28/03/2023

Capítulo 2 - Falando ao Coração



Capítulo 2

 Falando ao Coração


Mensagens psicografadas no período de 07.5.1974 a 12.8.1976




1 - Dia das mães   

Maria Mathilde Borges Macedo, mãe da médium.

Quanta dedicação, quanto amor, quanta ternura encerra a alma enobrecida pela maternidade! Que jubilosa missão, que redentora missão, missão gloriosa que Jesus nos concede para renovação de nossos próprios espíritos!

Se todas as mãezinhas do mundo pudessem ter o conhecimento da responsabilidade que lhes é confiada, como o mundo seria bem melhor!....

Porque, do carinho e dos exemplos que uma mãe dedicada oferece a seus filhos, fica o que será sempre lembrado, o exemplo que passará de geração a geração. Os mínimos gestos, a mais simples maneira de falar, de conciliar as coisas, de harmonizar as situações, tudo isso cala fundo no coração de todos, até no dos mais rebeldes.

O tempo passa, a vida se desenrola, mas a lembrança perdura para sempre. As angústias, as aflições, as dificuldades, tudo há de ser vencido condignamente quando levamos à frente o estandarte do amor, da paz e da justiça. Esta é uma mensagem que dirijo em especial às mãezinhas inexperientes ainda, como alerta, como advertência para que cumpram com todo zelo e carinho a maravilhosa missão que Deus lhes confiou.

Que um dia possam receber como eu a bênção da gratidão de seus filhos, pelo dever cumprido. Só esta bênção já bastaria para nos enternecer até o mais íntimo do espírito, quanto mais quando consideramos que toda a felicidade que hoje usufruímos é fruto também de um amor maior ainda, também de mãe, mas de uma Mãe, sublime e única, que soube, em nome de todos os seus filhos terrenos, sofrer como nenhuma por um Filho que também, por sua vez, sofreu como ninguém.

Mãe gloriosa de Jesus, eu aproveito esta oportunidade para, junto de meus filhos queridos, agradecer-vos por terdes me ajudado a bem cumprir minha tarefa, pois que confesso, não fossem o vosso constante apoio e consolo, não teria eu também tido forças para desempenhar a minha obrigação.

Santa Maria, Mãe de Jesus, eu não só vos agradeço, mas vos imploro também que continueis a ser nossa Mãe Misericordiosa de sempre. Iluminai esses espíritos que, como vós, tomaram sob seus ombros a grandiosa tarefa da maternidade.

Ó sempre doce Maria, símbolo da pureza e ternura maternal, congratulamo-nos convosco e rejubilamo-nos de alegria nesse dia que, antes de tudo, deve ser consagrado a vós.

Glória a Jesus, vosso Filho, que convosco pastoreia o rebanho do qual fazemos parte.

Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade!

Maria Mathilde Borges Macedo

 7.5.1974


2 - A hora é chegada 


Jesus, bom e amado Mestre, fortifica-nos para que possamos levar adiante nossos propósitos. Sabemos igualmente que a porta, se bem estreita, deve ser ultrapassada sem medo, sem constrangimentos e sem vacilações.

A hora é chegada para trabalhos profícuos. As sementes já se tornaram exuberantes, cheias de vida, cheias de vitalidade para se exporem ao contato das terras prontas, para abrirem caminhos em busca da luz, que irá fortalecê-las mais e mais, aumentando-lhes o anseio pela vida, que há de lhes concretizar o desejo pela vida.

Assim irão cumprindo a finalidade de sua própria natureza, quais sejam, crescer, tornar-se visíveis aos olhos do ser humano, que bem ou mal há de lhes conferir seu verdadeiro valor; valor que não lhes será emprestado, mas que se evidenciará conforme elas forem cumprindo sua própria evolução: de sementes a flores e frutos, que hão novamente de repetir o ciclo da vida que lhe é confiada.

Assim também o trabalho do ser humano, que estava sepultado em suas próprias dificuldades, que lutou e entendeu que precisa encontrar a luz do verdadeiro entendimento, da verdadeira compreensão de seus anseios para poder concretizar os seus mais altos objetivos. É hora, pois, meus filhos, é hora de mostrarem algum resultado de seus sacrifícios. Tudo está ao seu alcance, tudo foi laboriosamente preparado, agora é só terem convicções e... mãos à obra.

24.9.1974


3 - Ensinamentos evangélicos

 


É neste particular que devemos nos aprimorar, procurando mesmo nos esmerar em nossa dedicação a tudo quanto diga respeito aos tão dignificantes ensinamentos evangélicos.

A vida nos impõe provas constantes e tanto mais árduas quanto maior for a responsabilidade de cada um. Portanto, quanto mais cuidado dedicarmos a tudo o que diz respeito às nossas obrigações, melhor; nada será negligenciado.

Jesus, contamos com o teu amor e a tua misericórdia de sempre, erguendo-nos e recebendo-nos a cada tropeço. Que a tua água nunca nos falte, não só para nós, como para dessedentar aqueles a quem queremos socorrer. Assim, amparados por ti, iremos percorrendo os caminhos que nos competem.

Que assim seja!

1.10.1974

 

4 - Muitos serão chamados



Muitos serão chamados e poucos os escolhidos. É uma verdade porque chamados somos todos nós, encarnados e desencarnados, ao apelo de Jesus, para o trabalho em todos os setores de atividade, onde o Bem deve ser o apanágio e a cogitação de todos os momentos.

Porém, quão poucos se inflamam na luz do amor e na chama viva do calor, que traz até nós a glória do nosso Criador. Essa interpretação, meus filhos, da parábola do trabalhador da última hora, caberá sempre sem nenhuma dúvida, porque só o amor de fato preencherá as lacunas de nossas imperfeições, pondo-nos a salvo de todos os erros, de toda a perda de tempo, porque como se diz na Bíblia: “O amor encobre a multidão de nossos pecados”.

Inflados desse sopro amoroso nos nossos corações, procurando sentir na dor de nosso irmão a nossa própria dor e assim nos exercitando, iremos conseguindo vencer os degraus que nos faltam para alcançar a nossa estabilidade.

Trabalhadores que somos também de última hora, vamos nos munir de toda a compreensão para agir acertadamente.

8.10.1974


5 - Jesus, o meigo nazareno


Que o teu olhar puro e tranquilo seja para nós bênção de paz a nos encher a vida. Figura magnânima de amor, que o teu vulto de Mestre, que não impõe teus conhecimentos, mas que orienta e exemplifica, que a tua lembrança tão querida de irmão mais experiente mostrem para nós a senda de luz, que a tua presença significa.

Mostra para nós, ó bom Jesus, mestre dos mestres, as maravilhas que o reino de nosso Pai encerra. Mostra para nós, Jesus, esse caminho, que sabemos existir, mas que tanto nos custa enxergar. Esse reino tão bem representado por tudo de grandioso e belo, que possui, seja para nós, carentes de tantas virtudes, a bússola de nosso roteiro espiritual. 

15.10.1974


6 - Prece aos necessitados



Senhor, dignai-vos olhar bondosamente para esses espíritos que perambulam pelo espaço e vos desconhecem. Que a vossa complacência se apiede deles, fazendo-os chegar até nós para que, por esse meio, eles possam se encaminhar mais rapidamente.

Sabemos, meu Deus, que, nas condições em que ainda nos encontramos, somos os únicos capazes, pela afinidade que nos une, de irmos ao socorro deles. Entreguemo-nos, pois, a esse trabalho com muito amor, com muita dedicação para que eles sintam em nós irmãos bem-intencionados na sua recuperação.

Fortifiquemo-nos com nossas preces constantes para que os encaminhemos à custa de nosso exemplo. Assim, bafejados por esse ideal nobre e sagrado, façamos por merecer as graças de Deus, de Jesus e de nossos guias e protetores.

Que assim seja!

 29.10.1974


7 - Caminhada bendita

  


Jesus é o nosso maior amigo. Jesus é o nosso irmão maior. Jesus é o nosso Mestre querido, que nos ensina sem nada exigir, nos orienta e nos ilumina, indicando as diretrizes certas de nosso roteiro espiritual.

Lembremo-nos sempre dele colocando mentalmente sua imagem querida e misericordiosa diante de nossos olhos espirituais para marcharmos com resolução, com firmeza e com entusiasmo. Assim, não sentiremos os espinhos sob nossos pés, nem as pedras sobre as quais porventura venhamos a cair.

Jesus nos estenderá as mãos a cada passo, ainda trôpego, e nos conduzirá suavemente pela estrada afora; como um pai, acompanhará amorosamente os passos incertos de seu rebento. Ele nos olhará com carinho, mesmo com um sorriso, quando a nossa incapacidade nos fizer vacilar.

E assim, procurando sempre alcançar as suas benditas mãos, vamos, meus filhos, ora chorando, ora rindo, mas sempre amando, vamos até sabermos caminhar mais firmes e resolutos, sem que mais nada nos possa atrapalhar a caminhada bendita para o Pai eterno.

Vamos com Jesus!

 6.2.1975


8 - Prece a Jesus

 


Glória  a  Deus  nas  alturas,  paz na Terra aos homens.  

Jesus, ampara-nos nos caminhos desta vida para que possamos sempre sentir o verdadeiro Amor.

Quanta sublimidade neste sentir! Quanta elevação espiritual! Que possamos vestir essa túnica de pureza que nos fará bem-aventurados.

Que o Bem seja o nosso apanágio. Que a Caridade o consolide. Que a Fé e a Esperança sejam o veículo de nossos objetivos.

Sigamos o exemplo de Jesus, que só praticou o Bem, através de seu Evangelho de Amor.

Jesus, queremos estar sempre contigo. 

 18.2.1975 


9 - Mãe Santíssima, olhai por nós! 


E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ave Maria, mãe de misericórdia, volvei vosso olhar complacente para estes filhos desviados da senda do Bem. Que o vosso amor, que é a personificação do amor de todas as mães, amoleça esses corações empedernidos e os faça sentir a piedade para com seus semelhantes.

