina, promovendo uma “limpeza” no trato urinário. 


As principais propriedades do mentrasto são: 

• antirreumático; 

• anti-inflamatório;

 • cicatrizante;

 • aromático;

• analgésico; 

• diurético; 

• abaixa a febre; 

• vasodilatador; 

• tônico. 


Outros males para os quais o mentrasto é indicado: 

• artrite e artrose; 

• bronquite; 

• amenorreia; 

• cólicas menstruais; 

• diarreia; 

• contusões; 

• dores musculares; 

• gripe e resfriado; 

• febre; 

• hemorragias. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para diabéticos e problemas hepáticos. Altas doses por longos períodos provocam hipertensão arterial. Os tratamentos longos, devem ser interrompidos por uma semana a cada mês. Não ultrapassar as doses recomendadas. 


Efeitos colaterais 

Vertigem, boca seca, cefaleia, irritação nos olhos, formigamento 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá por dia durante uma semana. 



MIL-FOLHAS 

(Achillea millefolium) 



Parte utilizada 

Folhas, (flores, caules e raiz, sob consulta) 

(Página 136)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


É uma planta que apresenta pequenas folhas divididas em vários segmentos. Tem odor parecido ao da cânfora. É originária da Europa e cultivada em quase todo o território brasileiro. 


As propriedades medicinais e fitoterápicas da planta têm ação: 

• analgésica; 

• adstringente; 

• antibiótica; 

• anti-inflamatória; 

• antiespasmódica; 

• antisséptica; 

• antipirética (contra febre); 

• antimicrobiana; 

• diurética; 

• digestiva; 

• estimulante; 

• aromática. 


O chá desta planta é capaz de: 

• acalmar as cólicas menstruais e regular os ciclos menstruais; 

• agir como analgésico natural; pode ser usado como alternativa no tratamento de dores de cabeça, de estômago e de dente; 

• combater a falta de apetite; 

• aliviar os sintomas clássicos de gripes e resfriados, tais como muco no pulmão e tosse;

• atuar contra a retenção de líquidos, eliminando o inchaço do corpo; 

• tratar de acnes, espinhas e afecções da pele em geral; 

• reduzir a diarreia; 

• melhorar a circulação do sangue; 

• desintoxicar o organismo; 

• auxiliar no tratamento de azia, má digestão, gastrite e  atulência; 

• aliviar hemorroidas. 


Precauções e contraindicações 

Gestantes, lactantes e crianças com mais de 12 anos, devem seguir orientação médica. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com suco da planta fresca. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Pessoas com úlcera gástrica ou duodenal com oclusão das vias biliares. O chá não deve ser tomado em doses fortes e por período prolongado. 


Efeitos colaterais 

Pode causar irritação dérmica com coceira e infl amação. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas ou flores em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 



MOLUNGU

(Erythrina verna) 


Parte utilizada 

Flores, frutos, sementes e casca. 

(Página 138) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


Espécie de grande porte com altura média de 10 metros, com espinhos, conhecida pelo seu aspecto quando em fl or. Tem o tronco retilíneo, revestido por casca grossa, com fi ssuras longitudinais. Flores em cacho, muito atraentes e abundantes, alaranjadas e avermelhadas. 


Fruto tipo legume, achatado e com sementes de coloração acastanhada, presas à parede do fruto. Quando perde todas as folhas, cobre-se de fl ores vermelhas. Existem diversos tipos de mulungu; este é o de maior porte e utilizado em paisagismo.  Encontrado em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, na floresta da bacia do rio Paraná.


Seus efeitos medicinais principais são: 

• analgésico; 

• antiasmático; 

• contra a tosse; 

• calmante; 

• diurético; 

• expectorante; 

• hepatoprotetor; 

• hipnótico; 

• hipotensivo; 

• narcótico; 

• sedativo; 

• tranquilizante. 


É utilizado para: 

• afecções bucais; 

• insônia, agitação e histeria; 

• tosse e coqueluche; 

• dor reumática; 

• dores musculares; 

• febre; 

• fígado; 

• crises nervosas; 

• neurose; 

• palpitação. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para crianças. O uso excessivo pode provocar depressão, astenia e paralisia muscular. 


Efeitos colaterais Sedativo do sistema nervoso central. 


Modo de preparar e de usar (via oral)

 Infusão:

 Colocar 1 colher de sopa de folhas ou fl ores em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar 10 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante 1 semana. 



PAU-FERRO

(Caesalpinia ferrea) 


Parte utilizada 

Frutos (vagens duras) 

(Página 140). ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


Originário da América do Sul, mais precisamente do Brasil, o pau-ferro é uma árvore perene, encontrada nas fl orestas equatoriais e tropicais das regiões Norte e Nordeste. A copa é arredondada e ampla, com cerca de 6 a 12 metros de diâmetro. O porte é imponente, atingindo de 20 a 30 metros de altura. 


O tronco apresenta de 50 a 80 cm de diâmetro, é marmorizado, claro, liso e descamante. As folhas são elípticas de cor verde-escura. A fl oração ocorre no verão e outono. As fl ores são amarelas e pequenas. Os frutos são vagens duras que amadurecem no inverno. formando um banco de sementes aéreo. Parte dos frutos cai, enquanto boa parte permanece na planta,


As propriedades medicinais do chá são: 

• antissépticas;

• antimicrobianas; 

• adstringentes; 

• depurativas; 

• sedativas; 

• sudoríferas; 

• tônicas. 


O chá é indicado para os seguintes casos: 

• diabetes; 

• infecções broncopulmonares; 

• infecções intestinais; 

• diarreias; 

• cáries; 

• gengivite; 

• reumatismo; 

• sífilis. 


Precauções e contraindicações

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para crianças.


Efeitos colaterais

Não encontrados na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (uso tópico) 

Decocção: 

Não recomendado para ingestão pela ANVISA. Colocar 1 colher de sobremesa do fruto picado em 1 copo de água fervente de 300 ml. Deixar ferver durante 15 minutos. Aplicar compressa na região afetada 2 vezes ao dia durante uma semana. 




PICÃO-PRETO 

(Bidens pilosa) 



Parte utilizada 

Partes aéreas da planta 

(Página 142) 


Característica, funções e indicações (adulto e infantil) 


O picão-preto é uma planta nativa da floresta Amazônica e de outras áreas tropicais da América do Sul, África, Caribe e Filipinas. 

A planta alcança 1 metro de altura. Possui folhas brilhantes serrilhadas, com bordas espinhosas, flores pequenas brancas ou amareladas e frutos pretos. 


Todas as partes da erva possuem propriedades medicinais e os principais usos são: 

• diabetes; ativa o pâncreas na distribuição de insulina; 

• fortalecimento e desintoxicação do fígado; hepatite; 

• artrite e reumatismo. 


Também serve para outras condições, como: 

• gastrenterite; úlceras gastroduodenais; distúrbios digestivos 

• infecções internas e externas causadas por leveduras, bactérias e fungos; 

• infecções da boca e da garganta; amigdalite; laringite; faringite; problemas de pele; micoses; é bom para cicatrização de feridas; 

• abscessos; 

• aftas; 

• angina; 

• icterícia; 

• blenorragia; 

• colesterol alterado; 

• cólicas; 

• conjuntivite; 

• disenteria; 

• distúrbios da menstruação; 

• dores de cabeça; 

• dor de dente; 

• edemas; 

• envenenamento; 

• escorbuto; 

• fadiga; 

• febre; 

• hemorragia pós-parto; 

• hemorroida; 

• hipertensão; 

• inapetência; 

• intoxicação alimentar; 

• resfriados; 

• tumores; 

• vermes. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Não utilizar com remédios diluidores do sangue. Pessoas alérgicas devem evitar essa planta. 


Efeitos colaterais 

Não encontrados na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa da erva em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante uma semana. 