Que o vosso olhar de mãe, que a todos desculpa e perdoa, arrebanhe esses filhos desgarrados do rebanho que vosso Filho bendito tão bem continua a apascentar. É por estes filhos, Mãe Santíssima, que ora pedimos, para que eles não retardem ainda mais no caminho que lhes cumpre trilhar.

Continuaremos orando por eles porque sentimos a vossa presença e vossa ajuda. Assim, apoiados na vossa bondade, sentimo-nos mais fortes e encorajados para contribuir de certa forma para este tão dignificante trabalho.

Abençoai-nos para que não fraquejemos jamais. Queremos estar sempre convosco para que cheguemos com êxito aos pés de nosso Mestre.

Santa Maria, rogai por nós! 

 18.3.1975

 

10 - Horas difíceis


Ave Maria, agradecemos as bênçãos que sobre nós tendes derramado com a suavidade que somente uma mãe tão perfeita como vós nos poderia dispensar. Sentimos a vossa presença e, por isso, temos assegurado uma posição de equilíbrio, mesmo nas horas difíceis.

A vida tem-nos imposto situações as mais diversas e somente a fé nos desígnios de Deus nos daria a força necessária para agirmos convenientemente, perdoando aqueles que, por ignorância e incúria, caluniam a nossa memória.

Graças a Deus, sinto-me feliz e fortificada na minha fé e espero de vós, ó Santa Maria, a graça da vossa benfazeja presença para que os nossos propósitos possam se firmar ainda mais sobre aquela base santa e verdadeira, que é o Evangelho do nosso Cristo.

Que possamos compartilhar com Jesus dos trabalhos que nos sentimos responsabilizados a desenvolver.

Esperamos em Cristo a realização de nossos ideais.

 8.4.1975

 

11 - Mediunidade é coisa séria 


É bom sempre lembrar das nossas obrigações perante o compromisso que assumimos. As leituras que se têm feito ultimamente a respeito da mediunidade vêm ao encontro dos nossos interesses, pois que os problemas vão aos poucos se agravando se não vigiarmos as nossas atitudes.

A mediunidade, meus filhos, é coisa sagrada, não nos esqueçamos disso e devemos cumprir as finalidades que ela requer do começo ao fim. O fato de termos começado bem não quer dizer que não possamos tropeçar, nos desviando do sagrado caminho a que ela nos deve levar. A leitura de hoje foi uma advertência aos espíritas descuidados de suas santas obrigações. Meus irmãos, eu sou um daqueles que pode adverti-los em sã consciência, pois fui um destes batalhadores infiéis à causa a que deveria servir.

Se menciono meu caso particular, é apenas para lembrá-los de que o que foi bem começado deve ser mais bem continuado para que possamos chegar aos pés do Mestre sem constrangimento, com a consciência tranquila por um trabalho bem executado.

O Evangelho de Jesus nunca é demais ser seguido e sabemos que Jesus só exemplificou amor, compreensão, perdão e completo desprendimento de tudo o que fosse mundano. A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Procuremos nesse ensinamento a chave desta mensagem, que esperamos seja bem compreendida e aceita pelos que dela estavam precisando.

A nossa intenção é das mais puras e sabe Deus quanto nos pesa ter de usar desta sinceridade para com nossos filhos tão queridos. A vigilância deve acompanhar as orações, aliás, esta é uma advertência do próprio Mestre.

Fiquem na paz de Jesus e que estas reuniões possam colimar os santos objetivos a que todos nós, encarnados e desencarnados, nos propusemos a executar com muito amor.

3.6.1975

 

12 - Amigos, sempre amigos


 

Jesus, quanta ingratidão desses filhos que tanto receberam de vós! Mas sabemos que a vossa misericórdia é infinita e há de perdoá-los, ainda que para isso haja necessidade de muito tempo para sua recuperação. Esperaremos, Jesus, porque de vós temos recebido muito e temos muita certeza de que tudo entrará nos eixos e se reequilibrará para o bem desta obra abençoada, que exemplificastes há quase dois mil anos.

Tanto tempo, meu Deus, tanto tempo e ainda continuamos em passos vacilantes, quando a nossa obrigação era caminharmos retamente, firmes e resolutos, por tantas terem sido as provas e experiências pelas quais temos passado através de todos esses milênios. A nossa vida de erros vem de muito tempo e, se estamos aqui reunidos hoje em nome do Mestre, é para recuperarmos o tempo perdido e nos reabilitarmos outra vez para nossas tarefas.

Unamo-nos, pois muitos companheiros nossos daqueles tempos acompanham-nos até hoje perdidos ainda na insânia feroz dos tempos animalescos que viveram juntamente conosco. Graças a Deus, vencemos os tropeços. Com a luz de Jesus à nossa frente, pudemos vencer nossas falhas, nossos egoísmos e ambições e, se hoje nos encontramos em uma situação privilegiada, meu Deus, há de ser para estendermos as mãos para aqueles nossos amigos de outrora e que hoje insistem em nos perseguir.

Mas, Jesus, confiamos no vosso amor e, unidos a vós, havemos de vencer e trazê-los até nós, como verdadeiros amigos, mas amigos no amor de Deus, que há de unir a todas as criaturas, pois este é o objetivo, este é o ideal de todos nós que nos dizemos cristãos. Saibamos honrar esse atributo, igualando-nos àqueles verdadeiros discípulos do Mestre, que honraram com o seguimento da sua doutrina o nome do seu Mestre amado. Invoquemos as figuras venerandas dos apóstolos, que tanto disseminaram os ensinamentos que receberam, não só com suas palavras, mas principalmente com seus gestos e ações.

Sejamos os verdadeiros seguidores de Jesus. Para isso, viemos mais uma vez nos unir em laços de afinidade nesta reunião para pormos em execução os nossos propósitos, que não são mais que a paga dos nossos débitos pretéritos. Cumpramos com entusiasmo os nossos deveres, pagando a Deus o que lhe devemos e que não é de hoje.

 10.6.1975

 

13 - Restaurando o equilíbrio

 


Que a paz de Jesus esteja com todos, meus filhos queridos. É grande minha alegria e de nossos companheiros pela melhora que tem havido por parte de todos vocês, no sentido da atenção e concentração para realização de nossos trabalhos. De vez em quando é bom uma sacudidela para nos colocarmos outra vez nos devidos lugares. 

O desequilíbrio é muitas vezes resultado do descuido por parte de vocês mesmos. Então, aproveitando a oportunidade, congratulo-me com todos pelo restabelecimento da ordem, da paz e da disciplina dentro de nossas reuniões. Vamos assim para a frente e para a luta, que tanto amamos.

 O trabalho é motivo de muita alegria para nós todos, ainda mais quando esse trabalho é em benefício de nossos irmãos atrasados no caminho, que todos percorremos. Oremos por todos e por nós mesmos para nos fortalecermos e nos reerguermos.

Assim seja, tudo pelo amor de Deus.

5.8.1975

 

 14 - A volta do filho pródigo


Com a graça de Jesus, chegou ao fim um grande trabalho que há séculos vinha se desenrolando para chegar hoje aos pés do Pai mais um filho, que deixou os caminhos perversos da vingança para voltar novamente ao rebanho do qual havia se afastado.

Graças a Jesus, que trabalha incessantemente para dirigir satisfatória e gloriosamente este planeta, a Lei retoma o seu lugar para que a Verdade e a Justiça prevaleçam sobre todas as coisas. Deus tarda, mas não falta. Este deve ser o nosso lema para que a esperança nunca nos falte.

O homem propõe, mas Deus dispõe; e como dispõe! De uma maneira sábia e perfeita e que só Ele mesmo poderia fazer. Assim, aguardemos por melhores dias, sempre confiando na grandeza da obra ascensional da marcha maravilhosa e triunfal da evolução.

Oremos a Jesus, agradecendo-lhe mais esta graça que acabamos de receber, com a volta do filho pródigo ao rebanho do Pai.

5.8.1975


15 - Indispensável a luz

 


É indispensável a luz para dissipar as trevas.

É indispensável o amor para abrandar os corações.

É indispensável a caridade para executarmos com desinteresse as nossas obrigações sacrossantas no desempenho da mediunidade.

Quantas vezes, meus filhos, falamos isso e tornamos a repetir, pois nunca é demais, quando reconhecemos e compreendemos as dificuldades de cada um. A vida dos espíritos encarnados é mesmo difícil e é nessa dificuldade que está todo o valor, quando a mesma é vencida.

As provas são duras aos olhos humanos; às vezes até cruéis, mas quão sábia é a bondade de Deus, que nos concede estas provas, onde vamos demonstrar a nossa verdadeira aprendizagem.

Vamos, pois, lutar com alegria, com carinho e com amor e estejamos certos de que estaremos bem protegidos pelo amor de Jesus, que está sempre à nossa disposição, quando O quisermos buscar.

Busquemos a Jesus e, com Ele, vamos em frente.

Conhecimento é a luz que ilumina as trevas da ignorância.

 12.8.1975


16 - Vamos com Jesus!


Não é semeando abrolhos que vamos colher flores. Vamos ser mais meigos, mais carinhosos, mais acessíveis, mais compreensivos para com os nossos companheiros de jornada. A vida nos impõe árduas tarefas, que nos cumpre executar com amor e, assim, com perfeição. O aprimoramento de nosso espírito está em razão direta do desempenho das nossas mínimas obrigações.

A exemplificação é a mais bela lição que podemos oferecer àqueles que acham em nós a luz que devem acompanhar. Essa luz deve brilhar à frente e não à retaguarda, vindo depois com o remorso. Coloquemo-nos à frente daqueles a quem dirigimos, mas sempre com a luz de Jesus. E por luz de Jesus devemos compreender todo o Evangelho de amor, que Ele tão bem exemplificou.

Jesus é a nossa salvação!

Por que esquecê-lo nos momentos mais difíceis da nossa vida?