PITANGA

(Eugenia uniflora)



Parte utilizada 

Folhas e frutos. 

(Página 144)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


A pitangueira é uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, encontrada nas fl orestas de planalto e nas restingas, desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É uma árvore rústica, de porte pequeno a médio, de 2 a 4 metros de altura. A copa globosa é dotada de folhagem perene. 


Produz flores nos ramos mais jovens e frutos doces de cor avermelhada com leve acidez. Na mesma árvore, o fruto poderá ter desde a cor verde, amarela e alaranjada até o vermelho intenso, de acordo com o grau de maturação. As folhas pequenas e verde- escuras, quando amassadas, exalam um forte aroma característico. As fl ores são brancas e pequenas, sendo procurada por abelhas na fabricação do mel. 


As suas propriedades medicinais são:

• adstringentes; 

• analgésicas; 

• depurativas; 

• digestivas; 


Também é utilizada para: 

• limpar e descongestionar a pele do rosto; 

• afecções do fígado; 

• bronquite; 

• cólica menstrual; 

• diabetes;

• diarreia; 

• estimulantes; 

• refrescantes; 

• vermífugas. 

• febres intermitentes; 

• gota e reumatismo; 

• hipertensão; 

• infecções da garganta; 

• queda e oleosidade dos cabelos. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 


Efeitos colaterais

Não encontrados na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (via oral)

 A fruta pode ser consumida ao natural ou em polpa congelada em refrescos, sucos, sorvetes, doces e geleias. 

Infusão: 

Colocar 10 folhas frescas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana.



POEJO

(Mentha pulegium) 




Parte utilizada

Folhas, flores, raízes e talos. 

(Página 146) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


O poejo é uma planta herbácea, com rizomas, aromática e medicinal, originária da região do Mediterrâneo e Oriente Médio. Apresenta ramos eretos que chegam a 40 cm de altura. As folhas são pequenas, delicadas, com margens dentadas. Floresce no verão e no outono, exibindo infl orescências parecidas com pompons nas cores róseas ou arroxeadas, de longos estames. 


As propriedades medicinais da erva são: 

• amebicida; 

• aperiente (abre o apetite) 

• digestiva; 

• estimulante; 

• sudorífera. 


É recomendada em casos de:

• azia, enjoo, má digestão, gases; ardor do estômago; cólica estomacal e intestinal; diarreia; distúrbios gastrointestinais; 

• tosse; rouquidão; gripe; bronquite; asma; infecções respiratórias; 

• dores de cabeça; 

• insônia; nervosismo; histeria; 

• verminoses e parasitoses; 

• amenorreia; 

• transtornos menstruais; 

• catapora; 

• urticária; coceira na pele; 

• sarampo; 

• caxumba; 

• psoríase; sarna; 

• herpes; 

• mau hálito; 

• obesidade; 

• debilidade geral; 

• sistema nervoso; 

• palpitação do coração; 

• reumatismo; 

• tontura; 

• zumbido nos ouvidos. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. O poejo é uma planta de alta toxicidade mesmo em pequenas doses. 


Consulte um especialista se deseja fazer uso desta planta. O uso sem orientação, pode provocar a morte. Pessoas com doenças hepáticas ou renais são especialmente sensíveis. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 6 folhas frescas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos.. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante uma semana 



POLÍGALA 

(Polygala senega) 



Parte utilizada 

Flores, caules e raízes. 

(Página 148). ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


É nativa da América do Norte, distribuída pelo sul do Canadá, centro e leste dos Estados Unidos. Esta espécie é perene, com caules múltiplos de até 50 cm de altura. As hastes não são ramifi cadas. 


A inflorescência é constituída por fl ores brancas ou esverdeadas concentradas em um ponto arredondado. O fruto é uma cápsula que contém duas sementes pretas peludas. A raiz é torcida e cônica, com cheiro característico. Na medicina natural, o chá dessa erva tem aplicações como expectorante e diurético. 


É também indicado para os casos de: 

• inflamações; 

• resfriado comum; 

• tratamento de convulsões; 

• sangramento de feridas; 

• expectorante 


É bom mastigar a raiz contra dor de garganta e dor de dente. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Mesmo em pequenas doses é um produto de alta toxicidade. Essa planta deve ser consumida apenas sob orientação médica. 


Efeitos colaterais 

Causa vômitos e desconforto digestivo se tomado em excesso. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 10 folhas ou fl ores frescas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante 3 dias e observar o resultado. Se necessário repetir a dose na semana seguinte 




QUEBRA-PEDRA 

(Phyllanthus niruri) 



Parte utilizada 

Folhas, flores e frutos 

(Página 150) ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


Conhecida popularmente como quebra-pedra, a erva tem cerca de 30 a 40 cm de altura. É originária das florestas tropicais da Amazônia e outras áreas tropicais em todo o mundo, incluindo sul da Índia, Bahamas e China. 


A planta promove um relaxamento dos ureteres e aliada a uma ação analgésica, facilita a descida dos cálculos renais, geralmente sem dor nem sangramento, sendo indicada, portanto, para cólicas renais e eliminação de pedras nos rins. 


A planta tem propriedade diurética e é usada para:

• afecções do fígado; 

• diabetes; 

• icterícia; 

• retenção urinária; 

• moléstias da bexiga; 

• auxiliar na eliminação de ácido úrico. 


Além disso, é também usada nos casos de: 

disenteria; 

• edemas; 

• inapetência, feridas; 

• gangrenas; 

• gota, hemorragias; 

• hipertensão arterial, 

• inseticida de pulgas e piolhos; 

• problemas na próstata; 

• relaxante muscular; 

• úlceras; 

• verrugas; 

• infecções pulmonares 

• verrugas. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes, lactantes e crianças. Pode ser tóxica em doses muito elevadas. Existem muitas espécies comercializadas como quebra-pedras que não são o Phyllanthus niruri. Uma delas é o Phyllanthus tenellus, que apresenta características morfológicas semelhantes 


Efeitos colaterais 

Causa vômitos e desconforto digestivo se tomado em excesso. 


Modo de preparar e de usar (via oral)

 Infusão:

 Colocar 1 colher de sopa de folhas secas picadas em 1 litro de água fervente. Abafar e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de chá ao dia após as refeições durante uma semana apenas. 




ROMÃ

(Punica granatum) 




Parte utilizada 

Folhas, frutos e raízes, casca da árvore e da raiz. 

(Página 152)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


É uma pequena árvore de 2 a 5 metros, de tronco acinzentado e ramos avermelhados quando novos. A romãzeira se adapta tanto aos climas tropicais e subtropicais como aos temperados e mediterrânicos. As fl ores da romãzeira são vermelho-alaranjadas, ocorrendo variedades de fl ores dobradas. 


Os frutos são esféricos, com casca grossa, amarela ou avermelhada, manchada de escuro. O seu interior é composto de muitas sementes, cobertas por uma polpa espessa de cor rósea ou avermelhada de sabor ácido e doce. A parte comestível do fruto é a polpa que envolve as sementes. 


O chá feito com a casca é utilizado basicamente para: 

• afecções da boca e gengiva; amigdalite; 

• afecções dos olhos, podendo o chá ser usado para lavagens; 

• afecções da pele; 

• cólicas intestinais; 

• envelhecimento; 

• doenças cardíacas. 


É também indicado para uso em: 

• hemorroidas; 

• leucorreia, podendo o chá ser usado para lavagem vaginal; 

• hemorragia do útero; 

• prolapso do útero; 

• solitária (teníase) e verminoses. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 


Efeitos colaterais Em excesso pode causar náuseas, vômitos e até a morte. Pode também provocar zumbidos, disturbios visuais, espasmos e tremores. 