Apliquemo-nos no exercício da nossa aprendizagem.

Vamos com Jesus, agora e sempre.

Graças a Deus!

19.8.1975


17 - Verdadeiros anseios


No silêncio e na solidão é que se encontram os verdadeiros anseios. Se procuramos algo que não encontramos, é porque estamos perdidos no meio da multidão. Multidão não só de pessoas, mas multidão dos nossos próprios erros, que ofuscam as verdades, que deveriam transparecer límpidas como um cristal que brilha à luz do Sol.

Se nos isolarmos de tudo o mais e nos procurarmos dentro de nós mesmos, por certo iremos achar a resposta daquilo que procuramos. A verdade brilha para todos os que a procuram, mas para isso, devemos nos colocar em posição de quem pede com humildade e, ao mesmo tempo, com muito entusiasmo de vencer.

Cada um interpretará esta mensagem de acordo com as suas necessidades e, embora ela possa parecer um paradoxo, verão, meus filhos, que é o que todos estão ansiando. Encontremo-nos para nos conhecermos melhor. Só assim estaremos livres dos escolhos que nos dificultam a jornada.

Meditemos e oremos com Jesus, e sempre.

 5.9.1975

 

18 - Boas obras, sempre



Ave Maria, cheia de graça, bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus! Ó Maria, rogai por nós, por todos estes que se perdem no ostracismo das coisas dignas, esquecendo o lado mais lindo da espiritualidade maior. Fortifiquemo-nos com Maria, suplicando a seu amado Filho para continuarmos nos dedicando ao que há de melhor.

Justifiquemo-nos perante Deus, servindo ao próximo com amor e muito carinho. Que a nossa vida seja pautada por boas obras, ainda que pequenas. Confiemos no Alto, esperando que tudo de melhor esteja traçado, e não sejam os desentendimentos dos homens que as farão cair. Coloquemos em tudo o que fizermos a maior parte do nosso coração e o mais será consequência.

E vamos a cada minuto com a convicção de que estamos fazendo o melhor, não só para nós, como para os demais e, assim, estaremos cumprindo as nossas obrigações. Não nos preocupemos com o que há de vir, mas estejamos certos de que o presente seja bem vivido. O homem sempre se desviou dos bons propósitos para satisfação do seu amor-próprio e vaidade, mas Jesus continua a ser o mesmo Pastor: simples, humilde, compassivo, devotado, meigo e misericordioso.

Jesus inegavelmente tem de ser o nosso exemplo, pois só com Ele aprenderemos as santas virtudes que nos levarão ao Pai.

Seja Jesus o nosso amigo de sempre, inseparável em todas as vicissitudes da vida.

9.9.1975

 

19 - Advertências 



A hora é chegada para o início de novas atividades na seara do Bem. Jesus, como sempre, será nosso modelo; portanto, envolvamo-nos de ternura, humildade, misericórdia, complacência, justiça e amor para completar o quadro de todas as virtudes que conhecemos através de toda exemplificação que tivemos em sua rápida passagem pela Terra.

Que magnificência nesta vida tão bem vivida! Quantos ensinamentos que até hoje perduram como norma de conduta da humanidade! Pobre humanidade, que com tão belo exemplo ainda luta consigo própria para satisfação de seus interesses imediatos.

Quanta incompreensão, quanto egoísmo, quanta ambição em nome do Cristo! Por que havemos de levantar tantos altares, tantos templos, tantas edificações em nome de Jesus, que nada mais teve como cátedra e como púlpito ou como objeto de suas mais sábias lições do que o campo aberto que a própria natureza lhe oferecia e o aconchego de seu divino coração, que podia abrigar a um só tempo tantos aflitos e desamparados?

O seu olhar misericordioso e meigo, as suas palavras calmas e bondosas, o seu gesto acolhedor e os seus braços estendidos para todos eram o mais lindo altar que refulgia aos olhos, mesmo dos mais cegos. Se Jesus é verdadeiramente o nosso exemplo, então não distorçam os fatos, construindo obras de pedras que Ele, o nosso Mestre, não construiu.

Perguntamo-nos muitas vezes a nós mesmos: estaremos de fato seguindo as pegadas do Messias?

E a dúvida paira sempre em nossos corações. Estaremos sendo coerentes quando dizemos que somos cristãos, mas nos desculpamos aos olhos de Deus, justificando que os tempos hoje são outros e que não dá para seguirmos à risca o que Jesus nos ensinou?

Esta dúvida nos incomoda há muito tempo, mas hoje respondemos com a graça de Jesus: Não!

Não estamos sendo coerentes quando citamos o nome de Jesus como nosso Mestre, mas não lhe seguimos à risca os ensinamentos, com a desculpa disso ou daquilo.

Não somos coerentes quando não obedecemos a estes mesmos ensinamentos, que dizem: a Deus o que é de Deus, a César o que é de César.

Não somos coerentes quando, a exemplo da parábola da viúva pobre, não nos contentamos em oferecer aos outros o mínimo que podemos dar, mas para satisfação de nossa vaidade, vamos buscar nas mãos de terceiros aquilo que suprirá as falhas, as lacunas de nossas almas, ainda tão imperfeitas, com o regozijo de uma obra maior do que aquela que poderíamos realizar.

Não somos coerentes quando buscamos reunir maior número de pessoas necessitadas do que o nosso coração pode abrigar.

Não somos coerentes quando, dando tantas lições aos outros, não as sabemos executar ainda na intimidade de nossos lares.

Não somos coerentes quando impomos aos outros a prática de virtudes que ainda não conquistamos; portanto, não podemos mandar que nossos irmãos sejam humildes, quando nos falta a humildade para ouvirmos e calarmos.

Se verdadeiramente queremos pertencer à bendita seara de Jesus, aprimoremos as nossas atitudes em relação aos nossos entes mais chegados.

De que valem as obras grandiosas que marcam época, as catedrais suntuosas que varam os séculos, se forem construídas sem a base do amor?

Serão obras mortas, que mais cedo ou mais tarde ruirão por terra. A verdadeira edificação há de ser dentro de nós mesmos.

Dentro de cada um de nós, poderemos erguer um altar, um asilo, um hospital.

E só com muita simplicidade e muito amor, seguiremos o exemplo de Jesus, oferecendo a cada necessitado o bálsamo do nosso afeto, o calor de nossas palavras bem intencionadas, o refúgio daqueles que procuram abrigo.

Até quando, meu Deus, andaremos falseando os mais sagrados princípios do cristianismo? Por quantas épocas já sofreu a humanidade o resultado de seus próprios erros e ainda insiste em enveredar por um falso caminho de virtudes, que não chegam a ser virtudes, pois que estas não têm mais que aparência?

Até quando a humanidade, em nome de Jesus, procurará levantar esta ou aquela doutrina para se perder depois nas garras da insensatez?

Se assim tiver que ser, meu Deus, é preferível que nenhuma dessas religiões rotuladas se engrandeça para depois cair. Muitos exemplos tivemos através da história e, em nossos dias, parece que outra religião se levanta nas mesmas condições.

É de lamentar que isso aconteça depois de tantos exemplos e tantas encarnações neste planeta. Não queremos condenar ninguém, porque nada somos para isso, mas estudemos os fatos à luz do Evangelho e deixemos que nossa consciência fale mais alto:

1º - Jesus expulsou os mercadores do templo – porque por templo se deve entender lugar de oração e ensinamento e não de comércio. Então, conjecturando: não seria melhor construirmos o templo dentro de nossos corações para impedir que ignorantes e malfeitores venham a desrespeitá-lo?

2º - Jesus abençoou o óbolo da viúva porque viu nele o sacrifício, a privação do pouquíssimo que ela possuía. Transportando-nos para essa parábola, verificamos que nem sempre damos o que temos de nós, mas o que sobra em nossos armários ou o que pedimos aos outros. Portanto, nada de nós.

3º - Jesus disse: "A cada um será dado conforme suas obras", mas não acreditamos que Ele quisesse e exigisse que essas obras fossem materiais.

4º - Jesus exemplificou na parábola da figueira seca que todo o que fosse bem dotado e não pusesse em prática os seus dons, ficaria estéril, como aquela árvore; mas não determinou que esta prática estivesse nessa ou naquela condição ou nesse ou naquele lugar. O bem se faz arbitrariamente, sem qualquer reformulação de preceitos ou normas de conduta, porque ele deve partir do coração e não obedecer a qualquer critério criado pelo homem. Infelizmente a criatura humana está sempre pronta a criar novidades desnecessárias. Mas o bom senso nos diz que o que é feito espontaneamente é sempre bem melhor. O bem que brota assim no coração tem um significado bem mais elevado do que aquele praticado premeditadamente. Disso podemos ter certeza, pois já experimentamos algumas vezes a sensação agradável que nos eleva a alma quando agimos em favor do próximo, sem ter havido antes qualquer premeditação ou coerção inicial.

5º - Jesus nos disse que, quando nos reuníssemos em seu nome, bastaria uma prece, ou seja, um pensamento mais elevado, mais nobre, mais puro para que O tivéssemos conosco e assim acreditamos ser, pois Ele não nos haveria de prometer o que não pudesse cumprir. Disto, então, se torna óbvio que uma reunião, por ser simples e pouco numerosa, poderá também oferecer ótimos frutos, desde que a árvore que os forneça seja boa.

Se formos assim analisando à luz da razão e do bom senso cada uma das passagens evangélicas, constataremos que a Verdade é clara, simples e sem distorções. É só não querermos complicar as coisas, criando uma série de novidades que constituem, por si só, percalços a vencer e escolhos a nos embaraçar o desempenho, tão somente, de nossas cotidianas obrigações. A cada dia bastam as suas obras, desde que sejam bem executadas. Para que nos emaranhar numa rede de confusões que nos levam a nada?

Isso não quer dizer absolutamente que fiquemos inertes; pelo contrário, cada dia deve ser muito bem vivido. O homem se preocupa demais com a pobreza humana, mais talvez por força do hábito do que propriamente por princípio realmente caritativo. Sabe que se deve ajudar o próximo, mas não entende como ajudar.

Engana-se, então, o fazendo de uma maneira errônea, pois que, como é de nosso conhecimento, a prova da pobreza, bem como a da riqueza, são experiências que cada espírito cumpre realizar, pois que só à custa desta provação ele se livrará de suas imperfeições. A ajuda material nem sempre é uma ajuda, mas sim uma interferência prejudicial aos espíritos encarnados com este propósito. Neste caso, caberia bem melhor uma ajuda num sentido mais moral, mais de orientação e consolo. (As pessoas evangelizadas sofrem com resignação as provas que lhes competem).

A vida não é um dia apenas – é toda a eternidade. Então vamos, com calma e com muita ponderação, começar a pôr os pingos nos is e reconsiderar os fatos, lembrando-nos de que Jesus não veio à Terra inutilmente, tampouco todos os discípulos e continuadores de sua doutrina.

Não foi também em vão que Allan Kardec codificou toda a doutrina espírita para, depois de um século, a visse cair por terra por causa da má interpretação dos homens.

Não permitamos que todo este enorme trabalho dos espíritos seja desvirtuado, como já o foi em outras épocas por causa do fanatismo religioso e ambição exagerada de uma propagação relevante, mas sem base sólida. O que interessa à doutrina não é a aparência de grandeza pelo número de seus prosélitos, mas a sua autenticidade puramente cristã, fundada nos mais sagrados alicerces de um amor puro, que enlaça os homens, sem coagi-los de maneira alguma a esta ou aquela prática consagrada nos seus meios culturais.

Nem a caridade deverá ser imposta, pois deve partir espontaneamente de cada coração. A caridade imposta e ostensiva é o começo do fim e disso já temos provas e nem precisamos discutir.

Infelizmente é de lamentar que ultimamente venha se desbaratando para esse lado a Doutrina Espírita, fundada tão magnificamente por seu codificador, que tanto frisou, talvez já prevendo o que poderia advir, que temos de dar de graça o que de graça recebemos. Aliás, este é todo um preceito que Jesus praticou, pois jamais permitiu que se misturasse o que é de Deus com o que é do homem – A Deus o que é de Deus e a César o que é de César.

Enquanto é tempo, vamos começar por reconsiderar os fatos e cada espírita de per si; aquele que realmente se considera cristão, medite longamente sobre este aspecto da questão. Por certo Deus não o desapontará, e encontrará dentro de si mesmo a chave que abrirá as portas de um mundo novo, um mundo cheio de amor de Jesus, que por si só foi capaz de encher de alegria tantas almas desamparadas e desiludidas.

Confiemos em Jesus e, com Ele a nosso lado, vamos em frente trabalhando sempre, mas com acerto para não ouvirmos um dia aquelas palavras: "Recebestes a vossa recompensa".

O meu Reino é para aqueles que trabalham pura e simplesmente, sem qualquer pretensão de ser entre os homens o maior.

A humildade tão bem exemplificada por Ele deve ser o apanágio não só de cada um de nós, mas consequentemente de toda a doutrina que se diz cristã. Com Jesus no coração, almejamos que tudo o que foi aqui ventilado possa ser bem compreendido por todos, pois a obra de Deus tem de ser perfeita.

11.09.1975

 

20 - Meditemos e Oremos 



Unidos em pensamento, vamos buscar os planos mais elevados do espírito para nos condicionarmos e nos equilibrarmos, para podermos discernir com justiça, amor e caridade. Peçamos a Jesus que nos oriente para nos esclarecermos quanto a problemas que nos anuviam a mente e o coração. Busquemos em Jesus a Luz que nos há de dar a convicção daquilo que tanto queremos encontrar.

Enquanto houver dúvidas, não poderemos ser felizes. Estudemos os fatos à luz da razão, da consciência e do Evangelho e, aos poucos, iremos clareando nossos horizontes para a compreensão de certas situações, pois a tendência é nos acomodar, seja por negligência de um trabalho de raciocínio mais apurado, seja mesmo por ignorância ou espírito de imitação.

Não queremos ser simples renovadores, mas sim conservadores daquele Bem Maior que recebemos do Mestre. Procuremos conservar tudo de bom que temos recebido através de tantos séculos. O que conhecemos da Doutrina Espírita não é trabalho de um, mas o resultado da colaboração de muitos espíritos abnegados, que renunciaram em benefício de uma grande causa.

Sempre houve, meus filhos, os que interferem nestes grandes movimentos e, através da História, isto é um fato incontestável. O homem é sempre o causador do desvio de obras tão dignificantes. Sempre o homem a errar, a desvirtuar.

Toleremos o erro humano, mas não permitamos que o mal possa se alastrar por incúria dos próprios adeptos de uma causa tão nobre. Esforcemo-nos para que isso não aconteça, pelo menos no meio em que desenvolvemos nossas atividades. Isto não é querer ser diferente, mas é um dever que nos cumpre executar, custe-nos o que custar.

A exemplo de Jesus, saibamos receber toda sorte de incompreensão, mesmo calúnia. Mas com dignidade, humildade e devoção, vamos pôr em prática, nos momentos mais cruciantes, os ensinamentos do Divino Mestre, que nos exemplificou paciência, tolerância e muito amor para com todos os nossos irmãos.

Pai Xavier

15.9.1975

 

21 - Entender antes de discutir 



Que a paz de Deus esteja com vocês todos. Estamos muito satisfeitos com as nossas reuniões e, mais uma vez, reiteramos nossos propósitos de trabalhos por amor de Jesus, numa tarefa que há muito estamos elaborando. Conforme mensagens anteriores e já há algum tempo, estamos imbuídos de uma vontade que, graças a Deus, tem se concretizado através de fatos que vocês mesmos podem comprovar.

É fora de dúvida que tudo o que tivemos até aqui é fruto de constância, dedicação, perseverança no bem e uma vontade firme de vencer. Se fizerem um retrospecto destas mensagens, que até hoje foram escritas com muita humildade, verão que elas são endereçadas sempre com muito amor a todos aos quais elas têm chegado. E se derem amor, continuarão a espargir os frutos que só o amor pode dar.

Vamos então, pensando assim, analisando os antecedentes, aceitar sem reservas o que daqui por diante for comentado ou divulgado, pois tudo será feito na mais sagrada das intenções, qual seja, a continuação dos devidos ensinamentos que o Espiritismo tem proporcionado para todos os que estão à altura de compreendê-lo.

Não pensemos em polêmicas e divergências de opinião, mas vamos aceitar com muito respeito e também com muito amor o que futuramente vier.

À luz de Deus e com o auxílio de Jesus, vamos procurar entender antes de discutir.

A luz brilha por si e, quando houver luz no espírito de cada um, este por si iluminará o caminho para seus irmãos.

Com Jesus, venceremos, se Deus quiser.

21.10.1975


22 - A Fé  



A fé, meus irmãos, é o resultado da convicção que temos através de nossas experiências, quer desta, quer de outras encarnações. A fé, portanto, é o fruto de nossos próprios trabalhos em nossa própria elaboração, tanto em atividades materiais para começar, como em atividades mentais e espirituais depois, à medida que o tempo vai nos ensinando.

Jesus nos demonstrou esta fé e transpôs muitas montanhas com a prática dos tantos milagres que, para os homens, eram atos sobrenaturais, mas para os que podiam enxergar, eram a aplicação de todo o conhecimento que Ele possuía.

Esta fé convicta, firme e inabalável muitos de nós a possuímos, pois não é de hoje que lutamos para nossa recuperação espiritual. Então vamos acreditar nesta vida maravilhosa que se descortina aos nossos olhos.

Vamos acreditar na perfeita engrenagem desta vida que Deus nos deu. Cada percalço, cada desgosto é mais uma lição que devemos aprender. Preparemo-nos, pois, para cumprirmos mais uma etapa da nossa evolução.

Aceitemos com amor todas as nossas dificuldades.

O tempo nos ensinará mais uma vez.

28.10.1975


23 - O desprendimento 



O desprendimento é algo muito importante, que aos poucos todos os que se devotam à Causa Maior vão conquistando paulatinamente. Nada acontece por acaso ou de uma vez; à custa de nossa constância em tudo o que é bom, vamos galgando os degraus maravilhosos que nos possibilitam descortinar os horizontes mais amplos.

O desprendimento das coisas do mundo é conquista também da fé. O livro se abre com promessas edificantes ao estudante laborioso. Sejamos esse estudante que abre o livro convicto de que encontrará nele a satisfação de seus ideais. Cada página nos encherá a alma de alegrias, propiciando-nos os recursos que abrirão o caminho para uma nova página.

A compreensão irá se fazendo gradativamente e a assimilação naturalmente se fará. Folheamos com muito amor e boa vontade esse maravilhoso livro da vida que Deus nos outorgou para que, com nossos esforços, pudéssemos beber um dia da Fonte Viva de seu Amor.

Com a ajuda de Jesus, vamos sempre confiantes para o cumprimento de nossos ideais – confiantes sempre no que é justo, belo e perfeito.

4.11.1975

 

24 - A renúncia  



A renúncia é mais uma prática que deve acompanhar todo médium dedicado às finalidades nobres que deve cumprir. O desprendimento é um atributo do que concerne ao perispírito (envoltório semimaterial ou corpo fluídico), portanto um tanto quanto relativo mais às coisas materiais, enquanto a renúncia diz mais diretamente ao próprio espírito, que, se elevando cada vez mais, se desvencilha de tudo quanto é banalidade, trivialidade na vida de um homem comum.

A renúncia é também sinônimo de humildade, pois só aquele que é humilde pode verdadeiramente renunciar. Deixar, assim, de lado a vaidade, a cobiça, o orgulho, o amor-próprio e tantos outros entraves ao bom desenvolvimento espiritual.