Modo de preparar e de usar (via oral e tópico) 

Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de casca do tronco moída em 1 litrol de água fervente. Deixar ferver por 10 minutos. Desligar o fogo e coar. Deixar descansar 15 minutos. Tomar 2 xícaras de café ao dia por uma semana. 




SABUGUEIRO 

(Sambucus nigra) 



Parte utilizada 

Flores. 

(Página 154). ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.

 

Característica, funções e indicações (adulto) 


O sabugueiro é uma planta arbustiva de porte médio, que atinge de 3 a 9 metros de altura. As espécies deste gênero são originárias das regiões temperadas e subtropicais de ambos os hemisférios, mas com uma maior presença no hemisfério norte. Pode ser encontrado em várias regiões da Europa, desde o sul da Escandinávia até o norte da África. 


Suas flores são bem pequenas e numerosas, agrupadas em inflorescências de cor branca, que exalam perfume agradável. O sabugueiro produz pequenos frutos arredondados de cor violeta-escuro, dispostos na forma de cachos comestíveis, porém, o sabor é melhor após cozimento. Medem aproximadamente 0,5 cm. 


Acredita-se que existam cerca de 30 espécies de sabugueiros; todas apresentam diferentes interesses econômicos: plantas medicinais,plantas ornamentais, plantas produtoras de bagas e flores para a confecção de bebidas ou doces. 


Na Europa, com os frutos do sabugueiro são produzidos geleias, vinhos e conservas. As fl ores e os frutos têm propriedades antibacterianas, anti-infl amatórias e antivirais. 


O chá de sabugueiro feito com as flores desidratadas é utilizado, por indicação popular, como remédio caseiro para: 

• febres; 

• gripes e resfriados e as inflamações decorrentes; 

• eliminar o catarro. 


O chá de sabugueiro benefi cia os seguintes órgãos: 

• pulmões; 

• bexiga; 

• fígado. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 


Efeitos colaterais Folhas, cascas e raízes são altamente tóxicas. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de flores picadas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de café ao dia durante 3 dias. Repetir a dose se necessário depois de uma semana 



SALGUEIRO-BRANCO 

(Salix alba) 




Parte utilizada 

Casca.

(Página 156) 


Característica, funções e indicações (adulto) 


O salgueiro-branco é nativo de zonas temperadas, como o centro e o sul da Europa, o norte da África e o oeste asiático, ainda que, em menor quantidade, também possa ser encontrado na América do Norte. Necessita estar em locais úmidos e não resiste às temperaturas extremas. 


Chega a atingir de 20 a 30 metros de altura. Seu nome deriva das folhas, que são mais claras que as da maioria dos salgueiros, devido a uma cobertura muito fi na acetinada, prateada na parte inferior. As folhas têm de 5 a 10 cm de comprimento e 1,5 cm de largura. Os brotos dessa espécie vão da cor cinza-castanha ao verde-escuro. 


O salgueiro-branco tem propriedades: 

• sudoríferas; 

• antipiréticas (contra febre); 

• anti-inflamatórias; 

• analgésicas. 


É tradicionalmente utilizado no tratamento de: 

• dores comuns; dor de cabeça; enxaqueca; dores nas costas; cólicas; 

• inflamações comuns; 

• amigdalite; 

• artrite; reumatismo e gota; 

• febre; 

• resfriados; 

• azia; dispepsia; 

• caspa; feridas e queimaduras; 

• disenteria; 

• suores noturnos. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes.


Efeitos colaterais 

O uso do salgueiro-branco produz efeitos colaterais em pessoas que apresentam distúrbios gastrointestinais, tais como: gastrite, úlcera, colite ulcerosa, colite espasmódica, diverticulite e refl uxo esofágico. Não utilizar em conjunto com anti-coagulantes. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de casca triturada em 1 litro de água fervente. Deixar ferver por 10 minutos. Deixar esfriar. Tomar 2 xícaras de chá ao dia durante 3 dias. Repetir se necessário depois de uma semana. 




SÁLVIA 

(Salvia officinalis) 




Parte utilizada 

Folhas e flores. 