A renúncia sabe esconder-se atrás da amabilidade, da compreensão, da verdade e da justiça. Quem verdadeiramente renuncia cumpre um dos mais sagrados ensinamentos da lei de Deus, qual seja, o de “amar ao próximo como a si mesmo”, esquecendo-se de suas necessidades e bem-estar.

Vamos nos lembrar, então, de mais esta virtude, que devemos começar a pôr em prática para que tudo seja conforme a vontade de nosso Pai.

11.11.1975


25 - A humildade  



O orgulho é um entrave para o nosso desenvolvimento. Muitas vezes nos arvoramos naquilo que não podemos ser, mas logo nos sentimos vencidos pelas contingências da incompetência. Felizes os que não pensam que são, mas podem ser. Fazem sem medir resultados, porque atingiram o degrau que lhes confere a naturalidade do bem fazer.

Sejamos simplesmente aquilo que podemos ser, sem pretensões desmedidas de uma altura que não podemos atingir. A humildade não impede que trabalhemos com amor e com esperança de vencer. A convicção da nossa verdadeira capacidade nos outorga o direito de escolhermos o caminho e bem executarmos nossos deveres, mas não nos deixemos envolver pelo manto negro do orgulho, que anula todas as nossas ações.

Ser ou não ser? Sermos simplesmente, mas com autenticidade e muito amor, pois só o amor encobre a multidão dos nossos pecados. A pureza de nossas ações é um sinal de que progredimos. “Sede puros de coração, pois destes é o reino dos céus” – disse-nos o Mestre...

A pureza de coração não é apanágio dos anjos exclusivamente.

Podemos desde já nos exercitar diariamente nas mínimas atitudes do nosso dia a dia. A lembrança deste dever nos levará à prática espontânea desta virtude. À custa de cuidados e treinamento, vamos conquistar estas qualidades, que acabarão por serem naturais.

Quando alcançarmos a espontaneidade, estaremos em grau de pureza natural, livre de ideias falsas e pretensões descabidas. Abolindo o orgulho de nós, estaremos a caminho do que é melhor.

Sejamos sinceros e que Jesus nos abençoe.

25.11.1975


26 - Compromisso assumido  


A glória de servir a Deus é um compromisso muito sério que assumimos na erraticidade. Se tivermos a autoconfiança de nos comprometermos, não deixaremos que pequenos obstáculos entravem nossa caminhada.

A luta deve ser constante, a vigília permanente para que não venhamos a cair em caminhos errados. Se tivemos a coragem de nos comprometer, é porque temos capacidade de realização. Não descuidando de nossas obrigações, que já conhecemos como tarefa irrevogável.

Nenhuma desculpa ser-nos-á facultada, desde que nos foi outorgada tarefa bastante comprometedora. Quando fomos enviados, já sabíamos das dificuldades que iríamos encontrar, portanto, nada de retrocedermos.

À frente com muita fé, confiança de que estaremos sendo amparados e sempre com a certeza de vencermos. O trabalho constante em toda e qualquer atividade será a alegria do nosso viver. Nada de vacilações, nem evasivas; o tempo urge e estejamos atentos para o exato cumprimento de nosso dever.

O soldado valente marcha para a frente resoluto, sem pensar no bem ou no mal que encontrará. Marcha, luta porque sabe que é sua obrigação.

A vitória virá depois, nem que seja à custa da própria morte.

Clara Martinelli

02.12.1975


27 - Autoeducação  



A desventura é desculpa dos fracos. Não nos apoiemos numa desculpa tão infantil, pois que nenhuma alma é desventurada aos olhos de Deus. Toda criatura tem seu roteiro a cumprir e, dentro das leis irrevogáveis da natureza, deve fazer por merecer galgar, um a um, os degraus de sua própria evolução.

O trabalho é norma de conduta de todo aquele que tem consciência de uma vida a viver; uma vida que deve ser pautada de atos dignos e merecedores de todo apreço. É sobejamente sabido que, nas mínimas atitudes de nosso viver, devemos desempenhar o cumprimento de nossas obrigações.

Eduquemo-nos no nosso dia a dia, procurando em cada momento o exercício daquelas virtudes que tão bem conhecemos, através do Evangelho de Jesus. A autoeducação é uma tarefa que devemos pôr em prática, pois só assim encontraremos a paz interior.

Muitos de nossos irmãos podem dar provas desta autorrealização e isso podem eles demonstrar pelo seu comportamento, que reflete toda a paz que já conseguiram à custa de muitos e muitos esforços.

A tranquilidade no falar e expor suas opiniões, a verdadeira caridade nos momentos mais oportunos, aquela caridade que se esconde aos olhos dos homens: uma atitude pacífica em todos os momentos, mesmo nas maiores tribulações – é isso que devemos fazer por conquistar.

É esta a verdadeira paz, que isola o homem de todas as revoltas do mundo, sem contudo deixar ele de buscar os aflitos e encaminhá-los para um caminho de bem-aventurança. É esta a paz de que Jesus falou no Sermão da Montanha  a paz que torna bem-aventurados os pacíficos.

Que a paz de Jesus nos envolva também para que possamos irradiá-la verdadeiramente. 

9.12.1975


28 - Natal  



Na humilde manjedoura nasceu o Menino-Deus. Rodeado por seus excelsos pais, seus amigos mais chegados, encarnou-se o Verbo de Deus. A luz brilhou mais uma vez sobre a Terra para comemorar o divino evento. Uma alegria imensa ecoou pelos rincões da Terra e uma música transcendental vibrou em todos os corações. A paz se fez nos corações dos homens e até os animais parece que compreenderam a maravilhosa data.

É este o presépio que conhecemos através dos tempos. Quanto enlevo ao comemorarmos esta passagem tão linda da história da humanidade! Nasceu Jesus! Os sinos tocam. Os corações vibram diferente. Uma alegria enternecedora enche todas as almas, unindo-as de uma forma que não é a comum.

Um concerto de vozes se sente no ar e até os corações mais empedernidos se comportam com mansidão; a serenidade está até com os animais, que naquela hora souberam respeitar e venerar a vinda de tão excelso espírito para o convívio dos homens, tão miseravelmente sofredores.

Que significado tão grandioso: a noite de Natal!

Não há palavras para traduzir tanta beleza. Tão somente pedimos a Deus que possamos entender e assimilar esta Verdade – esta grande Verdade, que é a presença de Deus no meio dos homens, através da figura magnânima de Jesus.

Jesus, Nosso amigo, nosso Mestre, nosso Divino Modelo. Que tua radiosa figura seja para nós o farol que nos ilumina o caminho e a estrela que brilhou no teu nascimento para a direção dos homens.

Que teus exemplos maravilhosos possam reviver em todos os teus discípulos para que a tua obra de recuperação e regeneração das almas possa continuar através dos séculos.

“Glória a Deus nas alturas; paz na Terra aos homens de boa vontade”.

16.12.1975


29 - Sofrer, requer merecimento  



A vida terrena é uma sucessão de tropeços, desentendimentos, dores e aflições. De fato, muitos são os que dizem isso com frequência. Mas os que assim se lamuriam são, no entanto, os que menos sofrem, pois geralmente são criaturas ainda não capacitadas a sofrerem realmente.

Sim! Porque até para sofrer é preciso ter merecimento, é preciso ter capacidade. Jesus disse que fardo pesado não seria dado a quem não pudesse carregar. Assim sendo, os fardos mais pesados são dados àqueles que não sabem lamuriar, mas que, pelo contrário, sabem ultrapassar as dificuldades sem esmorecimento e sem reclamações.

Os murmúrios são característica dos fracos. Vamos nos convencendo desta verdade e procurando entender que, se para nós ainda há tempo para reclamações, é porque não sabemos preenchê-lo realmente com o trabalho enobrecedor do discípulo operante, que age ao invés de falar. A exemplo do Mestre, vamos trabalhar com amor, sempre pacíficos e esperançosos de que a recompensa virá com os frutos de nossas realizações, através de uma consciência tranquila.

Cumpramos o nosso dever, certos de que não fazemos mais do que a obrigação. Para isso nos comprometemos e essa será a nossa maior felicidade com Jesus no coração.

Sejamos o exemplo do Mestre.

27.01.1976


30 - O amor encobre a multidão de nossos pecados  



Com o coração cheio de amor, vamos esquecendo as nossas falhas, que nos perturbam a caminhada. Esqueçamos todo o passado e envolvamo-nos com o amor que Jesus tão bem exemplificou e vamos distribuindo carinho, compreensão e orientação para nossos semelhantes.

A luz não permite trevas e, se estivermos envoltos na luz que só o Amor é capaz de irradiar, não teremos o que temer. À frente e sempre com muita fé, certos de que venceremos com a ajuda desses nossos irmãos que até hoje nos têm procurado facilitar o caminho.

À luz do Evangelho, vamos espalhando por onde passamos a felicidade que só a nobreza de caráter e de conduta poderá nos facultar.

Vamos com muita alegria e entusiasmo.

Trabalho não nos faltará.

Jesus nos abençoe.

3.02.1976


31 - Exercitando sempre  



As terras eram ainda virgens; as cidades pouco populosas. As viagens eram experiências de vida pelo tempo que levavam a ser feitas. A convivência era uma imposição àqueles que se locomoviam daqui e dali e as experiências oriundas desse convívio eram qualquer coisa de muito valor.

O homem tirava de seu dia a dia as lições de sabedoria, que iam enriquecendo seu espírito. Dificuldade e mais dificuldades de adaptação, de alimentação, de sobrevivência mesmo, eram sofridas e sentidas no âmago do ser, o que levava a um recolhimento natural e sadio. Perscrutando o silêncio da natureza, o homem se elevava aos píncaros da Criação, voltando ao centro do seu mundo interior.

Daí os inumeráveis filósofos, pensadores, gurus que povoavam a Terra naqueles tempos de outrora. E quantos ensinamentos pudemos beber nesses mananciais de vida. É tudo muito bonito quando nos reportamos a essas épocas tão distantes de nosso tempo, mas tão próximos de nosso coração.

Banhados por eflúvios do amor divino, sentimo-nos unificados no tempo e no espaço. É como se tudo o que nos aconteceu em remotas encarnações vivesse de novo dentro de nosso ser, em vibrações idênticas. A vida de hoje nos impõe situações bem diferentes; no entanto, não nos pode afetar naquilo que trazemos de mais sagrado e de mais vivenciado através dos tempos.

O que é nosso será sempre nosso e, por mais que rujam as tempestades, o nosso patrimônio espiritual permanecerá intacto. Assim sendo, Jesus, bom e amado Mestre, fortifica-nos para que possamos continuar nesse mister tão sagrado e que nos leva a sentirmos cada vez mais entusiasmados, pois vemos que tudo chegará aos fins almejados.

Com paciência por parte de todos, vamos nos exercitar para tanto, pois o trabalho nos espera.

10.02.1976


32 - Realizações verdadeiras  



Não é de hoje que acompanhamos o vosso trabalho e, passo a passo, temos caminhado convosco. Perante a eternidade, não diremos que faz muito tempo, mas, conforme a cronologia terrena, já há bem umas bem vividas gerações.

A luz de Jesus tem guiado nossos passos e nos dado a perseverança necessária para o empreendimento desta ordem. Sentimos uma felicidade imensa, que não se descreve na linguagem vulgar, por esta união tão amorosa, tão fraternal e tão pura e perfeita a ponto de nos sentirmos uma só alma, vibrando no mesmo diapasão, alegrando-nos com os sucessos e preocupando-nos com as aparentes dificuldades que a vida carnal impõe às criaturas.

À custa desse amor que sentimos nos extasiar a alma, vamos caminhando, procurando viver intensamente a vida de nossos irmãos para bem sentirmos as suas deficiências, compreendendo-as, analisando-as para, de maneira mais proveitosa, ajudá-los a vencê-las e, assim, poderem cumprir as obrigações que lhes competem.

O Cristo tem sido nosso farol e a lembrança constante de sua vivência na Terra, para bem comungarmos constantemente com Ele, tem sido a razão de nosso viver. E juntos, unidos fortemente, enlaçados neste amor, vamos trabalhando em todas as oportunidades, sem desmerecer, mesmo as que nos parecem insignificantes.

É assim, meus filhos, é assim que se constrói um objetivo, passando-o do campo das cogitações e do idealismo para o das realizações verdadeiras. Graças a Deus, posso hoje me dirigir sinceramente a meus filhos para advertir-vos quanto à maravilhosa tarefa que vos cumpre realizar.

Que Jesus, o nosso Divino Mestre, nos anime sempre.

9.3.1976


33 - Uma vida bem vivida  



A vida, meus filhos, é muito bela quando sabemos interpretá-la à luz da Suprema Sabedoria, que esclarece o homem quanto a seu glorioso destino. Soubéssemos entender esta verdade, que nos põe à testa de tão grande significado, e nos sentiríamos ditosos por tudo o que sofremos.

Sofrimento que nem deve ser encarado como tal, mas como lição regeneradora de todos os males. Se pudéssemos entender desta maneira a vida, colocando todos os embates como lição preciosa, que nos faz viver mais intensamente, agiríamos de forma bem mais proveitosa. Coloquemo-nos em posição de quem recebe as provas como indispensáveis à nossa aprovação para graus mais avançados.

Aceitemos todas as dores como um bem e abençoemos todos os momentos de nossa vida, que deve ser muito bem vivida. À luz do espiritismo, vamos ser verdadeiramente cristãos, amparando a todos os irmãos indistintamente como Jesus nos ensinou: paz de consciência e entusiasmo de viver são a prova cabal de que estamos no caminho certo.

Graças a Deus. 

10.3.1976


34 - Recompensa 



Deus, supremo e misericordioso, quão grande é nossa alegria em aqui reportarmos o nosso entusiasmo pelas ocorrências maravilhosas, conseguidas à custa de muita dedicação e amor ao trabalho. Sentimo-nos tão recompensados com a graça de Deus, que é necessário expormos aqui tudo o que nos vai na alma.

Nosso trabalho na Seara do Mestre tem produzido tantos frutos, meus filhos, que é premente a demonstração de tão grandes resultados. É certo que a modéstia é uma virtude, mas agora trata-se de adverti-los de maneira mais objetiva para que o entusiasmo e a perseverança no trabalho os animem um pouco mais.

O desenrolar de certos acontecimentos na vida de alguns de nossos filhos tem sido a prova mais contundente da verdade, haja vista o reequilíbrio na conduta de um de nossos confrades, que, graças à fé e à perseverança no bem, acaba de receber uma das maiores graças que um ente humano pode receber.

Esse filho, cujo nome temos de revelar para bem da verdade e do completo êxito de nossas reuniões e, com a permissão de Jesus, o fazemos, é Oswaldo (cônjuge da médium), que tem demonstrado, desde que se afeiçoou a nossos trabalhos, muita fé e perseverança incontestáveis.

E o resultado é este que já conhecem: um verdadeiro milagre aos olhos dos homens, não só pela sua recuperação física, mas principalmente pelo seu renascimento para as coisas mais sublimes, que é este maravilhoso caminho que de agora em diante se abre para ele como uma luz maravilhosa, que o faz enxergar com muita facilidade o lado mais lindo da vida.

A transformação por que passou é tão grande, meus amigos, que nem podem imaginar. Não é de hoje que trabalhamos em benefício deste nosso irmão e hoje, jubilosamente, com a ajuda de Jesus, vamos aos pés do Mestre agradecer a tão maravilhosa graça que acabamos de receber. Que o Pai, que a nenhum de seus filhos esquece, nos dê forças suficientes e coragem bastante para perseverarmos na recuperação de tantas outras almas necessitadas.

Graças a Deus, tivemos permissão para extravasar de uma forma que, embora possa parecer individualista, tem muito de fraternidade em benefício de tantos e tantos irmãos nossos que hoje se encontram em idêntica situação.

Por isso, nunca é demais lembrarmos do nosso trabalho: há muito por fazer e não podemos perder mais tempo com vacilações ou dúvidas.

13.04.1976


35 - Água fluidificada 



A justiça de Deus não falha, meus filhos; tarda, mas não falta. Não pensem haver enganos nas leis de Deus. Aos trabalhadores de última hora, cabe ao Pai recompensá-los como bem lhe aprouver. Além disso, não podemos julgar, pois não conhecemos o passado dessas almas aquinhoadas hoje com a bênção do Senhor, para que os homens possam pensar melhor na razão de suas vidas e se preocuparem mais com o exato cumprimento de seus deveres.

A alma é imortal – disso todos sabem, mas do que não se lembram é que, através das reencarnações, cada um traça o seu próprio destino. Não vamos julgar para não sermos julgados, mas deixemos nas mãos de Deus as providências a serem tomadas.

Todos somos filhos do mesmo Pai e, de igual forma, somos amados por Ele. Resta-nos trabalharmos com o devido amor para nos entregarmos no seu seio maravilhoso. Cada um recebe de acordo com sua capacidade de receber.

A grande e sublime natureza de Deus está aí para todos usufruirmos como melhor pudermos de suas riquezas incontáveis. Abramos o nosso coração em primeiro lugar, fazendo pelo próximo o que gostaríamos que nos fizessem e o mais nos será dado por acréscimo, conforme disse Jesus.

A água fluidificada, que todos tomam com tanta frequência, nem sempre é absorvida e assimilada devidamente, pois o fazem quase que automaticamente, por um simples hábito já consolidado. No entanto, é uma das maiores riquezas que o Pai nos oferece nesta hora em que nos unimos em prece.

Nestes momentos de intensa vibração amorosa, nem se pode imaginar o que acontece. A água, o mais perfeito veículo condutor de energias que existe na natureza, recebe eflúvio dessas vibrações e enriquece-se à custa de energias incontáveis. Se soubermos beber da água viva de que falou o Mestre, seremos também enriquecidos com o manancial de tanto poder.

É como se uma usina hidrelétrica estivesse à nossa disposição para fazermos dela o melhor proveito. Cabe a nós dirigirmos esta corrente maravilhosa através do nosso organismo.

Saibamos dosar esta energia e procuremos restaurar primeiramente a nossa saúde corporal e, consequentemente, o equilíbrio. Tudo isso se adquire, meus filhos, pela educação e autodomínio. É só prestarmos atenção para corrigirmos as pequenas falhas que, apesar de pequenas, podem nos causar grandes danos.

Meditemos sobre este assunto e procuremos a razão de muitos de nossos desenganos e tropeços. 

Tertuliano dos Santos

20.4.1976

 

36 - A força do pensamento 


Meus queridos filhos, Jesus vos abençoe nestes momentos para que possais proporcionar, aos que sofrem, muita ajuda. Continuai a trabalhar desta maneira, levando o vosso pensamento até aqueles que sabeis mais necessitados. A união nestes momentos é uma força poderosa, que levanta os mais pesados obstáculos. Ninguém é relegado ao abandono e estes nossos irmãos, que parecem à margem da vida, são levantados também quando a ajuda de Deus os bafeja.

A vibração em favor de nosso irmão Nuno (pai da nora da médium) é muito importante, pois à custa disso, ele será acordado para seus deveres mais elevados, os quais urge tomar por encargo. A vida, se bem que eterna, é para ser vivida aqui neste planeta, conforme os desígnios do Pai, e quer o Pai que esse nosso irmão seja reerguido para cumprir com muita eficiência o que é capaz de fazer. Jesus quer todos os seus filhos reunidos amorosamente e esse será mais um arrebanhado para o grande rebanho do Mestre. Ajudai, meus irmãos, ajudai como ajudaram hoje.

E que Deus vos pague. 

21.4.1976


37 - O batismo  



Nas águas do Jordão, João batizou centenas e centenas de irmãos. A água do batismo é simbólica, quando, lavando os pecados dos homens, os torna mais capacitados para sua vida espiritual. Isso até há bem pouco tempo podia se considerar simbólico, pois hoje, graças às revelações que vêm se fazendo em diferentes oportunidades, é sabido cientificamente também que ela exerce poderosa lavagem de todos os detritos astrais que nos perturbam a conduta.