(Página 158)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto e infantil)

 

A sálvia é uma planta nativa da região do Mediterrâneo, conhecida desde a Antiguidade por suas propriedades como planta condimentar, medicinal e ornamental. Trata-se de uma planta arbustiva perene que atinge de 3 a 9 metros. 


Inicialmente ela é herbácea e se torna lenhosa com o passar do tempo. Apresenta folhas elípticas, de superfície rugosa, pilosa e de cor verde-acinzentada, cujo aroma é percebido mesmo sem amassá-las. Atualmente há variedades cultivadas de maior ou menor porte e grande diversidade de folhas, entre arroxeadas, rosadas, crespas, etc. 


A sálvia tem as seguintes propriedades medicinais: 

• germicida; 

• hipoglicemiante; 

• sudorífera; 

• tônica. 


Na medicina natural, o chá de sálvia é utilizado para: 

• afecções gastrointestinais; azia; flatulência; vômitos; diarreia; 

• ferimentos; como tratamento de pele: é constritor de poros dilatados, reduz a oleosidade e as rugas e é estimulante do crescimento capilar; 

• infl amações em geral; infl amação das mucosas; estomatite; gengivite; 

• febre; 

• catarro; bronquite; 

• tosse; 

• asma; 

• diabetes; 

• reumatismo; 

• depressão; 

• cansaço; 

• afecções biliares; 

• afta; 

• mal de Alzheimer; 

• menopausa. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. É estimulante das contrações uterinas, mas neste caso, deve ser usado somente com supervisão médica. Não utilizar em casos de insufi ciência renal, nem durante a menstruação ou amamentação. Não usar em grande quantidade por longo período de tempo. 


Efeitos colaterais 

Pode causar súbita elevação da pressão arterial. Pode causar problemas neurotóxicos, de convulsão e irritações na pele. 


Modo de preparar e de usar (via oral e tópico)) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas em 1 litro de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Coar. Tomar 1 xícara de chá uma única vez e aguardar o resultado. Repetir a dose se não fizer efeito. 




SENE 

(Senna alexandrina) 



Parte utilizada 

Folhas e frutos 

(Página 160) 


Característica, funções e indicações (adulto) 


O sene é uma leguminosa de pequeno porte com flores amarelas, originária da Índia e da Somália, bem adaptada a climas tropicais e utilizada desde a época das Cruzadas, na Europa. As vagens e as folhas são utilizadas na fitoterapia como um laxante muito poderoso, que tem um efeito forte. 


Serve também para eliminação de gases; aumenta o peristaltismo e combate cólicas biliares, congestões encefálicas e febre. Como laxante, o efeito do chá se dá dez horas após o consumo, fazendo com que as paredes do intestino, fiquem irritadas, assim que entram em contato com ele. Além disso, as substâncias presentes na planta, impedem a absorção de água pelo intestino delgado e grosso, o que significa, que as fezes ficam cheias de água e, assim, moles.


Precauções e contraindicações Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado durante o período menstrual e em casos de: prisão de ventre crônica, distúrbios intestinais, dores abdominais, desidratação severa, hemorroidas, apendicite, estados inflamatórios uterinos, cistite, insufi ciência hepática, renal ou cardíaca. 


Vale informar que, quando se toma chá de sene em excesso, pode-se acabar sofrendo com vômitos e cólicas abdominais bastante intensas, por isso, é muito importante ser extremamente cuidadoso na hora de consumi-lo e só tomá-lo em casos de real urgência, em que seus efeitos sejam necessários por razões bastante específicas! 


Efeitos colaterais 

Doses altas podem provocar cólicas fortíssimas, diarreia e vômitos. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa das folhas picadas em 500ml de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 1 xícara de chá como laxante apenas por um dia. Esperar o efeito. Se não fizer efeito dez horas após a ingestão, repetir a dose. O importante é fazer o intestino funcionar em horários certos mesmo sem vontade ou necessidade de evacuação. 