Segundo o que já foi explicado em lição anterior, a água, veiculando os fluidos benéficos, vindo diretamente do Cosmos, vai agir vigorosamente no envoltório perispiritual, constituído também de substâncias fluídicas, porém, de outro padrão vibratório, que vão sofrer verdadeira convulsão ao contato daquelas substâncias mais sutis e, paradoxalmente, mais vigorosas.

Desse choque, dessa convulsão, intensa atividade se faz sentir e disso resulta um novo campo de substâncias etereamente fluídicas, que entram novamente em equilibrado exercício. Cria-se, assim, uma nova investidura para o espírito, que, por sua vez, irá vibrar convenientemente em favor do corpo carnal, o qual não é mais do que um reflexo de toda a maravilhosa engenharia transcendental.

Um gesto que para nós pode parecer tão simples – o batismo – é, no entanto, produto do imenso trabalho que se desenrola num plano invisível para o homem comum. Embora sem poder ver ou sentir bem de perto estas verdades, vamos nos compenetrando do seu valor ao menos quanto aos resultados que já podemos obter.

O batismo do corpo é, antes de tudo, o batismo da alma, que em sua superconsciência sentirá o dever de se entrosar convenientemente com os diferentes corpos de que o homem se compõe. Jesus batizou pelo espírito para dar provas de que no futuro o verdadeiro batismo seria este: a renovação pela compreensão, pela posse da consciência pura e pela ação em favor de uma conduta correta e equilibrada.

Que o batismo de Jesus vos possa ser bem aproveitado para poderdes absorver toda essa maravilhosa Sabedoria que o Mestre inspirou aos homens.

A divina luz do Espírito Santo vos bafeje para glória de nossas obrigações.

Assim seja!

4.5.1976


38 - Derrubando dificuldades  



Na vida há momentos gloriosos em que, se soubéssemos, ergueríamos aos céus hosanas de agradecimento e louvor. Se a cada ser fosse dado conhecer o futuro que o aguarda, não haveria no mundo vacilações, a posição seria sempre de otimismo e positivismo.

Abramos os olhos à luz de Deus, que hoje nos coloca frente a frente com nossos deveres maiores. O céu se abre para nós quando pensamos trabalhar com sinceridade e perseverança no bem.

Não relutemos por causa de nossas imperfeições, pois são elas justamente que venceremos em primeiro lugar quando nos propusermos a agir corretamente. Uma a uma iremos derrubando todas essas dificuldades que nos amedrontam quando o dever da consciência fala mais alto.

Não é pretensão possuir maior comunicabilidade com o plano superior, pois este é um bem que Deus dá gratuitamente aos bem-intencionados. Exercitar as nossas faculdades deve até ser uma obrigação.

Em posse desses conhecimentos, podemos trabalhar com mais facilidade com nossos irmãos maiores e ajudarmos os menores. Jesus, antes de todo trabalho, deve ser a figura de maior destaque em nossa mente, pois assim estaremos na luz e livres de qualquer engano.

O treinamento faz parte do currículo de todo aluno dedicado.

6.5.1976

 

39 - Sinfonia da vida 

Giuseppe Verdi

O dia de hoje é consagrado às almas evoluídas que já partiram deste planeta há muitos anos. Invoquemos a alma de Giuseppe Verdi como espírito batalhador pela música no cenário da Terra.

As músicas de Verdi são a sinfonia do concerto da Vida, enlaçando os corações em seus coros maravilhosos, em que o amor é a chama imortal que leva os homens à edificação do bem e de uma vida valorosa.

Esses espíritos enviados à Terra de vez em quando são a luz de Deus a brilhar nas trevas do mundo. Com a música em nossos ouvidos, subimos às alturas da perfeição infinita e nos unimos com mais facilidade ao Criador.

Busquemos nos grandes músicos da humanidade o tema para nossas orações diárias.

A vida se torna bela quando procuramos adorná-la com a vestidura pura e simples dos grandes mensageiros do Pai.

Cultivemos a boa música.

7.5.1976


40 - Soldados de Jesus  



Caríssimos irmãos, estamos altamente amparados para realizarmos grande trabalho no plano espiritual. Os espíritos de luz que se unem a nós, através de uma gigantesca escada evolucional, são de tal ordem que não é para desanimarmos.

Nos momentos de dificuldades, sintam-se com a convicção do soldado valente, que nada teme, mesmo quando o fragor da batalha se estruge ruidosamente perto dele. Avança galhardamente, tão cheio de si e tão convicto que as forças se lhe aumentam de forma  extraordinária.

O soldado de Cristo, muito mais que nesse exemplo, deverá fazê-lo, pois as armas com que luta são infalíveis e invulneráveis: a fé, o amor e a compreensão do problema. Saibamos, como o soldado valente, abranger num relance a situação e dominá-la corajosamente.

A luz nunca nos faltará, pois a nossa batalha é a batalha do bom combate, em que, combatendo, construímos e não destruímos, edificamos os corações das criaturas para que, graças ao amor, possam elas agir acertadamente.

E como para o bom soldado não há limites a vencer, também para nós, discípulos que somos do Mestre, não haverá obstáculos que nos façam retroceder. Empenhados no trabalho e unidos pelo amor de Jesus, caminhemos para a frente e para o alto.

Que Jesus nos abençoe.

18.5.1976


41 - Pedras no caminho 



As pedras que encontramos no caminho, devemos tirá-las nós mesmos para que o exercício nos faculte forças para empreendimentos maiores. À custa de abaixar e levantar, revigoramo-nos. É assim também no plano do espírito, pois as dificuldades que encontramos são tantas e tantas pedras que removeremos cada vez com mais facilidade.

Depois de limparmos nosso caminho, estaremos aptos a limpar também o dos outros e com tanto mais eficiência quanto mais treinamento tivermos. Com a graça de Jesus, já estamos aptos a remover os entraves de nossos irmãos, com o poder positivo do nosso pensamento bem-intencionado.

Dirigindo o nosso poder mental em favor de nossos semelhantes, vamos envolvê-los com um eflúvio magnético tão poderoso que é como se abríssemos para eles brechas de luz, pelas quais poderão enxergar com mais facilidade o caminho que deverão percorrer.

Usemos o nosso pensamento de amor, vibrando intensamente em benefício de nossos irmãos mais necessitados e estaremos trabalhando, embora secretamente, com Jesus.

O trabalhador eficiente desconhece horário e situações para pôr em prática as faculdades que possui. O médium é um servidor anônimo que poderá oferecer muitos bons resultados na bendita Seara do Mestre.

Cumpramos religiosamente nossas obrigações e estaremos em paz com nós mesmos.

Graças a Deus.

25.5.1976


42 - Sempre é tempo  



Sempre é tempo de aprendermos alguma coisa útil; para nós e para os outros. Achamos muitas vezes que somos inúteis, que já vencemos as etapas que deveríamos vencer, mas de repente chega alguém que nos entusiasma dizendo que ainda falta muito a fazer.

É então que nos sentimos felizes, pois vemos que de fato ainda podemos trabalhar servindo a alguém. A alegria do trabalho nos entusiasma então a viver e criamos alma nova para recomeçarmos a caminhada. Chegamos à conclusão de que a vida é mesmo eterna e que os nossos trabalhos não têm fim quando nos predispomos a agir.

Se para os encarnados acontece muito isso, conosco também, espíritos desencarnados. O estímulo ao trabalho é um bem que devemos fazer em benefício daqueles que costumam parar ao longo da estrada.

Quantos já recomeçaram a caminhada e conseguiram!

A todos estes que se acham desencorajados da luta, temos por obrigação reanimá-los com o fluxo de nossas faculdades em exercício. Vibremos intensamente em favor destes que pensam ter concluído suas tarefas, mas que no entanto nem começaram ainda a pô-las em prática. Tudo isso é treino para todos nós, pois é neste intercâmbio de forças que está nosso trabalho.

Auxiliados por Jesus, vamos fazendo o pouco dentro do muito que nos compete fazer.

Trabalhar é viver.

1.6.1976

 

43 - Aumentando as fileiras de Jesus  



Jesus, bom e amado Mestre, sustenta nossos espíritos para que possamos vibrar com intensidade, junto a estes nossos irmãos que trabalham incessantemente no bem. A luz de Deus é para todos; felizes os que podem senti-la, descortinando a maravilha deste Universo sem fim.

A redenção de muitos espíritos aqui doutrinados e daqui encaminhados para diversas tarefas tem sido a prova mais cabal da eficiência de nossos trabalhos. Felizmente, muitos de nossos irmãos podem sentir essa verdade e, dia a dia, aumentamos as fileiras dos servidores de Jesus.

Tantos e tantos espíritos que aqui aportaram tão cheios de revolta, de ódio ou de desânimo, acham-se agora plenamente recuperados e até empenhados em atividades bastante dignas de acordo com suas possibilidades.

De vez em quando temos de alertá-los quanto a estes fatos para que tudo vá se cumprindo cada vez melhor, conforme querem os dirigentes destas reuniões.

Assim, vamos de trabalho em trabalho, ajudando aos que aqui comparecerem por este ou aquele motivo. Conforme dissemos, as nossas fileiras aumentam dia a dia e de maneira tão maravilhosa que a alegria que nos vai na alma é muito grande.

Se o nosso entusiasmo é tanto, possamos transmiti-lo a todos aqueles que, desencorajados, se apresentarem à nossa frente. É esta a maior alegria: o viver bem sentido e bem interpretado, conforme Jesus nos ensinou.

Com o Mestre, sigamos em frente.

8.6.1976


44 - Continuadores da Grande Obra 



Deus supremo, onipotente e misericordioso, aqui estamos mais uma vez vos agradecendo as bênçãos que a vossa bondade nos dispensa. Quisera deixar bem claro o nosso desejo para que todos tenham muita firmeza na execução dos trabalhos que lhes competem, como terminais que são para o desempenho de programas altamente elaborados.

A vida nos tem sido propícia no sentido de termos sempre podido desempenhar nossos misteres e agora, juntamente com todos estes nossos queridos irmãos, nos vemos com a obrigação maior de trabalhar com muito amor.

Jesus tem sido o nosso Mestre amado e, seguindo suas pegadas, estamos sempre prontos para agir com desembaraço em qualquer atividade no setor espiritual. Unindo os nossos propósitos aos de vocês, encarnados, que de igual forma são também muito nobres, juntaremos nossas possibilidades e tudo faremos para chegar à meta programada há tantos e tantos anos.

Temos, em outras comunicações, dado provas do nosso apreço e do nosso desejo de compartilhar com todos desta sublimidade tão grande, e hoje, mais uma vez, reitero nosso desejo de muito fazermos conjuntamente. Temos estado sempre presentes em suas reuniões, que reputamos do mais nobre gabarito e, por isso mesmo, empenhamo-nos em ajudar no que for permitido por nosso Pai.

Estamos a postos para o trabalho e o mesmo esperamos de nossos queridos filhos.

Agradecemos mais uma vez a Jesus a alegria desta comunhão e procuremos ser os continuadores da grande obra da qual Jesus foi o modelo.

Com o Mestre, andaremos na luz.

Padre Victor

10.6.1976 


45 - Atitudes coerentes 



Nas horas de conturbação, que estamos há muito preparados para enfrentar, temos de alertar nossos irmãos quanto à importância de uma autoeducação por parte daqueles que ainda estão sujeitos a descontroles lamentáveis.

Toda pessoa compenetrada de suas obrigações quanto à vida imortal deve procurar constantemente seu aprimoramento com atitudes que a libertarão de qualquer embaraço. As práticas de meditação devem ser um ritual de toda criatura plenamente consciente de seus deveres perante a espiritualidade.

Todos nós conhecemos as práticas esotéricas milenares, em que o espírito, mesmo encarnado, é capaz de desprender-se de todos os vínculos carnais e viver convenientemente a vida do espírito. O que conhecemos, através dos livros e da experiência de irmãos mais evoluídos que nós, deve agora preocupar-nos a mente quanto à verdadeira prática salutar.

No meio das multidões, poderemos nos isolar e nos recolher quando estivermos sob nosso controle, tanto físico quanto espiritual. A vivência da vida interior urge nos tempos em que vivemos. É sobre esta prática, meus filhos, que lhes queremos falar daqui por diante.

Não esmoreçamos quanto às nossas obrigações com nós mesmos, para um perfeito equilíbrio a fim de que futuramente possamos vencer as dificuldades que por certo advirão.

Já é sabido e não é de hoje que o planeta passará por transformações gigantescas, tanto no plano físico quanto no plano que se relaciona aos seus habitantes e, por isso, estamos alertando a todos a respeito a premente necessidade de perfeito equilíbrio de nossas emoções.

Sejamos convictos do que podemos realizar nesse sentido e coloquemo-nos em situação favorável para progredirmos e podermos, assim, ajudar nossos irmãos.

Que a paz esteja com todos.

22.6.1976 


46 - Da teoria à prática 



As vibrações maravilhosas que nos envolvem nestes momentos de recolhimento espiritual partem em todas as direções e para todos os que necessitam das forças poderosas da energia universal. Não é novidade para muitos de nossos filhos estas asserções, mas é apenas uma lembrança para os menos avisados; serão de grande proveito para todos, desde que, prestando mais atenção, possam pôr em prática o que conhecem através das leituras.

Depois da teoria deve vir a prática e esta deve ser posta em ação pelos componentes desta reunião, cujos dirigentes estão empenhados no desenvolvimento de trabalhos neste setor. A perfeita harmonia do grupo favorecerá a execução de trabalhos muito importantes, que serão feitos daqui para a frente em benefício de todos os que sofrem.

Conforme dissemos, as vibrações altamente poderosas alcançarão os pontos mais distantes do globo, que atravessam horas tão aflitivas. A união de todos aumentará a corrente de luz, que se transbordará daqui como uma usina da qual Deus é o Criador.

Do começo ao fim dos trabalhos a concentração deve ser perfeita. Deixemos lá fora nossos problemas particulares para tão somente vibrarmos unidos em prol de um mesmo ideal.

Entrosados assim, num plano altamente superior, seremos parte integrante de toda uma obra que, como sabemos, é de Deus. Utilizemos nossos potenciais, pondo em ação toda a energia psíquica de que somos possuidores.

Com a graça de Deus, estamos dispostos a oferecer a todos nossa ajuda.

E que Deus vos pague pelo muito que puderdes realizar.

6.7.1976


47 - Convictos do caminho certo 



A luz da Sabedoria ilumina os mais recônditos abismos da alma, que verdadeiramente anseia por algo superior, varrendo todas as trevas, dissipando todos os males; constrói um mundo novo dentro de cada ser – um mundo transcendental, onde não existem misérias nem aflições.

Feliz o homem que, ainda dentro da carcaça carnal, pode entrever essa luz maravilhosa, que o liberta de todas as preocupações. Tudo nesse mundo material é efêmero e ilusório, basta-nos o consolo da Eternidade para nos sentirmos felizes dentro de nossas próprias deficiências.

À luz do amor de Jesus, vamos dirigindo os nossos passos, pois, como Ele disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém irá ao Pai senão por mim". Vamos, então, convictos de que com Ele estamos amparados, livres e seguros. Nenhum mal poderá nos atacar.

Com Cristo não há doenças, não há dores nem aflições.

Sigamos Jesus com o coração cheio de amor e bem-aventuranças.

9.7.1976


48 - Perseverança recompensada  

              Joaquim Macedo Mattos, pai da médium.

Jesus, bom e amado Mestre, aqui estamos reunidos mais uma vez para te agradecer tantas bênçãos.

Não é de hoje que acompanhamos os seus trabalhos e sentimo-nos tão alegres quando esta reunião cumpre suas obrigações, que a emoção não nos deixa falar. Por isso, estou a escrever, pois assim posso externar melhor a minha satisfação. Estamos trabalhando com vocês com muito amor e perseverança e rejubilo-me com o Pai ao ver meus filhos assim reunidos de maneira que sobrepuja o que eu esperava.

Recomendei muitas e muitas vezes, quando ainda encarnado, que o amor jamais deveria faltar em seus corações e o exemplo que deixei comprova este meu desejo imenso de trazer todos muito unidos e sabe Deus por quê. A união faz a força e muitos trabalhos poderão ser realizados com a graça de Deus.

Emociono-me até as lágrimas quando vejo meus filhos em torno desta mesa sagrada e nem sempre posso falar do que vai em minha alma de pai amoroso e responsável, que todos sabem, modéstia à parte, fui. 

Sinto-me tão feliz hoje por ver meu neto Adílson trilhando este caminho de amor, que entrego a Deus minha alma ainda tão imperfeita para que tudo se cumpra conforme a vontade do Pai. Que Jesus o abençoe, meu filho, que hoje pode caminhar livremente por veredas que o conduzirão à glória de Deus. Daqui por diante a luz há de brilhar com mais intensidade para você cumprir condignamente a sua verdadeira missão. Trabalharemos todos juntos para bem executarmos nossas tarefas, pois queremos ser apóstolos verdadeiros de Jesus.

Joaquim Macedo Mattos

3.8.1976


49 - Bênçãos recebidas 



Deus clemente e misericordioso, agradecemos tantas bênçãos e acreditamos ser-nos-ão facultadas outras oportunidades para um futuro bem próximo. Que tenhamos sempre presente em nós a luz magnânima do Cristo a nos envolver, fortificando-nos em nossos empreendimentos em todas as ocasiões necessárias.

Continuaremos a vosso serviço, meu Pai, pois esta é a maior felicidade que ambicionamos. Graças a Jesus e a nossos guias e protetores, estaremos sempre a postos para todos os serviços indispensáveis.

São muitos os necessitados no plano espiritual e material, assim sendo, aproveitemos todas as oportunidades.

Que Jesus nos abençoe. 

9.8.1976


50 - Nossa Senhora Santíssima 



Virgem Santa Imaculada, que foste escolhida pelo Pai para representar na Terra a mãe misericordiosa, pura e santa, acolhe estas almas que ainda têm tanto para se redimir de suas tribulações, deixam-se levar pelos enganos do mundo e escorregam pelo despenhadeiro do egoísmo e da ambição.

Virgem Santíssima, que de teus braços desçam bênçãos de amor para todos estes filhos que te reconhecem como mãe verdadeira. Possam essas mãezinhas de hoje ter sempre em mente a tua figura compassiva, boa, terna e sempre dadivosa para cumprirem, como o fizeste, os seus misteres neste mundo tão conturbado pela ignorância dos homens.

As crianças de hoje precisam ter muito afeto e carinho por parte principalmente das mães, que aqui vieram para cumprir a sublime missão da maternidade. Os espíritos angelicais que atualmente se acham reencarnados são dignos de todo apreço e consideração.

Pudessem as mães compreender o tamanho da importância de sua missão e renderiam graças a todo instante ao Pai, nosso Criador. Não é fácil ser mãe, mas mãe como o foi nossa Mãe Santíssima, renunciando a todos os interesses mundanos e consagrando-se inteiramente ao Filho, que tão pesada cruz recebeu dos homens.

Conhecedores que somos todos nós da renúncia e sacrifício deste exemplo maravilhoso de amor, vamos também nós procurar imitá-la, a fim de que nossos filhos, que são tantos outros enviados do Pai, possam cumprir os desígnios por Ele determinados.

Ajudemo-los a carregar a cruz, oferecendo-lhes desde já um lar cheio de amor, iluminado pela presença gloriosa de Jesus. 

12.8.1976 


Fim do capítulo 2


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