TANCHAGEM-MAIOR 

(Plantago major) 



Parte utilizada 

Folhas 

(Página 162)  ATENÇAO: com prescrição médica, farmacêutica ou especialista.


Característica, funções e indicações (adulto) 


Nativa do Velho Mundo, a planta encontra-se atualmente nos Estados Unidos, América Central e do Sul. Acompanhou os exploradores europeus por todo o mundo. As partes aéreas da tanchagem-maior possuem elevados teores de mucilagem, ácido salicílico, minerais, incluindo zinco e potássio, e outras substâncias medicinais. 


Seus princípios ativos são o tanino, a mucilagem e a pectina, alguns glicosídios e a vitamina K. Suas folhas e sementes são adstringentes. O chá pode ser aplicado topicamente tanto em forma de colírios como em forma de banhos e cataplasmas nos casos de irritação da membrana mucosa da uretra, gonorreia ou em úlceras. A casca ou o fruto preparados como infusão ou decocção podem ser usados como enxaguatório bucal. 


O chá combate a febre e também é considerado útil contra diarreia, para cicatrização de feridas e para extrair excesso de fluidos linfáticos. A tanchagem-maior é eficaz em caso de retenção da urina graças ao seu efeito diurético. Age como bactericida sobre as vias respiratórias, em casos de infecções, destruindo micro-organismos e limpando as secreções. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. Contraindicado para quem tem prisão de ventre e as fezes muito ressecadas. 


Efeitos colaterais 

Não encontrados na literatura consultada. 


Modo de preparar e de usar (usar tópicamente) NÃO INGERIR 

Infusão: 

Colocar 1 colher de sopa de folhas em 300ml de água fervente. Desligar o fogo e abafar por 15 minutos. Aplicar topicamente durante 1 semana. 




UNHA-DE-GATO 

(Uncaria tomentosa) 




Parte utilizada 

Casca do caule e raízes. 


Característica, funções e indicações (adulto) 


A unha-de-gato é uma planta trepadeira originária das florestas tropicais da América do Sul e da América Central. Segundo os curandeiros locais, tem grandes propriedades terapêuticas; usam-na para tratar de asma, artrite, diabetes e câncer. 

É importante não confundir com outras plantas também conhecidas como unha-de-gato: a Ficus pumila e a Acacia plumosa. 


Uncaria tomentosa já é estudada cientificamente por sua capacidade de controlar, reduzir e até eliminar miomas e outros problemas uterinos, além de ser imunoestimulante. Fadiga crônica, fibromialgia, febre glandular e infecções causadas por herpes respondem bem ao uso da Uncaria tomentosa. 

Nos tratamentos de câncer, é usada tradicionalmente para a redução e eliminação de tumores, atuando como coadjuvante, em combinação com outras ervas medicinais.


As suas propriedades medicinais reconhecidas são: 

• analgésica; 

• anti-inflamatória; 

• antioxidante; 

• antitumoral; 

• antiviral; 

• depurativa; 

• diurética; 

• hipotensiva. 


Precauções e contraindicações 

Contraindicado para gestantes e lactantes. 

Contraindicado para hipotensivos (pressão baixa) 

Não é recomendado o uso antes e depois da quimioterapia, nem pacientes hemofílicos.


Efeitos colaterais 

Pode provocar diarreia e náusea moderada. O uso pode provocar: cansaço, febre, diarreia e constipação (intestino preso) . Altas doses pode provocar sintomas pancreáticos e alterações no nervo ótico. E vitar o uso em pacientes transplantados ou a transplantar. 


Modo de preparar e de usar (via oral) 

Decocção: 

Colocar 1 colher de sopa de raiz ou casca em 500ml de água fervente. Deixar ferver por 10 minutos. Coar e deixar descansar por 15 minutos. Tomar 3 xícaras de café após as refeições durante uma semana. Se os sintomas persistirem, voltar a tomar depois de 20 dias. 





LEITURAS SUGERIDAS 


BALBACH, A. A flora nacional na medicina doméstica. Itaquaquecetuba: Edificação do Lar. Vol. II, p. 405-415.

 

BOTSARIS, Alexandros Spyros. Fitoterapia chinesa e plantas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Ícone, 2002. 


CARVALHO, Ana Cecilia Bezerra. Plantas medicinais e fitoterápicos: regulamentação sanitária e proposta de modelo de monografia para espécies vegetais oficializadas no Brasil. Brasília: UNB, 2011. 318 p. 


COIMBRA, Raul. Notas de Fitoterapia. 2. ed. [S.l.]: Laboratório Clínico Silva Araújo, 1958.

 

CRUZ, G. L. Dicionário das plantas úteis do Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985. 


FULDER, Stephen. O Tao da Medicina: ginseng, remédios orientais e farmacologia da harmonia. Tradução: de Aydano Arruda. São Paulo: Ibrasa, 1986. 


GARRAN, Thomas Avery. Fitoterapia com ervas ocidentais de acordo com os princípios da Medicina Tradicional Chinesa. São Paulo: Pensamento, 2013. 


LEIBOLD, G. Guia das plantas medicinais. [S.l.]: Editorial Presença. 1980.

 


SUPORTE TÉCNICO BIBLIOGRÁFICO 


CRFSP, Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. Cartilha de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, 4a. ed. 2019 


Vide Legislação, Decretos, Instruções Normativas, Resoluções e Portarias na Cartilha acima.

 

Maiores detalhes, consulta complementar: 

http://www.crfsp.org.br/images/cartilhas/PlantasMedicinais.pdf




SOBRE O AUTOR 



Oswaldo La Marck Júnior, nasceu em Ribeirão Preto em 1951; 


Graduou-se em Publicidade e Propaganda pela FIAM/FMU – SP; 


Mestrado e pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidad Americana (PY); 


Pós-graduado em Docência Acadêmica pela Universidade Anhanguera, tendo ministrado aulas de Empreendedorismo em algumas  faculdades;

 

Atuou durante 30 anos como Consultor Empresarial em empresas de pequeno, médio e grande porte, nacionais e multinacionais, públicas e privadas em vários segmentos de negócios. 


Ocupou a função de Secretário-chefe de Gabinete na Prefeitura Municipal de Embu das Artes no período de 1997 a 2000;


Trabalhou como Diretor-conselheiro em órgãos públicos nas áreas de Educação, Saúde, Meio Ambiente e Segurança;

 

Foi Diretor da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Embu das Artes;


Desenvolveu junto ao Sebrae-SP a criação da Cooperativa de Serviços Comunitários da cidade em atividade até hoje;

 

Foi Instrutor do Sebrae-SP nos anos de 2000 e 2001, onde capacitou mais de duas mil pessoas em Gestão de Negócios e Empreendedorismo;


Exerceu a presidência do Rotary Club International, distrito de Embu das Artes  em 1997-98, tendo recebido a maior honraria da instituição, que é o Prêmio Paul Harris, por serviços prestados à comunidade;

 

É palestrante multitemático desde 2000 (presencial e online);


Em 2008 comandou o programa de entrevistas "Webusiness" na TV Orkut

 

Atualmente exerce a profissão de Terapeuta Especialista em Medicina Tradicional Chinesa com pós-graduação pelo SENAC-SP em Acupuntura e Massoterapia, além de outras técnicas orientais agregadas, destacando Fitoterapia, Dietoterapia e Artes Marciais (Tai Chi Chuan e Qi Kong);


Publicou 4 livros, a saber: 


Falando ao coração - Editor e colaborador - impresso Amazon;


Procurando a perfeição - Editor e colaborador - impresso Amazon;


Obra mediúnica da nova era - Armagedom - Editor e colaborador - ebook/impresso Amazon;


Guia Prático de Chás Medicinais - Autor - ebook/impresso amazon e impresso UICLAP













ATENÇÃO: Com prescrição médica ou farmacêutica















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